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Melhora do humor dos empresários gera revisão da expectativa de crescimento do faturamento no 3º trimestre

06/07/2009

A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial mostra que 67% dos empresários entrevistados irão rever suas estimativas de faturamento para o 3º trimestre de 2009. Destes, 71% estão elevando as suas previsões de faturamento e 29% estão reduzindo.

O comércio é o setor mais otimista com 79% declarando que farão uma revisão do faturamento para cima. Os serviços e a indústria estão praticamente empatados com 66% e 64% respectivamente de revisão para cima também.

Na análise por porte, o pequeno e o médio são os mais otimistas e 73% e 70% respectivamente farão uma revisão para cima. O grande porte, por sua vez, é o menos otimista com 56% declarando que farão revisão para cima e 44% para baixo.

A região Norte é de longe a mais otimista com 91% dos empresários declarando que reverão suas estimativas de faturamento para cima. Em seguida o Nordeste com 79%, o Centro Oeste com 75%, o Sudeste com 69% e por final o Sul com 66%.

A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial foi realizada no período de 15 a 17 de junho e ouviu 1010 empresas de todos os setores e portes, em todo o Brasil.

Faturamento no Curto Prazo (2º trimestre/09)

Há empate entre as opiniões dos empresários no que diz respeito ao seu faturamento realizado no 2º trimestre. 44% declararam que seu faturamento ficou dentro do esperado, 46% acham que ficou abaixo e apenas 10% acreditam que ficou acima.

O Comércio é o setor que registrou o melhor desempenho, com 12% de seus empresários declarando que o faturamento no 2º trimestre ficou acima do esperado, 43% acham que ficou dentro do esperado e 45% abaixo. Opostamente, a Indústria é o segmento onde houve maior frustração, 9% atingiram um faturamento acima do esperado, 39% dentro do esperado e 52% abaixo do previsto para o período.

Na análise por porte, a média empresa foi o destaque do 2º trimestre, com 11% de seus empresários obtendo faturamento acima do esperado, seguida pela pequena empresa com 10% e a grande com apenas 7% destas obtendo faturamento acima do previsto no 2º trimestre de 2009.

Na análise regional, 14% das empresas da região Norte alcançaram um faturamento acima do esperado no 2º trimestre, seguida pelo Sudeste com 12% dos empresários obtendo faturamento acima do planejado no 2º trimestre e praticamente empatados ficaram o Centro-Oeste (9%), Sul (8%) e Nordeste ( 8%).

Estoques

Para o atendimento da demanda no curto prazo, 61% dos empresários dizem que seus estoques atuais estão dentro de suas expectativas. Para 21% estão acima e para 13% seus estoques estão abaixo das expectativas para fazer frente à demanda estimada. 5% são os entrevistados que não trabalham com estoques.

Apesar da quase uniformidade das respostas entre setores, portes e regiões, cabe destacar que o Sul é a região que tem o maior percentual (25%) de respostas assinalando que os estoques estão acima das expectativas.

Empregados

68% dos empresários vão manter o atual quadro de funcionários neste 3º trimestre. 21% pretendem aumentá-lo e 11% reduzi-lo. A grande maioria por setor, porte e região vai manter a estrutura presente. São destaques: as Instituições Financeiras que compõem o setor que mais intenciona expandir seu quadro de funcionários, segundo 31% dos entrevistados e o Norte é a região que mais tem empresas (41%) pensando em ampliar seu quadro de funcionários.

Investimentos

55% das empresas entrevistadas pretendem manter os investimentos nos patamares atuais no 3º trimestre. 22% dos empresários dizem que vão aumentá-los, 6% responderam que vão fazer cortes e 17% vão postergá-los. De forma geral, todos os setores, portes e regiões pretendem manter os investimentos no patamar atual no 3º trimestre. Os destaque que apresentam maiores crescimentos estão: Instituições Financeiras (34%) e Comércio (28%) são os setores que mais pretendem ampliar investimentos neste 3º trimestre. Nas pequenas empresas 23% e 21% na média vão ampliar investimentos e 34% dos empresários da região Norte tomarão a mesma direção.

Condições de Crédito (na visão da indústria, comércio e serviços)

Aqui, novamente, a opinião dos empresários está dividida. 44% dos entrevistados esperam que as condições de crédito (limites, prazos e encargos) vão ficar

melhores no 3º trimestre, enquanto outros 44% acham que vão ficar inalteradas. 12% creem que ficarão piores.

Na análise setorial, 47% dos empresários de Serviços esperam melhoras nas condições de crédito, seguidos da Indústria (43%) e do Comércio (41%).

Na análise por porte, as grandes empresas (51%) são as mais otimistas em relação às condições do crédito.

Na análise regional, o Norte (59%) é de longe a região que mais aposta em um crédito acessível, seguido de Sudeste (45%), Nordeste (43%), Sul (42%) e Centro-Oeste (37%).

Oferta de Crédito (na visão das instituições financeiras)

Para 60% dos entrevistados do segmento Instituições Financeiras, a oferta de crédito para Pessoa Jurídica vai crescer no 3º trimestre, para 31% vai se manter e para 9% vai recuar. No caso da Pessoa Física, 73% dos empresários do setor financeiro apostam no aumento da oferta de crédito, para 22% vai ficar igual e para 5% vai cair.

Análise

Apesar da relativa frustração de faturamento ocorrida durante o 2º trimestre (46% das empresas registraram faturamento abaixo do previsto contra 10% que obtiveram acima do esperado), isto não foi empecilho para um movimento positivo de revisão de expectativas para o 3º trimestre de 2009.

A migração do sentimento negativo para positivo está presente em vários pontos da pesquisa, ainda que a cautela seja dominante, sobretudo quanto à questão dos investimentos. E, dentre os fatores que estão dando ânimo aos empresários encontram-se (i) o aumento do consumo, (ii) o retorno gradual do crédito acompanhado pela redução dos juros, (iii) a ampliação da confiança do consumidor e a (iv) valorização do real. Outros fatores que também impactaram foram: a reação do mercado de capitais e a maior entrada de investimentos estrangeiros, que reforçam a imagem de economia sólida.

Vale ressaltar também que o fato da economia, ao longo destes últimos meses, ter conseguido reduzir seus níveis de estoques indesejados (o saldo líquido entre as empresas que reportaram estoques excessivos e estoques insuficientes ao final do 2º trimestre foi de apenas 8 pontos percentuais), sinaliza para uma retomada mais firme da atividade industrial a partir do segundo semestre.

Outro ponto de destaque é que a partir do 3º trimestre deveremos presenciar melhoras graduais no mercado de trabalho dado que 21% das empresas pesquisadas planejam aumentar o seu quadro de pessoal contra 11% que pretendem reduzi-lo. Ou seja, o vetor é de geração líquida de emprego.

Por fim, cabe destacar que o crédito, tanto para as empresas quanto para os consumidores deverá ser oferecido em melhores condições neste 3º trimestre, isto tanto na visão dos empresários não-financeiros como na própria visão das empresas do sistema financeiro. O fato das condições de crédito (na visão das Instituições Financeiras) ser mais favorável para os consumidores do que para as empresas, pelo menos neste 3º trimestre, deve beneficiar principalmente o setor varejista nacional, sendo esta uma das razões para este segmento ter surgido nesta Pesquisa como o que mais revisou para cima suas projeções de faturamento para o 3º trimestre.

Metodologia da Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial

O objetivo da Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial é identificar as principais tendências dos negócios para o trimestre, a partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança desses agentes.

A pesquisa da Serasa, que há 41 anos tem participação expressiva na evolução econômico-financeira do Brasil, realiza vários estudos com o objetivo de fornecer subsídios aproveitando a opinião de quem vive o cotidiano dos negócios. Os resultados da presente pesquisa tratam-se de um levantamento estatístico com uma amostra de mais de mil empresas representativas dos setores da Indústria, Comércio, Serviços e Instituições Financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

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