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Estudos de Inadimplência

Inadimplência das empresas cresce 4,7% no primeiro bimestre de 2008, revela indicador da Serasa

26/03/2008

A inadimplência das empresas cresceu 4,7% no primeiro bimestre de 2008, na
comparação com os dois primeiros meses de 2007, segundo o Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Jurídica.

Já na comparação entre fevereiro deste ano e janeiro último, a inadimplência
das pessoas jurídicas apresentou um recuo de 11,3% em todo o país. Quanto à
variação anual, fevereiro de 2008 com fevereiro de 2007, o indicador apontou
alta de 7,1% na inadimplência das empresas.

No primeiro bimestre de 2008, os títulos protestados lideraram o ranking de
representatividade da inadimplência das empresas com uma participação de 42,5%
no indicador. No período de janeiro a fevereiro de 2007 esta modalidade
representou 39,5%.

Em segundo lugar estão os cheques devolvidos, com participação de 38,3% na
inadimplência das pessoas jurídicas nos dois primeiros meses deste ano. No
mesmo período do ano anterior esta porcentagem foi de 39%.

Fechando o ranking, em terceiro lugar, aparecem as dívidas com os bancos. De
janeiro a fevereiro de 2008 as pendências com instituições financeiras
representaram 19,2% da inadimplência das empresas, participação menor que os
21,5% obtidos no primeiro bimestre do ano anterior.

O indicador da Serasa revela ainda que o valor médio das dívidas com os
bancos foi de R$ 4.432,87 no primeiro bimestre de 2008, com alta de 9,4% na
comparação com o mesmo período de 2007. Quanto aos títulos protestados, o valor
médio obtido no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano foi de R$ 1.407,79,
com elevação de 0,6% na relação com o primeiro bimestre de 2007.

Já o valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 1.249,49 nos dois
primeiros meses deste ano, o que representou um crescimento de 7,8% na relação
com o mesmo período de 2007.

Análise

O aumento na inadimplência das empresas, no primeiro bimestre do ano,
deveu-se à expansão da tomada de crédito para investimento e para capital de
giro, segundo os técnicos da Serasa. O crescimento da atividade econômica em
2007 incentivou as empresas a investirem na ampliação de seus negócios, o que
exigiu tomada de financiamento tanto de curto (capital de giro), quanto de
longo prazo. Além disso, com o aumento do emprego formal, as empresas tiveram
maiores gastos com 13º salário, e muitas recorreram a recursos de
terceiros.

Ainda, as elevadas vendas no final de 2007 obrigaram as empresas a
recomporem seus estoques no inicio deste ano, exigindo empréstimos para o
capital de giro. O deslocamento entre o prazo de financiamento do capital de
giro e o do oferecido aos clientes trouxe problemas ao fluxo de caixa das
empresas. Além disso, houve elevação da concessão de crédito para as pequenas e
médias empresas, que possuem maior risco em razão da sensibilidade às variações
dos negócios.

Já a redução da inadimplência em fevereiro frente a janeiro decorreu do
menor número de dias úteis do segundo mês do ano.

Deve-se destacar que, embora o índice de inadimplência apresente expansão, o
ritmo de crescimento segue inferior à concessão de crédito à pessoa
jurídica.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para pessoa jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras. É divulgado mensalmente pela Serasa,
desde 2002.

A Serasa, uma empresa do grupo Experian, é a maior empresa do Brasil em
pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de
crédito e negócios e referência mundial no segmento. Participa ativamente no
respaldo às decisões de crédito e de negócios tomadas em todo o Brasil,
facilitando aproximadamente 4 milhões de negócios por dia, para mais de 400 mil
clientes diretos ou indiretos.

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