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Especialistas debatem Lei de Cotas no 23º Fórum Serasa Experian de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência

17/12/2010

Na última quarta-feira, 15 de dezembro, foi realizado em São Paulo, na sede da Serasa Experian, o 23º Fórum Serasa Experian de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência. No evento, além da exposição de diferentes pontos de vista sobre a Lei de Cotas, foi revelada a criação de um “pacto pela inclusão”, com as participações do ministério do Trabalho e Emprego de São Paulo, de sindicatos de trabalhadores e empresas.

Para palestrar no fórum, a Serasa Experian convidou a secretária nacional dos direitos das pessoas com deficiência, Isabel Maior; a secretária de estado dos direitos das pessoas com deficiência, Linamara Rizzo Battistella; o Médico Sanitarista e do Trabalho e Auditor Fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo, José Carlos do Carmo; além da vereadora paulistana Mara Gabrilli, recém eleita deputada federal.

Na abertura do evento, o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, falou da importância que os profissionais com deficiência representam para a empresa: “Junto com os demais profissionais, eles ajudam nossos clientes a crescer”. Ricardo também comentou o papel inclusivo da Serasa Experian, que desde 2001, qualifica regularmente profissionais com deficiência para o mercado de trabalho. “Nós acreditamos na diversidade. Esse é um traço profundo de nossa cultura organizacional.”

Em seguida a Ricardo, foi a vez da vereadora Mara Gabrilli subir ao palco. Recém eleita deputada federal por São Paulo, Mara defendeu uma ampliação na lei de cotas, a fim de atender a outros segmentos da sociedade, e não apenas as pessoas com deficiência: “Por que não incluir uma pessoa com AIDS ou com esclerose múltipla?”, indagou.

Conhecida como “Lei de Cotas”, a lei nº 8.213, de 1991, obriga as empresas com mais de cem profissionais a contratarem pessoas com deficiência.

Para Linamara Batistella, a lei poderia ser melhor explorada pelos trabalhadores afastados pela Previdência Social. A secretária acredita que a ociosidade em decorrência da ausência de um trabalho, faz com que essas pessoas, que muitas vezes possuem um mal menor, como dor no ombro, no pescoço ou na coluna, desenvolvam problemas mais graves, como o alcolismo, por exemplo. “São fatos registrados”, disse Linamara.

Analisando pelo ângulo do empresário, Batistella revela os benefícios de readmitir, via Lei de Cotas, o funcionário afastado: “É uma pessoa já qualificada, e que conhece o sistema da empresa”, concluiu.

No momento, entre todas as pessoas com deficiência empregadas no Brasil, 11% delas são do grupo de reabilitadas. O número foi revelado por Isabel Maior, em sua palestra.

Segundo a secretária nacional, as pessoas com deficiência física ocupam 54% dos cargos reservados, enquanto aquelas com deficiência auditiva, preenchem 22%. As que possuem deficiência visual, por sua vez, ocupam apenas 4% das vagas, mesmo percentual de pessoas com deficiência intelectual empregadas. “São números muito baixos, e que nos deixam bastante preocupados”, disse Isabel.

Injustiça histórica

Para o auditor José Carlos do Carmo, a Lei de Cotas vem reparar uma “injustiça histórica”, à qual o segmento das pessoas com deficiência foi submetido. De acordo com o auditor, se não fosse a ameaça da multa, definida por ele como “gloriosa”, seria muito difícil que houvesse avanços na empregabilidade. José Carlos, porém, revela que aplicar a multa não atinge o resultado almejado. “Ela é a demonstração da falta do objetivo que queremos atingir.”

Para 2011, o auditor revela a criação de um “pacto pela inclusão”, entre sindicatos de trabalhadores e empresas. Mediado pelo Ministério do Trabalho e Emprego de São Paulo, o pacto premiaria as empresas que aderirem com um aumento no prazo para que elas se adaptem à Lei de Cotas. Em contrapartida, essas empresas devem se responsabilizar pela qualificação e formação das pessoas com deficiência, assim como preparar os demais profissionais para receberem essas pessoas. “Será um instrumento muito útil”, prevê José Carlos do Carmo.

O objetivo dos Fóruns Serasa Experian de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência é promover a troca de experiências, e fazer com que esses encontros se traduzam numa ferramenta eficaz de responsabilidade social, para o crescimento da empregabilidade das pessoas com deficiência no País. Os desafios da inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho vêm sendo constantemente discutidos nesses fóruns.

Serasa Experian

A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007. Responde on-line/real-time a 4 milhões de consultas por dia, auxiliando 400 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio. É a maior Autoridade Certificadora do Brasil, provendo todos os tipos de certificados digitais e soluções customizadas para utilização da tecnologia de certificação digital e de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), tornando os negócios mais seguros, ágeis e rentáveis.

Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para crédito, marketing e negócios, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

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A Serasa Experian é parte do grupo Experian, líder mundial em serviços de informação, fornecendo dados e ferramentas de análise a clientes em mais de 90 países. A empresa auxilia os clientes no gerenciamento do risco de crédito, prevenção a fraudes, direcionamento de campanhas de marketing e na automatização o processo de tomada de decisão. A Experian plc também apóia pessoas físicas no gerenciamento de seus relatórios e scores de crédito e na proteção a fraudes de identidade.

A Experian plc está registrada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN) e compõe o índice FTSE 100, que é o principal indicador do desempenho médio das cotações da Bolsa de Londres. A receita total para o ano fiscal encerrado em 31 de março de 2010 foi de US$ 3,9 bilhões. A empresa emprega cerca de 15.000 pessoas em 40 países e possui sede corporativa em Dublin, na Irlanda e sedes operacionais em Nottingham, no Reino Unido; em Costa Mesa, na Califórnia e em São Paulo, Brasil.

Para mais informações, visite http://www.experianplc.com

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