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Investimento das empresas atinge 7,4% no primeiro trimestre, aponta Serasa

21/07/2008

Estudo elaborado pela Serasa aponta que de janeiro a março de 2008 as
empresas atingiram um índice de investimento de 7,4%. O indicador, que analisa
o investimento das empresas a partir da relação entre o valor do incremento do
imobilizado e o faturamento líquido, é bastante expressivo para o período, já
que no primeiro trimestre do ano não é comum as empresas aplicarem muitos
recursos em imobilizado. Para todo o ano de 2007, o indicador atingiu 9,2% do
faturamento, recorde histórico da série.

O indicador de investimento em imobilizado é um termômetro da política de
expansão das empresas, que vem ocorrendo em função do crescimento da economia,
iniciado em 2004. Com o ambiente favorável, as empresas direcionaram maiores
recursos para atender as necessidades adicionais de consumo. Tanto os
investimentos em novas tecnologias e novas plantas, quanto a simples ampliação
das já existentes decorreram de decisões estratégicas, baseadas no bom momento
da economia.

O estudo da Serasa foi elaborado a partir de uma mostra de cerca de 800
demonstrativos de empresas, divulgados este ano, dos setores da indústria, do
comércio e de serviços.

O setor de serviços, mais uma vez, destacou-se entre os demais setores da
economia, investindo neste trimestre 9,7% do faturamento, frente aos 12,7% de
2007. Os investimentos realizados pelo segmento de energia e telefonia
contribuíram fortemente para esse resultado. Com a expansão do nível de
atividade que vem ocorrendo no país, a carga de energia elétrica gerada e
consumida vem crescendo, levando as empresas de energia elétrica a se
destacarem como as que mais investiram no início deste ano.

Por outro lado, o segmento de telefonia fixa vem investindo menos, em função
da redução no tráfego de chamadas locais e de longa distância, face à
incorporação de novas tecnologias, como a internet banda larga. Em
contrapartida, a telefonia celular vem ganhando escala, com grandes inovações
tecnológicas, além da migração de clientes da telefonia fixa. Visando a
satisfação e a manutenção de seus clientes, as empresas do segmento vêm
concentrando investimentos na ampliação da capacidade da rede e na ampliação da
cobertura.

A indústria mostrou um indicador menor que o dos serviços, de 7,8% de
janeiro a março deste ano, ante 8,1% em todo o ano de 2007, com destaque para
os segmentos de papel e celulose, alimentos, siderurgia e química. O setor de
papel e celulose teve grande parcela neste desempenho, já que a demanda interna
e a externa aquecidas mais o aumento da cotação internacional da commoditie
levaram as empresas a expandir sua capacidade produtiva e a fortalecer suas
bases florestais.

Os setores de alimentos, siderúrgico e químico seguiram a mesma tendência,
com significativa parcela de contribuição nesse indicador, devido à expansão da
economia nacional, com maior nível de emprego e aumento do crédito.

O comércio, devido à natureza de sua operação, não apresentou expressivos
investimentos em imobilizado, situando-se em torno de 1,3% no trimestre, pois a
maior parte de seus recursos são destinados ao capital de giro. Mesmo assim,
alguns segmentos apresentaram maior representatividade, tais como os de
produtos para vestuário e de alimentos com 3,5% e 2,5% respectivamente.

Para contribuir com esse desempenho, o governo, visando ao desenvolvimento
do Brasil, vem promovendo o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, que
consiste em um conjunto de medidas destinadas a incentivar o investimento
privado, aumentar o investimento público em infra-estrutura e remover
obstáculos burocráticos ao crescimento.

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