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Fim da crise e a volta ao crescimento pleno será em janeiro de 2010

01/10/2009

A Serasa Experian lança hoje cinco novos indicadores: o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica, o Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor, o Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito às Empresas, o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor e o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas.

O objetivo desses indicadores é antever, num horizonte de seis meses, em que fase do ciclo estarão as seguintes variáveis econômicas: (I) atividade econômica, (II) concessões reais de crédito ao consumidor, (III) concessões reais de crédito às empresas, (IV) inadimplência do consumidor e (V) inadimplência das empresas. Em geral, as variáveis econômicas apresentam ciclos compostos por quatro fases distintas: (1) expansão, (2) reversão, (3) crise e (4) recuperação. Os novos indicadores mostrarão, justamente, a posição cíclica, para os próximos seis meses, de cada uma destas variáveis.

Os inéditos Indicadores Serasa Experian de Perspectiva foram construídos a partir de 325 variáveis econômico-financeiras, utilizando as mais modernas técnicas estatísticas de previsão em séries temporais. Os novos índices nascem sob a marca Serasa Experian, que conjuga a força do nome Serasa no mercado brasileiro com a liderança mundial da Experian.

Em março deste ano, a Serasa Experian lançou o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito, o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio; e, em maio, o Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do consumidor e o Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito das Empresas.

Veja, a seguir, os resultados de cada um dos indicadores.

Indicadores Serasa Experian de Perspectiva

1)    Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica, lançado hoje, cresceu 0,2% em julho de 2009, atingindo o valor de 99,9. Foi o oitavo crescimento positivo mensal consecutivo do indicador após ter atingido, no período de outubro de 2008 a dezembro de 2008, o valor 98,3, o menor de toda a série histórica iniciada em janeiro de 1996.

Como o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica antevê, num horizonte de seis meses, em que fase do ciclo se encontrará a economia brasileira, o valor de 99,9 atingido em julho significa que no início de 2010 a economia brasileira terá retornado ao seu patamar de equilíbrio de longo prazo (hiato do produto praticamente nulo), cuja trajetória de expansão representa, segundo o consenso existente hoje entre os economistas, um ritmo de crescimento ao redor de 5% ao ano.

É importante ressaltar que todos os Indicadores Serasa Experian de Perspectiva oscilam ao redor do nível 100, o qual representa a estimativa pontual de equilíbrio de longo prazo para cada uma das variáveis-objetivo.

Em se tratando da atividade econômica, o fato do Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica ter atingido, em julho de 2009, praticamente o equilíbrio, é de vital relevância para o delineamento dos rumos da política monetária a partir de 2010.

2)    Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor recuou 1,2% em agosto de 2009, atingindo o valor de 101,3. A queda em agosto foi a quarta consecutiva deste indicador após ter atingido o pico de 104,5 em abril de 2009, o maior valor desde maio de 2001.

Os recentes movimentos de queda do Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor, embora situado num patamar acima de 100, apontam que o ritmo de concessões reais de crédito com recursos livres às pessoas físicas, devem continuar crescendo, porém num ritmo mais brando do que o registrado ao longo dos últimos meses. A retomada do crédito ao consumidor, especialmente para o consumo, foi uma da alavancas que proporcionou a rápida recuperação da economia brasileira, após ter sofrido os impactos da crise financeira internacional, durante o último trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009.

Tal desaceleração esperada relaciona-se com alguns fatores, tais como: o fim do período de relaxamento monetário, o término de alguns estímulos fiscais anti-crise e o provável deslocamento das pessoas físicas do crédito do consumo para o investimento (crédito habitacional), oferecido basicamente com recursos direcionados, tendo em vista a recuperação do mercado imobiliário.

3)    Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito às Empresas

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito às Empresas cresceu 1,2% em agosto de 2009, atingindo o valor de 99,9. Foi a sétima variação mensal positiva do indicador, sinalizando que as concessões reais de crédito, com recursos livres, às empresas, estão passando, neste momento, por um processo de inflexão.

Como se sabe, o crédito às empresas foi duramente atingido pela crise financeira internacional devido, entre outras coisas, ao fechamento das fontes externas de recursos como também pela maior pressão exercida pelo Tesouro Nacional sobre a poupança financeira doméstica, em virtude da queda do superávit primário.

Entretanto, a crescente normalização tanto dos mercados financeiros e de crédito quanto do fluxo de caixa das empresas coloca a concessão de crédito às empresas em rota de recuperação daqui até o início de 2010, quando deverá estar plenamente normalizado (Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito às Empresas atingido o valor 99,9 em agosto de 2009).

4)    Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor caiu 1% em julho de 2009, sendo esta a sétima queda mensal consecutiva. Com este recuo, o indicador atingiu a cifra de 98,6 a menor desde março de 2008, mês em que o indicador registrou o patamar de 97,7.

As sucessivas quedas do Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor e o seu rompimento abaixo do nível 100 sinaliza que a trajetória recém iniciada de redução dos níveis de inadimplência bancária das pessoas físicas, (percentual da carteira de crédito com atraso superior a 90 dias) deverá continuar ao longo dos próximos meses, estimulada pela surpreendente recuperação do mercado de trabalho (nível de emprego) e pela retomada do crescimento do rendimento real.

5)    Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Inadimplência das Empresas caiu 7% em julho, o sexto recuo mensal consecutivo, atingindo o valor 105,3. É importante ressaltar que o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas atingiu, em janeiro de 2009, o pico histórico de 143,7.

As recentes quedas deste indicador sinalizam que, a exemplo do crédito às empresas, a inadimplência das pessoas jurídicas (percentual da carteira de crédito com atraso superior a 90 dias) também está vivendo um momento de inflexão, devendo iniciar uma trajetória de normalização daqui até os meses iniciais do próximo ano. A retomada da atividade econômica, o reequilíbrio do fluxo de caixa das empresas e as medidas do governo para melhorar o acesso ao crédito das micro e pequenas empresas (fundo garantidor de investimentos) são alguns dos fatores que embasarão tal trajetória de normalização.

Metodologia dos Indicadores Serasa Experian de Perspectiva

Cada Indicador Serasa Experian de Perspectiva é construído analisando-se o poder explicativo e a antecedência de explicação de um universo de 325 variáveis econômicas e financeiras sobre a variável-objetivo. Para tanto, todas as 325 variáveis “candidatas” bem como a variável-objetivo foram filtradas usando-se a técnica de ondaletas, a qual nos permite estudar um objeto (variável) em diferentes escalas de tempo. Hoje, as ondaletas são adotadas em diversos campos, como a física (dinâmica molecular, astrofísica, geofísica -– previsão de terremotos, mecânica quântica), processamento de imagem (análise de EEG e DNA, clima, reconhecimento da fala e visão artificial) e compressão de dados (o JPEG utiliza essa técnica).

No caso dos indicadores, foram utilizadas as escalas de tempo compreendidas entre 16 a 32 meses e entre 32 a 64 meses, regiões onde se caracterizam os movimentos dos ciclos econômicos.

Para cada escala de tempo foram selecionadas, das 325 variáveis “candidatas”, aquelas que antecipam, de forma significativa, a variável-objetivo entre 6 e 18 meses de antecedência. Selecionadas as variáveis “candidatas”, estas foram agregadas mediante a aplicação de componentes principais, após terem sido colocadas na mesma fase de 6 meses em relação à variável-objetivo.

O resultado composto, isto é, em cada escala de tempo, dos modelos de projeção entre a variável-objetivo e os componentes principais, colocado em base 100,

constitui o Indicador Serasa Experian de Perspectiva.

 

 

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