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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Empresário brasileiro espera aumento da inflação e manutenção dos juros, aponta pesquisa da Serasa

07/02/2008

A Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para o primeiro trimestre de
2008 apurou que 63% dos empresários entrevistados esperam aumento da inflação
nos primeiros meses do ano. Para o semestre, 60% acreditam na alta da inflação.
O patamar é recorde desde o início da pesquisa, em 2006, para os períodos
(trimestre e semestre) e é a primeira vez que a barreira de 50% é rompida. Em
2007, para os primeiros três meses do ano, somente 27% apostavam em alta; em
2006, esse número era 38%. O setor de serviços (68% dos empresários), no que
diz respeito aos preços, é o mais pessimista, seguido pelo comércio (61%), pela
indústria (59%) e pelas instituições financeiras (51%).

O empresários do Norte são os mais pessimistas sobre o aumento da inflação
para o trimestre: Norte (75%), Sul (64%), Sudeste (63%), Centro-Oeste (61%) e,
por último, o Nordeste (58%).

Na apuração para o 1º semestre, o setor de Serviços (64%) é o que mais
aposta no aumento dos preços, novamente seguido pelo Comércio (61%), pelas
Instituições Financeiras (57%) e pela Indústria (54%). Para o semestre, a
Região Norte continua liderando as expectativas sobre a evolução dos preços,
com 67% de seus empresários apostando nesta direção.

A pesquisa da Serasa foi realizada de 7 a 14 de janeiro de 2008 com 1.007
executivos (presidentes, diretores e economistas-chefes) das empresas
representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições
financeiras do país.

A maioria dos entrevistados, 41%, aposta na manutenção da taxa SELIC no 1º
trimestre e 39% na mesma tendência para o 1º semestre de 2008.

Faturamento: Comércio espera os melhores resultados no
semestre

Segundo a pesquisa, 61% dos entrevistados esperam crescimento do faturamento
no 1º trimestre de 2008 comparativamente ao mesmo período do ano passado.
Outros 30% esperam estabilidade e apenas 9% prevêem queda.

Para o 1º trimestre deste ano, 62% dos empresários da indústria, empatados
com os do setor de serviços, esperam elevação do faturamento, no comércio, 60%.
As perspectivas de crescimento do faturamento são mais evidentes nas grandes
empresas, com 69% delas aguardando alta no 1º trimestre de 2007. Nas médias e
nas pequenas empresas estes percentuais são 65% e 58%, respectivamente.

Para o 1º semestre de 2008, o otimismo quanto ao faturamento é maior: 72%
dos empresários apostam em crescimento, 22% deles esperam estabilidade e 6%
acreditam em queda do faturamento em 2008 em relação a 2007. O setor mais
otimista é o comércio, que acredita repetir um bom ano, com 75% dos
entrevistados esperando aumento do faturamento no 1º semestre do ano. Indústria
e Serviços, ficam empatados com 69%. Por porte, as mais otimistas no período
são as grandes e médias empresas, praticamente empatadas, com 75% e 74%,
respectivamente, aguardando crescimento do faturamento em 2008 e pelas pequenas
com 69%. Os empresários da Região Norte são os mais otimistas, tanto no
trimestre quanto no semestre.

Lucros: Grandes empresas e o setor de serviços são os mais
otimistas

Pela pesquisa, 47% dos entrevistados acreditam em elevação dos lucros no 1º
trimestre de 2008, o patamar mais elevado para o período desde 2006; 40%
acreditam em estabilidade dos lucros e 13% apostam em queda. No mesmo período
de 2007, 40% dos entrevistados acreditavam em aumento do lucro de sua empresa,
43% em estabilidade e 17% em queda. Assim, na relação 1º trimestre 2008/2007,
houve uma migração de parte dos que acreditavam em queda e estabilidade dos
lucros para o aumento destes.

O setor de Serviços é o mais otimista quanto aos lucros neste 1º trimestre
do 2008, com 50% das empresas acreditando em elevação. Em seguida, temos a
Indústria e o Comércio com iguais 45%.

As perspectivas de crescimento dos lucros, no 1º trimestre de 2008, são
maiores nas grandes empresas com 60% delas aguardando elevação. As médias e
pequenas empresas têm 46% e 45%, respectivamente.

Para o 1º semestre de 2008, o otimismo quanto aos lucros cresce e é o melhor
desde 2006. Pelo menos 58% dos empresários apostam em crescimento dos lucros
para o período, 32% deles esperam estabilidade e 10% acreditam em queda dos
lucros.

Os lucros no 1º semestre de 2008 devem crescer mais nas grandes empresas:
64% delas apostam no aumento dos lucros, seguidas pelas médias empresas (59%) e
pequenas empresas (56%). O setor de Serviços é o mais otimista sobre a evolução
no lucro nos primeiros 6 meses do ano, com 59% de seus empresários acreditando
nisso, seguido pelo Comércio e pela Indústria (ambos 57%).

Investimento: Instituições financeiras lideram investimentos

De modo geral, a expectativa é de que os investimentos cresçam tanto no 1º
trimestre como no 1º semestre de 2008. Hoje, 61% das empresas entrevistadas
afirmaram que estão investindo. Para o 1º trimestre de 2008, 66% das empresas
que hoje estão investindo esperam ampliar os investimentos, 29% pretendem
manter o atual nível de investimentos e 5% pretendem reduzi-los.

O destaque fica com o setor de Serviços, 71% de suas empresas esperam
aumentar os investimentos no 1º trimestre de 2008 em relação ao mesmo período
de 2007 . Em seguida temos as Instituições Financeiras, o Comércio e a
Indústria, com 64%, 63% e 62%, na mesma ordem, praticamente empatados, sobre a
expectativa de aumento dos investimentos nos primeiros três meses de 2008.

Na análise por porte, 66% das pequenas empresas querem aumentar seus
investimentos neste trimestre. 68% das grandes empresas e 65% das médias
compartilham esta direção.

Para o semestre, 68% dos empresários responderam que planejam elevar seus
investimentos, 28% deles esperam mantê-los nos patamares atuais e 4% pretendem
reduzi-los. Todos os portes estão alinhados na perspectiva de aumento dos
investimentos para o seis primeiros meses de 2008: as pequenas, 67% , e as
média e grande 68%.

Estoques: Ficarão estáveis

A maioria dos entrevistados da indústria e do comércio, 55%, afirmou que os
estoques no 1º trimestre de 2008 ficarão estáveis. Para 23%, os estoques
crescerão e 22% apostam em queda. Para o 1º semestre de 2008, 57% das empresas
acreditam que os estoques deverão ficar estáveis. O crescimento dos estoques é
esperado por 24% das empresas e a diminuição deles por 19% dos
entrevistados.

Indicadores macroeconômicos

PIB: Maioria acredita em crescimento

Para a maior parte das empresas (69%), o PIB crescerá em 2008 em relação ao
ano passado. As médias empresas (73%) são as que mais apostam no crescimento do
PIB, seguidas pelas pequenas (68%) e as grandes (67%). Nessa direção, a região
Norte (77%) é a mais otimista, seguida pelas regiões Sul (71%), Sudeste (70%),
Centro-Oeste (64%) e Nordeste (62%).

A expectativa em relação à taxa de câmbio do dólar frente ao real, para 63%
dos entrevistados, é de queda para o 1º trimestre. Já para o semestre, 55%
apostam em queda e 27% acreditam em estabilidade.

Das empresas pesquisadas, 46% apostam em aumento do desemprego, 30% em
estabilidade e 24% em queda para o 1º trimestre de 2008. Para o 1º semestre,
41% apostam em crescimento do desemprego, 38% em estabilidade e 21% em
redução.

Quanto à renda do brasileiro, os entrevistados apostam em crescimento (43%)
e estabilidade (41%) para o 1º trimestre do ano. Contudo, para o semestre, o
percentual de empresas que espera aumento da renda é 47% e de estabilidade
38%.

Inadimplência e endividamento: Aumento do endividamento da
população

Dos empresários entrevistados, 49% esperam crescimento da inadimplência do
brasileiro no 1º trimestre do ano e 32% estabilidade em relação ao mesmo
período de 2007. Já para o semestre, a percepção de alta sobe para 46% dos
empresários e de estabilidade para 36% deles.

Sobre endividamento da população, a maioria dos empresários, 66%, aposta em
aumento para o 1º trimestre. Para o 1º semestre de 2008, a perspectiva de
aumento do endividamento é apontada por 58% dos entrevistados .

Crédito: Crescimento para consumidor será maior que para as
empresas

As instituições financeiras, 79%, apostam em crescimento da oferta de
crédito para pessoa física e para a pessoa jurídica, no 1º trimestre. Este
número repete o patamar para as empresas no 1º trimestre de 2007, mas cai para
o consumidor, que era 85% nos primeiros 3 meses do ano passado. O aumento médio
do crédito para consumidor esperado para o 1º trimestre, em relação ao mesmo
período de 2007 é de 14% e para as empresas, 11,5%. Para o semestre, 75% das
instituições financeiras esperam crescimento na oferta de crédito para as
empresas sobre o mesmo período de 2007. No caso do crédito ao consumidor, 80%
das instituições financeiras esperam crescimento da oferta de crédito sobre o
1º semestre de 2007. O crescimento apontado para o crédito às empresas é de
12,3% e de 13,4% ao consumidor , na relação 1º semestre 2008/2007.

Modalidades de pagamento : Vendas a prazo são 66%

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo hoje está na
proporção de 34% para 66% respectivamente. A composição das formas de pagamento
praticamente não deve se alterar no 1º trimestre e no 1º semestre de 2008.

Metodologia da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial

O objetivo da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial é identificar as
principais tendências da economia para o trimestre, semestre e para o ano, a
partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança
desses agentes.

A pesquisa da Serasa, que há 38 anos tem participação expressiva na evolução
econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e apresentou
um grande grau de assertividade em suas edições experimentais. Trata-se de um
levantamento estatístico com uma amostra de mais de mil empresas
representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições
financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Divulga informações quantitativas de variáveis que captam as perspectivas
das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa de juros e
taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de desemprego e renda
média da população), a inadimplência e oferta de crédito geral (grau de
inadimplência da população, inadimplência no seu negócio, oferta de crédito na
visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para pessoa física
(PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições financeiras), os
indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, preço dos insumos) e as
modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e
podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Foram obtidos a
partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram a maior
proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e queda).

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