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Rentabilidade das empresas alcança recorde em 2007, revela estudo da Serasa

08/01/2008

Estudo da Serasa mostra que o indicador de rentabilidade ajustada das
empresas, que mede a relação entre o lucro ajustado(*) e o faturamento líquido,
alcançou 6,6% em setembro de 2007, destacando-se como a maior média do período
desde 2003. Nos anos anteriores os índices obtidos foram 4,6%, 5,1%, 5,3% e
5,0%, respectivamente, de 2003 a 2006.

O estudo foi realizado com uma amostra de 9.700 balanços, sendo 3.200 de
empresas da indústria, 3.700 do comércio e 2.800 de serviços. Os balancetes de
setembro de 2007 foram divulgados no 4º trimestre de 2007.

Os setores foram beneficiados pela maior atividade econômica, reflexo da
expansão da massa salarial, da ampliação do crédito e da recomposição de
estoques em importantes segmentos da indústria. Destaca-se ainda, a redução das
despesas operacionais e a melhora do resultado financeiro nos setores
analisados.

Rentabilidade 2000 x 2007

O setor de serviços apresentou o maior crescimento. Em 2000, as empresas do
setor registraram rentabilidade equivalente a 1,3% do faturamento, reflexo da
desvalorização do real ocorrida no ano anterior e da privatização, que levou as
empresas a realizarem investimentos, principalmente nos segmentos relacionados
a serviços de utilidade pública (telefonia e energia elétrica), elevando o
nível de endividamento das empresas.

Contudo, as empresas conseguiram incrementar as receitas por meio da
significativa melhora e ampliação dos serviços prestados. Em 2007, o setor foi
marcado pela excelente dinâmica da economia brasileira. A apreciação do real
frente ao dólar ajudou a diminuir o custo financeiro das empresas endividadas
em moeda estrangeira. Os bons resultados apresentados pelos novos segmentos de
negócios, como as concessionárias de rodovias e outros setores (telefonia,
energia, transporte ferroviário), garantiram a melhoria da lucratividade do
setor que foi de 8,8%.

O setor industrial também apresentou significativa melhora da rentabilidade.
Em 2000, a rentabilidade atingiu 2,2%, prejudicada pelas dificuldades em
repassar o aumento dos gastos fixos para o preço final, uma vez que as
variações dos preços no varejo e no atacado continuaram muito distantes uma da
outra. Em 2007, a indústria obteve seu melhor índice no período do estudo,
favorecida pela demanda aquecida, tanto externa como interna. Nesse cenário o
aumento das receitas contribui para a absorção dos gastos fixos, beneficiando a
rentabilidade.

A valorização do Real reduziu a rentabilidade das exportações de bens
industriais, em contraposição, o efeito cambial foi positivo para segmentos no
qual parte dos custos são importados, bem como para as empresas com dívidas em
dólar, cuja cotação em queda reduziu as dívidas em reais, gerando receita
financeira e contribuindo para a rentabilidade. O segmento siderúrgico
brasileiro ocupa no cenário internacional uma posição de destaque, que
contribui para elevar a margem do setor.

As empresas do comércio, historicamente, trabalham com margens mais
comprimidas, porém, também apresentaram melhora de patamar. Em 2000, a margem
de lucro situou-se em 1,1%, enquanto em 2007 a margem líquida atingiu 1,9%.
Dentre os principais motivos podemos citar a retomada consistente do
crescimento econômico, baseado no maior nível de emprego, da massa salarial e
do crédito, que impulsionam principalmente a venda de bens de consumo
duráveis.

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