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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Empresários esperam a pior Páscoa desde 2005

07/04/2009

     O
empresário do comércio está menos otimista em relação ao faturamento e às
vendas físicas (quantidade vendida) nesta Páscoa em relação à igual data de
2008. Na análise consolidada do faturamento, há um empate entre queda e
manutenção do faturamento, com 36% das opiniões para cada um dos parâmetros,
sendo o maior patamar de recuo do faturamento para a Páscoa desde 2006. Para
28% dos empresários entrevistados há uma expectativa de crescimento do
faturamento, na média de 14,9% sobre a Páscoa do ano passado. A Pesquisa Serasa
Experian de Expectativa Empresarial foi realizada entre 9 e 16 de março, com
1.015 empresários do varejo de todo o país.

     Na análise
por porte, os grandes estabelecimentos são os mais otimistas, com 45% dos
respondentes aguardando o aumento do faturamento, e 20% queda. As pequenas
empresas estão menos otimistas, com 38% de seus empresários esperando queda do
faturamento na relação Páscoa 2009/2008 e apenas 25% elevação. As médias
empresas do varejo possuem uma expectativa um pouco mais uniforme: 38%
acreditam em faturamento em alta, 33% em estabilidade e 29% em
decréscimo.

    A avaliação
regional mostra que os varejistas do Norte são os mais otimistas para a data,
com 43% apostando em aumento do faturamento, 37% em manutenção e 20% em queda.
O Sudeste (38%) e o Sul (36%) são os menos otimistas. Apesar do Nordeste ter
36% de seus empresários do comércio esperando queda no faturamento, há outros
37% esperando alta, ou seja, não há uma opinião definida. O mesmo ocorre com o
Centro-Oeste, onde 31% esperam alta e 29% recuo desse resultado.

      Nas vendas físicas, não existe
muita distância do verificado com o faturamento. O porte mais otimista é o das
grandes empresas, com 46% dos entrevistados prevendo aumento, 28% estabilidade
e 26% queda. O crescimento médio deve ser de 14,7%. Novamente, o pequeno varejo
é o menos otimista, com 42% de seus entrevistados esperando queda da quantidade
vendida e apenas 25% crescimento. As médias empresas estão, praticamente, sem
expectativa definida: 37% aguardam evolução das vendas físicas em relação à
Páscoa 2008, 30% acreditam em estabilidade e 33% em decréscimo. Na análise
consolidada, 39% veem queda nas vendas físicas nesta data.
É o maior patamar histórico não só considerando Páscoa, mas todas as datas comemorativas do
varejo desde 2005.

       O Norte é a região onde os
varejistas creem mais na elevação das vendas físicas, concentrando 43% dos
respondentes. O Sul é o menos otimista, com 24% de seus empresários apostando
em aumento e 41% em recuo das vendas físicas. Comum nessa expectativa está o
Sudeste, com 40% dos entrevistados enxergando queda e 27% aumento da quantidade
vendida. Ainda que o Nordeste apresente 41% dos seus empresários esperando
queda nesse aspecto, outros 34% acreditam em aumento e 25% em estabilidade.
Mais uma vez, o Centro-Oeste não tem opinião definida, com 32% de seus
varejistas esperando aumento nas vendas físicas, 32% estabilidade e 36%
decréscimo.

     Para 67%
dos entrevistados, os fatores microeconômicos e de mercado, como lançamento de
produtos e promoções, serão os responsáveis pelo aumento das vendas. A
conjuntura econômica é apontada, pela quase totalidade dos empresários (94%),
como responsável pela queda nas vendas.

      As
empresas do comércio acreditam que 71% dos presentes na Páscoa 2009 serão os
tradicionais ovos e outros produtos de chocolate. 8% acham que haverá
diversificação com roupas, sapatos e acessórios. Outros 8% ficam com os
brinquedos. O celular aparece com 3% das opiniões como opção de
presente.

      Para os varejistas de todo o
Brasil, as vendas à vista e a prazo estão divididas igualmente (50% cada) na
composição da forma de pagamento dos presentes da Páscoa 2009
. Na mesma data do ano passado, eram apontados 53% para as vendas a
prazo e 47% para as vendas à vista.

       Os
pagamentos à vista para a Páscoa deste ano devem ser compostos por: 43% em
dinheiro; 21% em cartão de crédito; 20% em cheques; 15% em cartão de débito e
1% com cartão da loja (private label).

       As compras à vista na
Páscoa 2008 foram feitas 40% em dinheiro, 22% em cheques,19% em cartão de
crédito, 15% em cartão de débito, 2% em cartão da loja e 2% em outros
meios.

       Os
pagamentos a prazo serão divididos em: 37% cartão de crédito parcelado; 32%
cheque pré-datado; 24% financiamento/crediário; 5% cartão de débito parcelado e
2% cartão de loja parcelado. O cartão de crédito terá parcelamento médio de 5
prestações, o cheque pré-datado de 4 e o financiamento/ crediário de
12.

           
As compras a prazo na Páscoa do ano passado foram realizadas:
39% com cheque pré-datado; 29% cartão de crédito parcelado; 23% com
financiamento/crediário; 4% cartão de débito parcelado; 1% cartão de loja
parcelado e 4% outros meios.

           

AVALIAÇÃO

       Os varejistas de todo o
país enxergam um consumidor mais cauteloso nesta Páscoa 2009. A deterioração
das expectativas em relação à Páscoa 2008, no que diz respeito ao faturamento e
às vendas físicas, confirma que será, definitivamente, a data dos ovos de
chocolate, que possuem várias opções de preços.

       Nesse sentido, a exata
proporção entre vendas à vista e a prazo confirma que o consumidor não pretende
se endividar nesta Páscoa.Também considerando as demais variáveis, pode-se
concluir que os presentes não serão dos mais caros.

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