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Empresas brasileiras estão sólidas para enfrentar a crise financeira

29/12/2008

Estudo da Serasa Experian com as 276 maiores empresas
brasileiras que, juntas, faturam cerca de R$ 790 bilhões anuais, mostrou que os
ratings de crédito, que medem a capacidade de honrar compromissos assumidos,
continuam favoráveis, mesmo após os reveses que a crise financeira trouxe à
economia brasileira.

Atenta ao cenário de turbulência que
a economia vem atravessando, em decorrência da crise financeira mundial, a
Serasa Experian reavaliou os ratings de crédito já atribuídos às empresas, com
o objetivo de ajustá-los a esse novo cenário, independentemente do segmento de
atuação. Além do acompanhamento habitual que os ratings de crédito precisam
ter, um evento desta magnitude exigiu uma análise massiva e sistêmica da equipe
técnica, uma vez que todas as empresas, em maior ou menor grau, são afetadas de
alguma forma.

Mesmo que os ratings de crédito
destas empresas tenham um caráter sigiloso, impedindo sua divulgação pontual,
os dados agregados nos fornecem uma visão ampla da situação destas empresas e o
seu perfil indica sua força, ou fragilidade, para enfrentar crises.

Analisando as classes de risco
baixo, médio e alto, as empresas com menor risco de crédito representavam cerca
de 84% da amostra e agora passaram a ser 71%. Houve uma migração de empresas
para a classe intermediária, com ratings de médio risco de crédito, passando de
16% da amostra para 27%. No alto risco e em default, haviam apenas 0,4% da
amostra e agora são 1,4%.

Mesmo havendo uma migração
importante da classe de risco mínimo, há, ainda, 71% das empresas com
avaliações muito favoráveis, demonstrando sua alta capacidade de honrar os
compromissos assumidos, já considerando que o impacto da crise financeira ainda
está presente no dia-a-dia dos negócios.

O estudo contou com uma amostra
expressiva das empresas nacionais, cujo faturamento anual ultrapassa R$ 790
bilhões.

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