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Comércio lidera retomada do faturamento em 2009

13/11/2009

Comércio lidera retomada do faturamento em 2009, aponta estudo da Serasa Experian

A indústria e as prestadoras de serviços, que apresentaram retração no primeiro semestre, passam a acompanhar a retomada da economia e tendem a encerrar 2009 com evolução mais favorável de suas receitas 

Apesar dos esforços despendidos pelo governo a fim de minimizar os efeitos advindos da crise financeira internacional, o faturamento das empresas brasileiras recuou 6,3% no primeiro semestre de 2009, já descontada a inflação, em relação aos primeiros seis meses do ano passado. Esta é a conclusão de um estudo da Serasa Experian que analisou a evolução do faturamento das empresas no país, a partir de uma amostra de cerca de 1.000 demonstrações contábeis encerradas em junho/2009 e divulgadas até outubro, abrangendo empresas que atuam na indústria, no comércio e nos serviços.

 

 

Segundo os analistas da Serasa Experian, o terceiro trimestre de 2009 já apresenta avanço na demanda, evidenciada pela recuperação da atividade comercial (veja gráfico a seguir). O efeito positivo desta demanda mais aquecida já se faz sentir por quase todos os setores econômicos. Tanto a indústria, quanto as prestadoras de serviços, que anteriormente haviam apresentado retração, passam a acompanhar a retomada da economia e tendem a encerrar 2009 com evolução mais favorável de suas receitas.

 

 

Quando se compara a desempenho do faturamento de janeiro a junho de 2009 com o mesmo período do exercício anterior, o comércio se destaca como o único setor a apresentar crescimento real de 2,7%. Os principais responsáveis por tal desempenho foram o comércio de bens de consumo não duráveis, por serem menos dependentes do crédito, com destaque para as empresas que atuam na comercialização de gêneros alimentícios. Já as empresas que atuam com bens duráveis apresentaram retração em suas receitas, devido a serem mais suscetíveis aos percalços enfrentados em momentos de crise uma vez que há necessidade de crédito para poder comercializar seus produtos.

 

O setor de serviços viu seu faturamento recuar em 4,1% nos primeiros seis meses de 2009 em relação à igual período de 2008. O segmento de energia elétrica sofreu com queda de 7,6% oriunda da redução no fornecimento a classe industrial, uma vez que a crise financeira afetou severamente o setor produtivo interno. A telefonia fixa teve queda de 5,4% devido à redução na base de linhas fixas causada pelo êxodo de seus clientes para a telefonia móvel e também pela política agressiva de descontos e promoções visando à fidelização de seus usuários. Todavia as empresas de construção civil e saneamento obtiveram evolução positiva nas receitas, a primeiras impulsionadas pelo maior volume de vendas de unidades e também pelo início do programa habitacional “Minha Casa Minha Vida” e as segundas pelo reajuste tarifário e pelo aumento da população atendida.

 

Até junho/2009, as indústrias apresentaram queda de 12% nas vendas, comparadas aos primeiros seis meses de 2008, demonstrando o pior desempenho de toda a série histórica (desde 2000). A indústria de alimentos, com bens de primeira necessidade, apresentou evolução de faturamento da ordem de 0,2%. A maior utilização da capacidade de produção e o esforço na melhora do mix de seus produtos refletiram no aumento do volume de vendas no mercado interno e na retomada, apesar de tímida, das exportações. Os segmentos da indústria mais afetados, no primeiro semestre, foram os de siderurgia, química e fertilizantes, com a deterioração do preço médio de vendas como ponto comum aos três, sendo que o setor siderúrgico sofreu ainda com o menor volume de vendas e com os efeitos cambiais sobre a exportação.

 

O desempenho das empresas, no período acumulado de 2000 até 06/2009, apresentou crescimento real de 37,4%, sendo que, tanto a indústria quanto as prestadoras de serviços, tiveram grande contribuição na perda de fôlego do índice, uma vez que alcançaram 30,6% e 29,8%, respectivamente, enquanto que o comércio obteve um desempenho superior, de 65,1%, bem acima do patamar atingido pelas empresas em geral.

 

No geral, o primeiro semestre ficou como economicamente conturbado onde prevaleceu, entre outras coisas, a falta de confiança dos consumidores na retomada da atividade econômica. Para reverter este cenário o governo adotou políticas anticíclicas (cortes de impostos, reduções de juros e medidas de estímulo ao crédito) que aliada ao comprometimento das empresas em tomar decisões que visavam maior flexibilidade operacional e à ênfase em gerir mais eficientemente seus recursos, contribuíram para reverter do quadro recessivo, recolocando o país no início de um novo ciclo de crescimento.

 

Serasa Experian

A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007. Responde on-line/real-time a 4 milhões de consultas por dia, auxiliando 400 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio. É a maior Autoridade Certificadora do Brasil, provendo todos os tipos de certificados digitais e soluções customizadas para utilização da tecnologia de certificação digital e de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), tornando os negócios mais seguros, ágeis e rentáveis.

 

Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para crédito, marketing e negócios, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

http://www.serasaexperian.com.br

 

Experian

A Serasa Experian é parte do grupo Experian, líder mundial em serviços de informação, fornecendo dados e ferramentas de análise a clientes em mais de 65 países. A empresa auxilia os clientes no gerenciamento do risco de crédito, prevenção a fraudes, direcionamento de campanhas de marketing e na automatização o processo de tomada de decisão. A Experian plc também apóia pessoas físicas no gerenciamento de seus relatórios e scores de crédito e na proteção a fraudes de identidade.

A Experian plc está registrada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN) e compõe o índice FTSE 100, que é o principal indicador do desempenho médio das cotações da Bolsa de Londres. A receita total para o ano fiscal encerrado em 31 de março de 2009 foi de US$ 3,9 bilhões. A empresa emprega cerca de 15.000 pessoas em 40 países e possui sede corporativa em Dublin, na Irlanda e sedes operacionais em Nottingham, no Reino Unido; em Costa Mesa, na Califórnia e em São Paulo, Brasil.

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