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Estudos de Inadimplência

Volume total de títulos protestados tem queda de 19,7% em julho, aponta estudo nacional da Serasa

22/08/2003

A inadimplência medida por protestos reflete apenas parte da inadimplência
dos consumidores, que deve ser analisada por meio de todas as formas existentes
de registro de não pagamento.

A estatística não indica tendência para o ano. Levantamento da Serasa, uma das
maiores empresas do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para
apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela
que o volume total de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas)
apresentou queda de 19,7%, na comparação julho 2003/2, totalizando no mês 677
mil protestos em todo o território nacional.

Nos sete primeiros meses de 2003, a inadimplência total, indicada pelo
volume de protestos de pessoas físicas e jurídicas caiu 11,2%, em relação ao
mesmo período do ano anterior. Foram registrados 5 milhões de títulos
protestados de janeiro a julho de 2003.

De acordo com o estudo da Serasa, o volume de protestos de pessoa física
diminuiu 19,9% em julho de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. Foram
registrados 317 mil títulos protestados de pessoa física no sétimo mês de
2003.

No acumulado do ano de 2003, foram verificados 2,2 milhões de títulos
protestados de pessoa física no país, com decréscimo de 16,2%, na comparação
com o mesmo período do ano passado.

Segundos os técnicos da Serasa, essa queda deve ser vista muito mais como
uma redução na utilização desse instrumento, em um ambiente que está
priorizando a renegociação de dívidas, por conta da conjuntura não favorável ao
consumidor (aumento de desemprego, juros elevados e queda da renda), do que
como uma tendência de inadimplência.

De acordo com o estudo da Serasa, o volume de protestos de pessoa jurídica
também caiu. Em julho de 2003, foram protestados 359 mil títulos de empresas, o
que representou uma queda de 19,6% em comparação com o mesmo mês de 2002.

De janeiro a julho de 2003, o volume de protestos de pessoa jurídica
apresentou queda de 6,8%, na comparação com os sete primeiros meses do ano
anterior. Foram registrados 2,8 milhões de protestos de empresas no
período.

O volume de protestos de pessoa jurídica apresenta queda devido à menor
demanda por crédito por parte das empresas, que evitam o capital de terceiros,
sobretudo o de curto prazo que tem custos mais elevados, e que não encontrou,
até julho, contrapartida na reação das vendas. As empresas procuram não ter
problemas de pagamento com seus fornecedores para que, no caso de reposição
rápida de estoques, sejam prontamente atendidas.

Falências e Concordatas

A pesquisa da Serasa revela que o volume de falências requeridas em julho de
2003, registrou queda de 23,3% na comparação com o mesmo mês de 2002, em todo o
país. Foram requeridas 1,5 mil falências em julho de 2003.

O total de falências decretadas também caiu. Em julho de 2003, foram
decretadas 445 falências, com decréscimo de 9,6%, em relação ao mesmo mês de
2002. O volume de concordatas requeridas (51) apresentou baixa de 1,9% no
sétimo mês do ano, comparado com igual mês de 2002. Já o volume de concordatas
deferidas (42) aumentou 20% na comparação julho 2003/2.

Ainda de acordo com o estudo da Serasa, o volume de falências requeridas (10
mil) nos sete primeiros meses de 2003 aumentou 1,7% em relação ao mesmo período
do ano passado. O volume de falências decretadas também registrou aumento,
15,4%, na comparação janeiro a julho 2003/2. Foram decretadas 3,2 mil falências
no período.

O volume de concordatas requeridas apresentou aumento de 17,5% no acumulado
de 2003, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram requeridas
376 concordatas no período. O volume de concordatas deferidas (272) registrou
alta de 8,8% na comparação janeiro a julho 2003/2.

Os indicadores de insolvência mostram que são as empresas menos
capitalizadas e mais expostas às elevadas taxas de juros que registram
dificuldades no ano, pois também não conseguiram completar seu ciclo
operacional (de vendas) para gerar receitas frente a compromissos assumidos
anteriormente. Neste contexto, são mais penalizados os micro e pequenos
negócios.

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