Últimas Notícias

Pesquisa de Expectativa Empresarial

Aperto monetário já afeta expectativa empresarial

21/06/2010

A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para o 3º trimestre de 2010 mostra que 59% dos empresários entrevistados, em todo o país, vão rever suas estimativas de faturamento para o período, com base no 2º trimestre, e 41% vão mantê-las conforme planejado.  Dos que promoverão a revisão de seu faturamento, 84% o farão para cima e apenas 16% para baixo.

O setor de serviços concentra 86% das empresas que acreditam em um faturamento superior no 3º trimestre e revêem suas estimativas. Na sequência está o comércio (84%) e a indústria (79%).

Na análise por porte, as médias e pequenas empresas lideram o otimismo no período, com 85% e 84% de seus empresários, respectivamente, acreditando em um faturamento maior. Nas grandes empresas, são 74% compartilhando da mesma opinião.

Na expectativa regional, o Nordeste (91%) e o Norte (90%) congregam a maior parcela de empresários que consideram um faturamento superior no 3º trimestre em relação ao período anterior. A seguir estão o Centro-Oeste (88%), Sudeste (86%) e Sul (74%).

Faturamento para o ano

De forma geral, 73% dos empresários entrevistados percebem um faturamento maior de seu negócio em 2010, na comparação com o ano passado. 19% acham que se repetirá e apenas 8% que cairá.

Na abordagem setorial, os serviços (75%), a indústria (74%) e o comércio (71%) aguardam um faturamento melhor para o ano.

Por porte, as grandes empresas, com 78% de seus executivos, as médias, com 75%, e as pequenas, com 72% de seus entrevistados, concordam que 2010 encerrará com um faturamento superior ao verificado no ano passado.

Nessa direção, na análise regional, estão o Norte, de acordo com 87% de suas empresas, Nordeste (84%), Sudeste (73%), Sul (67%) e Centro-Oeste (65%).

 

Quadro de funcionários

No 3º trimestre, para 62% dos entrevistados, em todo o território nacional, o quadro de funcionários não sofrerá alteração. Para 32% aumentará e para 6% diminuirá.

Na visão setorial, as instituições financeiras são as que mais pretendem contratar, de acordo com 45% de seus empresários, e 53% dizem que vão manter o quadro atual. Na indústria, são 36% apostando no crescimento do número de seus funcionários e 62% mantendo os atuais. No setor de serviços são 33% ampliando a contratação e 61% mantendo. Por fim, no Comércio, são 29% demandando mais mão de obra e 63% utilizando o potencial de seu quadro atual.

Por porte, as médias (38%) e grandes (34%) empresas são as que concentram a maioria das que pretendem contratar mais funcionários no 3º trimestre, ainda que 58% e 62%, nesta mesma ordem, vão aproveitar os recursos humanos de que dispõem. Nas empresas de pequeno porte, 30% vão contratar mais e 63% vão manter o quadro atual.

Na análise regional, o Norte tem 40% de seus empresários com intenção de contratar mais pessoas no 3º trimestre de 2010 e 57% vão manter a situação de pessoal presente. No Nordeste, são 38% contratando e 58% preservando o quadro de funcionários. No Centro-Oeste esta relação é de em 37% e 55%, respectivamente. No Sudeste são 30% e 65%, e no Sul são 30% e 61%.

Investimentos

No 3º trimestre de 2010, 33% das empresas nacionais vão ampliar seus investimentos, 54% vão mantê-los conforme planejado, 3% promoverão cortes e 10% vão postergá-los.

Mesmo tendo 57% de seus executivos respondendo que vão manter os investimentos programados, as instituições financeiras têm outros 40% dizendo que vão ampliá-los no período. O comércio tem 34% de seus empresários com intenção de investir mais e 55% mantêm os seus planos. A indústria tem 33% elevando os investimentos e 54% preservando seu planejamento. Os serviços têm a menor parcela de empresários com expectativa de aumentar seus investimentos no 3º trimestre, 31%, e 54% vão seguir suas metas.

Por porte, as médias e grandes empresas, com 36% e 35%, respectivamente, possuem a maior parcela de empresários dispostos a aumentar seus investimentos no 3º trimestre do ano. Os que vão mantê-los são 54% e 55%, na mesma ordem. As pequenas empresas têm 32% de seus negócios pretendendo aumentar os investimentos e 53% seguindo seus planos.

A Região Norte tem uma relação mais equilibrada entre ampliar os investimentos (44%) no 3º trimestre de 2010 e mantê-los (49%). O Nordeste e o Centro-Oeste têm 37%, cada um, de seus empresários com expectativa de aumentar os investimentos. Na mesma ordem, os que planejam mantê-los são 55% e 50%. No Sudeste e Sul são 32% e 30% para a evolução dos investimentos, respectivamente, e 53% e 57% preservando o planejado.

Condições do crédito

Na visão da indústria, do comércio e de serviços, as condições de crédito (limites, prazos e encargos) no 3º trimestre, em relação ao período anterior, para 52% vão permanecer as mesmas, para 29% vão melhorar e para 19% piorar.

Analisando setorialmente, na indústria 31% de seus empresários acham que as condições de crédito vão melhorar no 3º trimestre e 51% dizem que permanecerão as mesmas. Nos serviços, são 29% acreditando que vão melhorar, e no comércio são 28% nesta condição, sendo cada setor com 52% de seus entrevistados acreditando no oposto.

Por porte, 30% das pequenas empresas acreditam que as condições de crédito melhorarão no 3º trimestre em relação ao período anterior. 51% de seus empresários acham que permanecerão as mesmas. Nas grandes empresas são 28% e nas médias 26% apostando em mudanças positivas nas condições do crédito. Em cada um destes portes, são 55% de seus entrevistados não enxergando mudanças.

Na análise regional, o Norte é a única em que a expectativa de melhores condições de crédito no 3º trimestre, em relação ao 2º – com 47% dos entrevistados –, é superior aos que acreditam em permanência dessas (40%).  Nas demais regiões, ocorre o oposto: no Nordeste, 39% acreditam em melhora e 50% em manutenção das condições presentes; no Centro-Oeste, são 31% e 48%, respectivamente; no Sul 28% e Sudeste 25% nas mudanças favoráveis, e 50% e 56%, na mesma ordem, para as condições inalteradas.

Oferta de crédito

De acordo com a expectativa das instituições financeiras, 62% de seus entrevistados dizem que a oferta de crédito às empresas vai crescer no 3º trimestre, em relação ao anterior. Para 37% vai ficar igual e para 1% vai cair.

No caso do crédito à pessoa física, 57% dizem que vai crescer a oferta de recursos no 3º trimestre. 41% opinam que vai ficar igual e apenas 2% apontam queda.

 Análise

A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial mostra que o empresário brasileiro está otimista em relação ao faturamento do seu negócio no 3º trimestre do ano. A maior parte não pensa em ampliar a contratação de mão de obra, aproveitando mais os recursos presentes. Do lado dos investimentos, a parcela mais representativa opta por manter os recursos planejados.

Mesmo otimista em relação ao seu negócio, o empresariado nacional está mais cauteloso sobre os demais aspectos. O atual aperto monetário, com elevação da Selic e perspectiva de novas correções, com impactos diretos nos juros e na redução do nível da atividade econômica, deixa o empresário brasileiro mais atento às questões de investimento, crédito e geração de empregos.

No caso dos investimentos, os resultados apurados no 3º trimestre de 2010 quando comparados com os do 2º, mostram que houve uma ligeira migração para as expectativas mais negativas. Os 33% que pretendiam aumentar seus investimentos no 2º trimestre, permanecem no 3º, não houve crescimento. Os que iriam manter seus investimentos no 2º período, que eram 59% dos entrevistados, caíram para 54% no 3º. Na opinião de promover cortes, era 1% no 2º e evoluiu para 3% no 3º trimestre. Para os que vão postergar os investimentos, passaram de 7% do empresariado, no 2º trimestre, para 10% no período seguinte, que é o motivo de avaliação desta pesquisa.

No que diz respeito às condições de crédito (prazos, encargos e limites), no 2º trimestre do ano 31% dos empresários achavam que iriam melhorar. Para o 3º, são 29%. Os que achavam que iam continuar as mesmas no crédito, eram 54%, no trimestre anterior e no 3º são 52%. Essas mudanças promoveram aumento na parcela dos empresários que acham que as condições de crédito vão piorar. Eram 15% no 2º trimestre e passam para 19% nos próximos três meses.

Considerando o quadro de funcionários, no 2º trimestre eram 38% dos entrevistados que pretendiam ampliá-lo e 56% mantê-lo como tinham. Para o 3º, caiu para 32% os que vão aumentar a oferta de empregos e subiu para 62% os que vão permanecer com o quadro de funcionários que têm. Desta forma, são reduzidas as expectativas de novas contratações.

Metodologia da Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial

 

O objetivo da Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial é identificar as principais tendências dos negócios para o trimestre, a partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança desses agentes.

A pesquisa da Serasa Experian, que há 42 anos tem participação expressiva na evolução econômico-financeira do Brasil, realiza vários estudos com o objetivo de fornecer subsídios aproveitando a opinião de quem vive o cotidiano dos negócios. Os resultados da presente pesquisa decorrem de um levantamento estatístico com uma amostra de mais de mil empresas representativas dos setores da Indústria, Comércio, Serviços e Instituições Financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Serasa Experian

A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços e sistemas de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007. Responde on-line/real-time a 4 milhões de consultas por dia, auxiliando 400 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio. É a maior Autoridade Certificadora do Brasil, provendo todos os tipos de certificados digitais e soluções customizadas para utilização da tecnologia de certificação digital e de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), tornando os negócios mais seguros, ágeis e rentáveis.

Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para crédito, marketing e negócios, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

www.serasaexperian.com.br

Experian

A Serasa Experian é parte do grupo Experian, líder mundial em serviços de informação, fornecendo dados e ferramentas de análise a clientes em mais de 90 países. A empresa auxilia os clientes no gerenciamento do risco de crédito, prevenção a fraudes, direcionamento de campanhas de marketing e na automatização o processo de tomada de decisão. A Experian plc também apóia pessoas físicas no gerenciamento de seus relatórios e scores de crédito e na proteção a fraudes de identidade.

A Experian plc está registrada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN) e compõe o índice FTSE 100, que é o principal indicador do desempenho médio das cotações da Bolsa de Londres. A receita total para o ano fiscal encerrado em 31 de março de 2010 foi de US$ 3,9 bilhões. A empresa emprega cerca de 15.000 pessoas em 40 países e possui sede corporativa em Dublin, na Irlanda e sedes operacionais em Nottingham, no Reino Unido; em Costa Mesa, na Califórnia e em São Paulo, Brasil.

Para mais informações, visite http://www.experianplc.com

  • 2017 Serasa Experian. Todos os direitos reservados.