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Para ajudar a família em tempos de crise, idoso se endivida e 7 milhões entram na lista de inadimplentes

01/09/2015

Levantamento Mosaic Serasa Experian revela quem são e como vivem as pessoas com mais de 61 anos no Brasil

Os inadimplentes com 61 anos ou mais já chegam a 6,99 milhões de pessoas, revela estudo da Serasa Experian. O número equivale a cerca de 1/3 da população desta faixa etária (23,7 milhões, segundo o IBGE) e representa 12,4% dos 56,4 milhões de inadimplentes do país. O levantamento foi desenvolvido pela área Big Data da Serasa Experian em junho de 2015. Em junho de 2014, quando 54,1 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, os idosos respondiam por 11,8% deste total.

Para os especialistas da Serasa Experian, uma das explicações para o crescimento da fatia de idosos inadimplentes está relacionada com o crédito consignado. Como este tipo de financiamento é mais acessível aos aposentados, em momentos de alta da inflação e aumento do desemprego, muitos deles são levados a solicitar este tipo de crédito para socorrer as contas da casa. “O idoso faz o empréstimo para ajudar a família, mas não consegue se manter em dia com os pagamentos das parcelas”, diz o gerente da Serasa Experian, Fernando Rosolem. “Isso corre porque essa faixa etária é uma das que mais sofre com a alta de preços de remédios, plano de saúde e alimentos.”

 Quem são e como vivem

 Um estudo inédito da Serasa Experian, baseado na segmentação Mosaic Brasil, que divide a população em 11 grupos, mostra qual o perfil dos idosos brasileiros. A maioria deles (27,4% ou cerca de 6,5 milhões de pessoas) está incluída no grupo denominado Envelhecendo no Século XXI, formado por idosos de classe média que usufruem de melhorias nas condições de vida em relação aos tempos de juventude, como maior acesso à saúde pública, saneamento básico, valorização da medicina preventiva e de hábitos de vida mais saudáveis.

São pessoas aposentadas, com escolaridade média para baixa. Uma de suas características mais marcantes é a estabilidade, adquirida em razão da renda fixa e de um comportamento financeiro mais controlado. Este grupo compõe uma nova geração de idosos, fruto das alterações da pirâmide etária brasileira: o aumento significativo da expectativa de vida e o envelhecimento da população do país. A tendência para as próximas décadas é o crescimento desse grupo no Brasil.

“A melhora das condições gerais da população acima dos 61 anos, que inclui mais recursos médicos, além de propiciar longevidade faz com que essas pessoas envelheçam mais ativas, com condições de aproveitar melhor essa fase, investindo em lazer e em demais itens que promovam a qualidade de vida. E não apenas em cuidados da saúde”, afirma Rosolem

O grupo que vem em seguida é o Experientes Urbanos de Vida Confortável, que representa 15,6% dos 23,7 milhões de brasileiros com mais de 61 anos, ou seja, cerca de 3,7 milhões de pessoas. Neste grupo predominam os moradores de áreas urbanas que trabalharam muito e conseguiram, assim, obter um padrão de vida diferenciado. Enquanto o grupo Envelhecendo no Século XXI não tem grandes luxos, os Experientes Urbanos de Vida Confortável procuram realizar atividades de lazer, principalmente nos fins de semana. Entre as principais atividades estão reuniões familiares e viagens de férias, em geral para destinos nacionais.

Se levarmos em conta os dois grupos predominantes (Envelhecendo no Século XXI e Experientes Urbanos de Vida Confortável) podemos concluir que os idosos de classe média com boas condições de vida representam quase metade do total de 23,7 milhões de cidadãos com mais de 61 anos do país (mais de 10 milhões de pessoas).

Em seguida vem a Massa Trabalhadora Urbana, que representa 12,2% do total. São pessoas com baixa remuneração, ocupando atividades associadas ao trabalho manual, vivendo em grandes centros urbanos. O grupo tem baixa escolaridade e vive as vantagens e desvantagens das grandes cidades: o acesso ao consumo e à informação e os problemas de mobilidade e alto custo de vida. O estudo também identificou que 11,1% dos idosos (ou seja, aproximadamente 2,3 milhões de pessoas) estão no grupo Habitantes de Áreas Rurais, que engloba cidadãos que vivem do cultivo da terra ou de atividades ligadas ao agronegócio. O acesso à educação é mais restrito que em áreas urbanas e a renda também é inferior. Porém, o custo de vida é menor.

O quinto grupo mais representativo identificado pelo estudo foi o Moradores de Áreas Empobrecidas do Sul e Sudeste, que engloba 10,8% dos brasileiros com 61 anos ou mais. Isso representa cerca de 2,5 milhões de idosos morando em locais pobres tanto em grandes cidades como no interior. Em geral, são trabalhadores com escolaridade e renda baixas, com difícil acesso a espaços e serviços públicos, que vivem em condições precárias – alguns em favelas – muitas vezes em habitações em situação irregular, mal acabadas ou envelhecidas. Uma parte deste grupo depende de ajuda governamental.

A lista segue com o grupo Adultos Urbanos Estabelecidos (8,2% do total), formado por pessoas com uma boa renda média (alta para alguns), o que garante um bom e confortável padrão de vida. Profissionais escolarizados, atuam em geral na iniciativa privada, embora uma pequena parte possua algum tipo de negócio próprio. São urbanos, em geral vivendo fora das capitais, em cidades menores das regiões metropolitanas ou centros urbanos do interior.

Os Habitantes de Zonas Precárias aparecem em quinto lugar e representam 5,5% da população com 61 anos ou mais no país. Este grupo é formado por pessoas pobres, habitando áreas de baixo desenvolvimento econômico, em geral no Nordeste e Norte do país. Em geral, vivem situações de vulnerabilidade social, com altos índices de desemprego e informalidade, baixa escolaridade e renda, muitas vezes restrita ao salário mínimo. Muitos dependem de algum tipo de ajuda governamental para estarem imediatamente acima da linha da pobreza. Em termos de consumo, poucos conseguem ir além do básico.

Assim, os grupos que incluem a Massa Trabalhadora Urbana, Habitantes de Zonas Precárias, Áreas Empobrecidas e Áreas Rurais totalizam aproximadamente 9,4 milhões de brasileiros. Todos estes grupos têm como característica dominante a baixa renda. Por outro lado, os idosos do grupo Elites Brasileiras, que desfrutam de alto padrão de vida, representam 4,6% do total, ou seja, aproximadamente 1 milhão de pessoas. Estes brasileiros possuem alta escolaridade, vivem majoritariamente em regiões ricas e de prestígio nas áreas urbanas. Em função da alta remuneração, desfrutam de uma vida boa e com luxos. Viajam com frequência, inclusive para o exterior, e têm acesso a uma série de bens e serviços, como automóveis de luxo, imóveis próprios, bons restaurantes e vida cultural.

O Mosaic Brasil é um produto da Serasa Experian Marketing Services e visa obter um retrato acurado dos perfis que compõe a população do país para permitir que empresas, agências e profissionais de marketing, estudiosos e gestores de políticas públicas tenham dados para traçar estratégias e desenvolver serviços e produtos para os diversos grupos que compõe a população brasileira.

Veja, abaixo, a tabela completa que mostra como se divide a população brasileira com 61 anos ou mais em cada grupo Mosaic Brasil:

mosaic

Saiba mais sobre o Mosaic Brasil e as características de cada grupo em: http://www.serasaexperian.com.br/mosaic/

Veja mais em http://www.serasaconsumidor.com.br/guiaidoso/

 Sobre a Serasa Experian Marketing Services

A Unidade de Marketing Services da Serasa Experian oferece ao mercado soluções eficazes e inovadoras para entendimento, prospecção, rentabilização e fidelização de clientes. Entre elas, as melhores práticas e ferramentas tecnológicas do mercado para marketing direto, marketing analítico e marketing digital.

Saiba mais em: www.serasaexperian.com.br/marketingservices

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A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007. Responde on-line/real-time a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio. É a maior Autoridade Certificadora do Brasil, provendo todos os tipos de certificados digitais ICP-Brasil, tornando os negócios mais seguros, ágeis e rentáveis.

Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para crédito, marketing, identidade digital e negócios, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

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A Serasa Experian é parte da Experian, líder mundial em serviços de informação, fornecendo dados e ferramentas de análise a clientes ao redor do mundo. O Grupo auxilia os clientes no gerenciamento do risco de crédito, prevenção a fraudes, direcionamento de campanhas de marketing e na automatização do processo de tomada de decisão. A Experian também apoia pessoas físicas na verificação de seus relatórios e scores de crédito e na proteção a fraudes de identidade. Em 2015, a Experian foi eleita pela revista Forbes como uma das companhias mais inovadoras do mundo.

A Experian plc está registrada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN) e compõe o índice FTSE 100. A receita total para o ano fiscal encerrado em 31 de março de 2015 foi de US$ 4,8 bilhões. A empresa emprega cerca de 17.000 pessoas em 38 países e possui sede corporativa em Dublin, na Irlanda e sedes operacionais em Nottingham, no Reino Unido; na Califórnia, Estados Unidos, e em São Paulo, Brasil.

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