Parte de uma agenda de inovação, o modelo proposto pelo Banco Central trará um mar de oportunidades aos grandes bancos, a fintechs e, claro, aos consumidores. No primeiro capítulo da nossa série especial sobre Open Banking, explicamos por que o novo modelo será vantajoso a todos os players. Confira!

Mais transparência, dinamismo e competitividade no setor. A largada para o Open Banking foi dada no Brasil e as expectativas em relação aos ganhos que o novo modelo proposto pelo Banco Central (BC) trará ao mercado financeiro do país seguem altas. Isso porque, em um ambiente cada vez mais digitalizado, quem souber surfar na onda da inovação proposta pela iniciativa sairá na frente do mercado.

Parte da agenda de inovações do Banco Central, o Open Banking veio somar a um setor que não para de se modernizar. Em novembro, o BC iniciou o modelo de transações instantâneas sem custo ao consumidor. Por meio do PIX, clientes pessoa física de diversos bancos podem transferir dinheiro de uma maneira rápida, prática e sem as conhecidas taxas. Agora, com o Open Banking, a tendência é que o sistema fique ainda mais integrado.

De maneira geral, o Open Banking – ou sistema bancário aberto, em português – é o compartilhamento padronizado de dados, produtos e serviços, por meio da abertura e da integração de sistemas. Esse novo modelo permite que clientes de produtos e serviços financeiros compartilhem suas informações entre diferentes instituições, que podem ser instituições financeiras, de pagamento, ou demais organizações autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

Além do consentimento para o compartilhamento de informações dos clientes entre as diferentes instituições participantes, essa integração torna possível a movimentação de contas bancárias a partir de diferentes plataformas – e não apenas pelo aplicativo ou site do banco –, de forma segura, ágil e conveniente.

O órgão regulador prevê que o sistema esteja rodando 100% até o final de 2021. Para isso, sua implementação foi dividida em quatro etapas, expandindo, gradualmente, o modelo que conhecemos atualmente. Na primeira fase, que entrou em vigor no dia 1º de fevereiro, as entidades participantes passaram a disponibilizar informações sobre seus produtos e serviços bancários.

Essa etapa ainda não possibilita o compartilhamento de informações específicas dos usuários. O escopo está previsto a partir da segunda fase do modelo, com início programado para 15 de julho. Vale lembrar que, apesar de passar a fazer parte do intuito do Open Banking, o compartilhamento de dados dos usuários entre as instituições só é realizado mediante consentimento prévio dos clientes.

A expectativa é que até a última etapa, com previsão de início no dia 15 de dezembro, dados sobre outros serviços passem a fazer parte do escopo do sistema – incluindo até o compartilhamento de dados sobre operações de câmbio, investimentos, previdência e conta-salário, por exemplo.

Experiência do cliente como foco principal

Movimento que vem se consolidando mundialmente, o Open Banking já tem cases de sucesso de regulação, em países que vão desde a Austrália até o México e, claro, o Reino Unido. Grande referência de implementação, o Reino Unido demonstrou grande habilidade em termos de incentivo ao uso, inovação aos bancos, elevação do potencial de inclusão financeira e de competitividade no mercado.

De acordo com dados do governo britânico, mais de 2,5 milhões de usuários aderiram ao novo modelo bancário – atualmente há 300 instituições financeiras cadastradas.

Atento às experiências internacionais, o Brasil também quer se tornar referência – e ser um grande incentivador de um modelo financeiro mais integrado. Isso porque, com um fluxo mais transparente, integração dos dados e acesso a informações de extrema relevância, bancos e fintechs terão nas mãos a oportunidade de traduzir tudo isso em novos serviços e produtos cada vez mais personalizados – além de colocar a experiência do cliente como foco principal.

“Na era da informação, nada é mais valioso do que dados personalizados dos clientes”, diz Leonardo Enrique, Gerente Executivo de Produtos da Serasa Experian. “O Open Banking movimenta todo o mercado financeiro, como uma grande revolução, uma vez que devolve ao cliente a posse de suas informações e possibilita a ele compartilhá-las com quem bem entender”, explica.

A fala de Leonardo vem em linha com a premissa do novo modelo. Com o Open Banking, por exemplo, as informações sobre empréstimos, pagamentos, consumo, enfim, tudo sobre a vida financeira dos clientes, estarão disponíveis para outros players do mercado – desde que o próprio cliente autorize a disponibilização desses dados. Só neste ponto, o Open Banking já mostra suas vantagens, tanto para consumidores, que poderão ter acesso a propostas mais adequadas, quanto para instituições financeiras, que poderão ser cada vez mais precisas em suas decisões.

“O fluxo mais transparente de informações entre as instituições, possível por conta do avanço da tecnologia e da inovação, irá favorecer a definição de melhores políticas de crédito e a oferta de serviços mais adequados aos diferentes perfis de clientes e de segmentos da sociedade”, diz Leonardo Enrique. “Além disso, acreditamos que as inovações irão facilitar a comparação de produtos e serviços ofertados pelas diferentes instituições participantes e a gestão financeira das pessoas. Vamos entender o contexto financeiro dos consumidores de forma inédita.”

A Serasa Experian e o Open Banking

Com a expertise de quem analisa dados de crédito dos brasileiros há mais de meio século, a Serasa Experian enxerga o Open Banking como oportunidade para os negócios das instituições financeiras em geral – dos grandes bancos até as fintechs. Isso porque quem souber traduzir e analisar corretamente o mar de informações que o novo modelo proporcionará sairá na frente com novos produtos, serviços e mais qualidade ao consumidor.

“Dado é o novo petróleo, mas, para usá-lo, é preciso refiná-lo”, diz o executivo da Serasa Experian. “Ajudar as empresas a materializar essas oportunidades, impulsionar seus negócios, gerar novas frentes de atuação e receitas, a partir do grande volume e riqueza de informações às quais as instituições passarão a ter acesso, será o papel da Serasa Experian nesse processo.”

O objetivo é claro: a Serasa Experian quer ajudar seus parceiros a se empoderar para que, assim, eles encontrem novas oportunidades de negócios e ofereçam cada vez mais produtos personalizados aos consumidores. “O dado é importante, mas sozinho não faz muita coisa, você precisa transformá-lo em insight, em poder, em negócio. Na possibilidade de ter acesso a dados que antes eu não tinha, eu consigo entender o momento do meu consumidor e entregar a oferta certa, no momento certo”, afirma o executivo.

Ficou interessado? Quer saber mais sobre as soluções que a Serasa Experian irá disponibilizar por meio do Open Banking?

A partir de agora você contará com conteúdos Serasa Experian sobre a revolução que o Open Banking promoverá no mercado. Acompanhe a nossa série quinzenalmente e não perca nenhuma novidade!