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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Empresários esperam a melhor Páscoa desde 2006 , indica Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial

10/03/2008

O empresário do comércio, em especial o de grande porte, está mais otimista
em relação ao faturamento e as vendas físicas (quantidade vendida). Na análise
regional, o Nordeste é a região mais convencida de que o faturamento e o volume
de vendas de suas empresas serão bem melhor do que na Páscoa de 2007.

Segundo os técnicos da Serasa, em todos os aspectos analisados, a Páscoa
2008 vai ser melhor que a do ano passado. Numa perspectiva histórica quanto aos
percentuais de perspectiva de crescimento do faturamento e das vendas físicas,
a Páscoa 2008 só perde para o Natal 2007, ficando acima de todas as outras
datas comemorativas do varejo em 2006 e em 2007. O empresário do varejo está
mais otimista por conta das vendas que cresceram no último trimestre de 2007 e
permanecem em bom ritmo neste início de 2008. As promoções do varejo e as
facilidades de parcelamento das compras (crédito) devem seduzir o consumidor
nesta data.

Em geral, o otimismo dos empresários para Páscoa 2008 cresceu em relação à
Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial realizada na mesma data de 2007. A
Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial – Páscoa 2008 foi feita pela Serasa
entre os dias 12 e 19 de fevereiro de 2008, com 1.010 executivos do setor do
comércio de todo o país.

A pesquisa para a Páscoa realizada pela Serasa, que há 39 anos contribui
para a evolução econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em
2006. Trata-se de um levantamento estatístico com uma amostra de empresas
representativas do setor do comércio, dos portes pequeno, médio e grande e das
regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

As vendas e o faturamento continuam subindo

A maior parte do empresariado brasileiro do comércio, 57%, espera aumentar o
volume de vendas em relação ao registrado na Páscoa 2007. A expectativa média é
de um crescimento da ordem de 14% nas vendas físicas. Na Pesquisa de
Perspectiva Empresarial – Páscoa 2007, o percentual de empresários otimistas
era 50%. A parcela daqueles que acreditam em queda (8%) nas vendas na Páscoa
2008 caiu em relação à mesma data do ano passado, que correspondiam a 12% dos
entrevistados. Até mesmo os que acreditam em estabilidade das vendas agora são
35%, na data de 2007 eram 38%. As migrações de empresários que apontavam queda
e manutenção das vendas em 2007 para o novo patamar de crescimento das vendas
em 2008, evidencia que há consenso sobre o vigor das vendas.

No que diz respeito ao faturamento, 55% dos empresários do varejo vislumbram
aumento, 37% estabilidade e apenas 8 % queda nesta data. É esperado um
crescimento médio de 14,3% no faturamento. Na Páscoa 2007, 48% previam aumento
do faturamento 41% estabilidade e 11% queda.

Tanto nas vendas físicas (72%) quanto no faturamento (75%), as grandes
empresas são as mais otimistas para a Páscoa 2008, seguidas pelas médias e
pequenas empresas, nesta mesma ordem.

Na análise regional, o Nordeste é a mais otimista quanto ao faturamento, com
61% de seus empresários trabalhando com crescimento. As Regiões Sul (55%),
Sudeste (53%) e Centro-Oeste (53%) aparecem próximas à média nacional (55%) de
crescimento do faturamento. A Região Norte é a menos otimista em relação ao
faturamento, 45% de seus empresários esperam aumento e 46% estabilidade. Em
relação ao volume de vendas, os empresários do Nordeste, do Centro-Oeste e do
Sul são os que mais esperam aumento, com 60%, 59% e 58% , respectivamente. No
Sudeste (55%) e Norte (51%) as opiniões também apontam para o incremento de
vendas. Cabe notar que a maior geração de renda do Nordeste tem garantindo os
desempenhos do varejo nas datas comemorativas.

Além dos Ovos de Páscoa.

Ainda que as vendas de ovos de Páscoa (73%) dominem a preferência do
consumidor nacional para a data, de acordo com os empresários do varejo, outros
presentes já respondem por 27% das vendas totais, ou seja, pouco mais de 25%
das vendas na Páscoa 2008 não serão de produtos típicos para o acontecimento.
Nesta opção diferenciada de presentes destacam-se: roupas, sapatos e acessórios
(20%), celulares empatando com brinquedos (14% cada) e eletrônicos (11%) entre
outros. Percebe-se que estes presentes possuem maior valor agregado, sendo
normalmente financiados.

Na tradição dos Ovos de Páscoa, que oferecem várias alternativas de preço, a
região Norte é a que mais demandará esses produtos, segundo 81% dos empresários
do varejo local. Na região Sul, 63% dos varejistas acreditam na permanência da
tradição, enquanto que 37% crêem nas opções diferenciadas de presentes.

As vendas parceladas serão novamente preferidas pelo consumidor

A maior parte das vendas na Páscoa 2008, 53%, em todo o Brasil, será a prazo
e 47% à vista. Na Páscoa 2007, essas razões eram de 55% e 45%,
respectivamente.

A composição das vendas à vista nesta Páscoa, de acordo com os empresários
do varejo, será: dinheiro 40%; cheque 22%; cartão de crédito 19%; cartão de
débito 15%; cartão de loja 2% e outros 2%. Na Páscoa 2007 as vendas à vista
foram feitas: 40% em dinheiro; 27% em cheques; 17% em cartão de crédito; 12% em
cartão de débito; 1% em cartão da própria loja e outros 3%.

As vendas a prazo na Páscoa 2008 serão constituídas por: cheque pré-datado
39%; cartão de crédito parcelado 29%; financiamento ou crediário 23%; cartão de
débito parcelado 4%; cartão de loja parcelado 1% e outros meios 4%. Na Páscoa
2007, as vendas a prazo, de acordo com os empresários, foram: 35% com cheques
pré-datados; financiamento ou crediário 33%; cartão de crédito parcelado 26%;
cartão de débito parcelado 4% e cartão da própria loja parcelado 2%.

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