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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Empresários esperam alta da inflação em 2008, revela pesquisa da Serasa

03/04/2008

A expectativa quanto ao aumento da inflação em 2008 prevaleceu entre a maior
parte dos empresários do país, e cresceu em relação aos anos anteriores. A
Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para o ano apurou que 48% dos
empresários entrevistados esperam o aumento da inflação em 2008. Em 2007, 42%
apostavam em alta; e em 2006, esse número era de 39%. O comércio (52% dos
empresários) é o mais pessimista, seguido pelo setor de serviços (48%), pela
indústria (43%) e pelas instituições financeiras (41%).

Os empresários do Sul são os que mais acreditam no aumento da inflação para
o ano: Sul (55%), Centro-Oeste (47%), Sudeste (46%), Nordeste (44%) e, por
último, o Norte (27%). Na região Norte prevalecem os empresários que acreditam
em estabilidade da inflação (40%).

Já para o 2º trimestre, os empresários (44%) apostam em estabilidade da taxa
de inflação. Esse percentual é superior ao dos empresários que acreditavam em
estabilidade no 1º trimestre do ano (28%). Em 2007, para o período, os
empresários que acreditavam em estabilidade da inflação eram 48%, e em 2006,
39%.

Na apuração para o 2º trimestre, a indústria (50%) é a que mais aposta na
estabilidade da inflação, seguida pelas instituições financeiras (47%) e pelo
comércio e setor de serviços, ambos com 43%. A região Sudeste liderou as
expectativas sobre a manutenção da inflação, com 48% de seus empresários
apostando nesta direção. A seguir vieram Centro-Oeste (46%), Sul (42%),
Nordeste (37%) e Norte (31%).

A pesquisa da Serasa foi realizada de 3 a 11 de março de 2008 com 1.011
executivos (presidentes, diretores e economistas-chefes) das empresas
representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições
financeiras do país.

Faturamento: comércio é o mais otimista para 2008

Segundo a pesquisa, 80% dos empresários esperam alta do faturamento em sua
empresa em 2008. Outros 16% esperam estabilidade e apenas 4% prevêem queda.
Para o 2º trimestre deste ano, 73% dos entrevistados apostam em crescimento do
faturamento, 19%, em estabilidade e 8% acreditam em queda.

Para 2008, 81% dos empresários do comércio esperam elevação do faturamento,
seguidos pela indústria (80%) e pelo setor de serviços (77%). As perspectivas
de crescimento do faturamento são mais evidentes nas empresas de médio e grande
portes, com 84% e 82% delas, respectivamente, aguardando alta no ano. Nas
pequenas empresas este percentual é de 77%.

Para o 2º trimestre de 2008, o setor mais otimista é a indústria, com 76%
dos entrevistados esperando aumento do faturamento. Comércio e serviços ficam
com 74% e 72%, respectivamente. Por porte, as mais otimistas no período são as
grandes (81%) e médias (78%) empresas, e as pequenas com 69%. Os empresários da
região Centro-Oeste (78%) são os mais otimistas no 2º trimestre, e os do
Sudeste (83%), no ano.

Investimento: instituições financeiras apostam em novos investimentos

A expectativa é de que os investimentos das empresas cresçam tanto no 2º
trimestre como no ano todo. Para o 2º trimestre de 2008, 59% das empresas que
hoje estão investindo esperam ampliar os investimentos, 35% pretendem manter o
atual nível de investimentos e apenas 6% têm intenção de reduzi-los.

No 2º trimestre, quem mais acredita na alta dos investimentos são as
instituições financeiras, 67%. Em seguida, temos o setor de serviços (61%) e a
indústria (60%), praticamente empatados, e por último o comércio (57%). Na
análise por porte, 66% das médias empresas querem aumentar seus investimentos
no 2º trimestre. 57% das pequenas empresas e 56% das grandes compartilham desta
intenção.

Para 2008, 58% dos empresários entrevistados planejam elevar seus
investimentos, 35% deles esperam mantê-los nos patamares atuais e 7% pretendem
reduzi-los. As instituições financeiras são, novamente, as que mais investirão,
com 74% e a região Nordeste é a que tem a maioria dos seus empresários (75%)
com essa intenção.

Estoques: permanecerão estáveis

A maioria dos entrevistados da indústria e do comércio, 53%, afirmou que os
estoques no ano ficarão estáveis. Para 33% dos empresários do país os estoques
crescerão e 14% apostam em queda. Para o 2º trimestre de 2008, 58% das empresas
acreditam que os estoques deverão ficar estáveis. O crescimento dos estoques é
esperado por 28% das empresas e a diminuição deles por 14% dos
entrevistados.

Indicadores macroeconômicos

PIB: maioria acredita em crescimento

Para 72% das empresas, o PIB crescerá em 2008 em relação ao ano passado. As
grandes e médias empresas (78%) são as que mais apostam no crescimento do PIB,
seguidas pelas pequenas (68%). Nessa direção, a região Norte (80%) é a mais
otimista, seguida pelas regiões Centro-Oeste (74%), Sudeste (73%), Nordeste
(71%) e Sul (69%).

Para 2009, 69% dos empresárias entrevistados esperam o crescimento do PIB em
relação a este ano e 28% acreditam na estabilidade. O Nordeste (72%) e o
Sudeste (71%) reúnem os maiores percentuais de otimistas em relação à expansão
do PIB no próximo ano. Nessa perspectiva, as instituições financeiras (77%) e a
indústria (72%) são os setores mais otimistas sobre o PIB, com destaque para as
grandes empresas (75%).

Câmbio: dólar continuará caindo em relação ao real

A expectativa em relação à taxa de câmbio do dólar frente ao real, para 72%
dos entrevistados, é de queda para o 2º trimestre. Já para o ano, 44% apostam
em queda e 30% acreditam em estabilidade.

Taxa básica de juros (SELIC): a aposta na estabilidade

Em relação à taxa básica de juros da economia, grande parte dos
entrevistados, 44%, aposta na manutenção da taxa SELIC no 2º trimestre e 39% na
mesma tendência para 2008. Destacando que os serviços (27%) e o comércio (26%)
são os setores que mais acreditam no aumento da SELIC no final de 2008. Na
análise regional, o Norte (48%) é, disparadamente, a região que aposta mais no
aumento da SELIC para o ano.

Emprego e renda: renda cresce e desemprego cai em 2008

Segundo a Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial mais da metade dos
empresários entrevistados, 57%, esperam recuo do desemprego no 2º trimestre de
2008. Para o ano, 58% acreditam em queda na taxa de desemprego.

As instituições financeiras são as mais confiantes nessa perspectiva. 75%
dos bancos esperam que o desemprego diminua no 2º trimestre de 2008 e 66%, no
ano. Outro setor otimista é o comércio, 58% aguardam a queda no índice no 2º
trimestre e 57%, no ano. Na indústria, 56% dos empresários esperam recuo da
taxa de desemprego no 2º trimestre e 59% no ano, e no setor de serviços, 57% no
trimestre e 58% no ano. A região mais otimista em relação ao decréscimo do
desemprego é a Norte tanto para o 2º trimestre (66%) quanto para o ano
(65%).

Quanto à renda do brasileiro, os entrevistados apostam em crescimento (57%)
e estabilidade (32%) para o 2º trimestre do ano. Para 2008, o percentual de
empresas que espera aumento da renda é de 61% e de estabilidade, 27%.

Inadimplência e endividamento: aumenta o endividamento da população

Dos empresários entrevistados, 47% esperam crescimento da inadimplência do
brasileiro no 2º trimestre do ano e 35% estabilidade em relação ao mesmo
período de 2007. Já para o ano, a percepção de alta é compartilhada por 51% dos
empresários e de estabilidade por 32% deles.

Os empresários apostam ainda na alta do endividamento da população, em todo
o país, no 2º trimestre (67%) e no ano de 2008 (68%). Para o 2º trimestre, as
instituições financeiras e o comércio são os que mais acreditam em aumento do
endividamento, 70% e 69% respectivamente, seguidos pelo setor de serviços (66%)
e pela indústria (64%). Nesse período, a região Norte (82%) é a que mais espera
alta do endividamento.

Para o ano, os empresários das instituições financeiras lideram as apostas
no crescimento do endividamento, com um percentual de 78%, seguidos pela
indústria (70%), comércio (68%) e setor de serviços (65%). O Norte é,
novamente, a região com maior expectativa de alta no endividamento, 84% de seus
empresários esperam crescimento.

Crédito: crescimento para consumidor e empresa

A oferta de crédito para pessoa física e jurídica irá crescer este ano na
visão de 68% dos empresários da indústria, do comércio e do setor de serviços.
No 2º trimestre, 58% desses empresários esperam aumento da oferta de crédito
geral.

Para 83% dos empresários das instituições financeiras, haverá aumento da
oferta de crédito para as empresas no ano. Este número repete o patamar para o
consumidor, no mesmo período. No 1º trimestre do ano a expectativa de
crescimento era de 79% em ambas as modalidades.

Para o 2º trimestre, 82% das instituições financeiras esperam crescimento na
oferta de crédito para as empresas sobre o mesmo período de 2007. No caso do
crédito ao consumidor, 79% das instituições financeiras esperam crescimento da
oferta de crédito no 2º trimestre de 2008.

Modalidade de pagamento: permanecerão inalteradas

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo, hoje, está na
proporção de 31% para 69%, respectivamente. A composição das formas de
pagamento praticamente não deve se alterar no 2º trimestre e no ano.

Avaliação

Em geral, o empresário brasileiro preserva o otimismo apresentado no 1º
trimestre para o período seguinte. No fechamento do ano, o balanço é mais
favorável pela perspectiva de um 2º semestre melhor do que o verificado no
mesmo período de 2007. Mesmo com os eventos observados nos mercados
internacionais, o empresário brasileiro mantém seu otimismo baseado na expansão
do mercado interno, o que pode ser verificado pelos indicadores de crédito,
renda, endividamento da população, SELIC e desemprego.

Metodologia da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial

O objetivo da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial é identificar as
principais tendências da economia para o trimestre, semestre e para o ano, a
partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança
desses agentes.

A pesquisa da Serasa, que há 39 anos tem participação expressiva na evolução
econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e apresentou
um alto grau de assertividade em suas edições experimentais. Trata-se de um
levantamento estatístico com uma amostra de mais de mil empresas
representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições
financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Divulga informações quantitativas de variáveis que captam as perspectivas
das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa de juros e
taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de desemprego e renda
média da população), a inadimplência e a oferta de crédito geral (grau de
inadimplência da população, inadimplência no seu negócio, oferta de crédito na
visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para pessoa física
(PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições financeiras), os
indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, preço dos insumos) e as
modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e
podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Foram obtidos a
partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram a maior
proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e queda).

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