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Cresce o número de idosos com alto risco de sofrer fraude no Brasil, revela estudo da Serasa

26/01/2017

No Sudeste, os homens dessa faixa etária têm a maior propensão para se tornarem vítimas de golpistas. Dados também mostram qual o perfil mais visado pelos fraudadores em todo o país. Especialista em prevenção a fraude dá dicas para o consumidor evitar prejuízos

Estudo feito pela Serasa, usando como base um grupo de pessoas com alta propensão de ser vítima de fraude, mostra quem são os brasileiros com maior chance de serem vítimas do roubo de identidade, quando dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos. Apesar de estarem na segunda faixa etária com maior propensão a fraudes em todo o país, a quantidade de idosos com alta chance de sofrer golpes foi a que mais cresceu nos últimos dois anos: de 36,5%, no primeiro semestre de 2014, para 43,6%, no mesmo período de 2016. O sexo masculino representa a maioria (71,6%) dentro da categoria de pessoas acima de 60 anos. Além disso, especificamente na região Sudeste, no ano passado, eles já eram os mais buscados pelos criminosos (50,9%).

Para o especialista em prevenção a fraudes e fundador da DNpontocom, Daniel Nascimento*, o crescimento na quantidade de idosos com alta chance de sofrer golpes se explica: “trata-se de um público que tende a apresentar mais dificuldade em operações bancárias e no uso da tecnologia empregada em caixas eletrônicos, por exemplo. Além disso, o homem é mais visado porque, na maior parte das fraudes com documentos, o criminoso também é do sexo masculino e ele precisará, em algum momento, se passar pela vítima.

Ainda de acordo com o estudo, dentro do elevado grau de risco, homens com idade entre 25 e 59 anos, renda entre R$ 850,00 e R$ 1.075,00 e residentes na região Sudeste do país são os principais alvos dos fraudadores. Segundo o consultor, pessoas dentro dessa faixa etária estão economicamente mais ativas e por isso correm mais risco. “Esse perfil se encaixa no grupo que normalmente busca pequenos financiamentos para a compra de itens como eletrônicos e eletrodomésticos. “E basta uma identidade, um CPF e um comprovante de pagamento falsos para que a venda seja efetivada de forma parcelada, estendendo o golpe por meses”, ressalta.

Daniel também argumenta que o Sudeste é o alvo principal entre as regiões porque centraliza 40% da população do país. “Essa concentração populacional, bem como a quantidade de recursos disponíveis na região, são vistas como oportunidades para o crime”, diz.

Abaixo, é possível conferir mais detalhes do estudo da Serasa por região, idade, sexo e renda:

Região

Segundo o estudo de alto propensão, no primeiro semestre de 2016, a região do país mais sujeita aos riscos de fraude era a Sudeste, com 50,4%. Em seguida estão: Sul (18,5%), Nordeste (16,2%), Centro-Oeste (9,9%) e Norte (4,9%).

No primeiro semestre de 2016, dentro da região Norte, o sexo masculino predominava no universo de pessoas propensas a se tornarem vítima de criminosos, com 74,6%. No mesmo período de 2014, o Centro-Oeste levava este título, com 71,4%.

Já as mulheres estão mais vulneráveis no Sudeste, onde a participação delas nas pessoas com alto risco de fraudes é a maior do país para o público feminino: 31,5%.

No primeiro semestre de 2016, os idosos eram os mais visados no Sudeste, com predominância de 50,9% no grupo de alta propensão a fraude, e menos no Centro-Oeste, com 31,3%. É também nesta região que os adultos, entre 29 e 59 anos (com 62,5%), assim como os jovens (6,3%), têm as maiores chances do país para serem fraudados.

Idade

O estudo também concluiu que, no primeiro semestre do ano passado, entre as pessoas que correram mais riscos de sofrer fraude, o público entre 25 e 59 anos é maioria, com 49,9%. Em segundo lugar estão as pessoas acima de 60 anos (43,6%) e a terceira faixa ficou com os jovens de até 24 anos, com 4,9%.

Sexo

Na distribuição por gênero, dentro do grupo com alto risco, no primeiro semestre de 2016, 69% dos homens e 31% das mulheres estavam propensos.

O estudo também identificou que, enquanto as mulheres predominam no grupo de alto risco até os 24 anos (33,9% do total), os homens estão mais sujeitos a partir dos 60 anos (71,6%).

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Mulheres na faixa de menor renda (até R$ 850,00) têm a maior presença no grupo de alto risco: 41,4%. Este índice vai gradativamente baixando na mesma proporção que a renda do público feminino aumenta. Na faixa mais alta (acima de R$ 7.600), as mulheres chegam ao menor percentual de risco: 22,1%.

Enquanto isso, com os homens o fenômeno é contrário: quanto maior o rendimento maior a predominância no grupo de alto risco de fraude, alcançando 77,9% na faixa salarial mais alta (acima de R$ 7.600). 

Renda

Analisando o perfil com alto risco de golpes, as pessoas que recebem salário abaixo de R$ 1.650 predominam com 52,9% de participação. Quem ganha acima de R$ 4.875 representa 28,3% deste grupo de alto risco de fraude.

De acordo com o especialista Daniel Nascimento, o consumidor de menor renda se torna vítima porque, normalmente, não pratica ou desconhece os processos de segurança, mesmo os mais básicos. “Documentos e dados pessoais são informações que precisam de muita proteção. Ao preencher um cupom de sorteio, por exemplo, é preciso ficar atento: o estabelecimento solicitante é confiável?”, ressalta. “O consumidor não pode correr riscos de ter seus dados circulando no meio de fraudadores.”

Parceria Serasa e DNpontocom

A Serasa fechou parceria com a DNpontocom, empresa de consultoria especializada no mercado de prevenção a fraude e segurança digital, para aprimorar seus serviços antifraude e ajudar o consumidor a se proteger e evitar prejuízos com a ação de golpistas. A consultoria prestada pelo especialista e fundador da empresa, Daniel Nascimento, tem o objetivo de transformar em dicas e orientações de prevenção toda a experiência adquirida por ele, após os diversos anos de atuação no submundo dos hackers.

“A indústria da fraude está em constante evolução. A parceria com a DNpontocom nos permite conhecer mais sobre os mecanismos que envolvem as fraudes de identidade e, assim, aprimorar nossos produtos antifraudes, além de oferecer aos consumidores dicas eficazes de proteção”, diz o vice-presidente do SerasaConsumidor, Silvio Frison. “A informação é a matéria-prima da Serasa e, ao incorporarmos um ex-hacker nesse processo, agregamos ainda mais segurança a esta informação, contribuindo para a criação de serviços mais sustentáveis e seguros”, acrescenta.

Para Daniel Nascimento, é imprescindível que as empresas passem a se preocupar e ajudar cada vez mais o consumidor a se proteger contra a ação de golpistas. “Qualquer pessoa está sujeita a ser vítima de um fraudador, mas se a maioria tiver consciência de sempre reforçar a proteção e contar com a ajuda de companhias que caminham lado a lado do cidadão, como a Serasa, certamente seria possível estreitar muitos caminhos da fraude”, diz.

Para evitar cair na armadilha dos fraudadores, veja abaixo 15 dicas de prevenção preparadas pelo especialista da DNpontocom:

 

1)   Nunca perca de vista os documentos, cartão de crédito e folhas de cheque;

 

2)  Ao receber uma ligação, não passar qualquer informação pelo telefone, nem mesmo se o atendente tiver alguns dados reais da pessoa. Na dúvida, peça um telefone oficial da empresa ou instituição e retorne à ligação;

 

3)   Ao sair de casa, procure andar somente com os documentos necessários;

 

4)  Não peça informações a terceiros sobre documentos ou acessos, a caixa eletrônico, por exemplo. Procure sempre um funcionário do local;

 

5)   Tenha cuidado na hora de fazer cópias de seus documentos. Se possível, faça somente em um lugar de confiança;

 

6) Na internet, faça compras e preencha formulários somente em sites recomendados por órgãos oficiais. No caso de lojas ou prestadoras de serviços, faça pesquisas em sites de reclamações para saber a reputação. Tenha preferências por sites que possuem tecnologia SSL, identificada pelo cadeado verde ao lado da URL;

 

7)  Tenha cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou produtos com preços muito inferiores ao mercado;

 

8)  Além dos documentos e dados pessoais, nunca compartilhe fotos de ticket de viagem, comprovantes de pagamento, boletins e diplomas educacionais, etc. Esses tipos de informação podem ser valiosos para um fraudador aperfeiçoar um tipo de golpe;

 

9)    Antes de instalar um aplicativo no celular, pesquise se é confiável;

 

10) Ao usar computadores compartilhados, verificar se fez o log off das suas contas (e-mail, internet banking etc.);

 

11)  Não caia em mensagens falsas no e-mail, como: “atualize seu cadastro”, “você ganhou um cartão de crédito no valor de R$ 1.500,00” etc. Desconfie sempre. Na dúvida, antes de clicar em qualquer botão, tente entrar em contato com o remetente;

 

12)  Em caso de extravio, furto ou roubo de documentos e/ou cheques, além de fazer um Boletim de Ocorrência (B.O), registre um alerta gratuito no Serviço de Documentos e Cheques Roubados da Serasa: www.serasaconsumidor.com.br/servicos-roubo-perda-de-documentos/;

 

13)  Limite suas publicações em redes sociais somente para amigos. Não deixe “público”;

 

14)  Não use redes Wi-Fi abertas, pois elas podem ajudar fraudadores a interceptar dados.

 

15)  Mantenha atualizados os sistemas e antivírus do computador e celular.

Sobre Daniel Nascimento*

Em 2002, aos 12 anos, Daniel Nascimento iniciou seus primeiros ataques como hacker, ganhando cada vez mais know-how e, em 2005, ficou conhecido como o maior hacker do país. Foi preso pela Polícia Federal na chamada operação pontocom. Após sua passagem pelo submundo da elite dos hackers, resolveu dar um novo rumo para a sua vida. Frequentou alguns cursos acadêmicos, tornou-se empresário e lançou o livro autobiográfico “DNpontocom – A Vida Secreta a Glamurosa de um Ex-Hacker”.

Desde 2014, utiliza seus conhecimentos adquiridos prestando consultoria na área de segurança digital, desenvolve aplicativos de alta tecnologia e ministra palestras sobre o assunto por todo o país.

Para saber mais, acesse: www.dnpontocom.com.br

SerasaConsumidor

SerasaConsumidor é um conceito que abrange as ações da empresa para ajudar o consumidor a gerir sua vida financeira, de forma a auxiliá-lo na gestão de sua reputação creditícia para o seu bem-estar e desenvolvimento. Essas ações visam também a estreitar o relacionamento direto da Serasa Experian com o consumidor, que já acontece há décadas, com respeito e qualidade, por meio da rede de agências da Serasa Experian em todo o país. A melhoria dessa gestão compreende avanços na educação financeira com a qual o SerasaConsumidor está comprometido, para que o cidadão possa desfrutar do crédito, consumindo ou empreendendo sem incorrer na inadimplência ou no superendividamento.

Para mais informações, visite www.serasaconsumidor.com.br

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A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007. Responde on-line/real-time a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio.

Constantemente orientada para soluções inovadoras, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

Para mais informações, visite www.serasaexperian.com.br

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A Experian é líder mundial em serviços de informação. Nos grandes momentos da vida – desde comprar um carro, passando por mandar seu filho para a faculdade, até a crescer o negócio se conectando com novos clientes – nós empoderamos consumidores e empresas a gerenciarem seus dados com confiança. Nós ajudamos as pessoas a tomarem o controle de suas vidas e acessarem serviços financeiros, os negócios a tomarem decisões mais inteligentes e prosperarem, os credores a emprestarem de forma mais responsável e as organizações a prevenirem fraude de identidade e crime.

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