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Serasa aponta nova queda na inadimplência dos consumidores em 2007

18/10/2007

A inadimplência dos consumidores diminuiu 0,8% no acumulado de janeiro a
setembro de 2007, na comparação com o mesmo período de 2006, apontou o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física. Apesar da nova queda, o
indicador mostra desaceleração no recuo da inadimplência dos consumidores nos
últimos dois meses.

A inadimplência também caiu na variação mensal (setembro sobre agosto de
2007). A queda no período foi de 8,1%. Quando comparado setembro deste ano com
setembro de 2006, no entanto, a inadimplência das pessoas físicas aumentou
2,3%.

As dívidas com os bancos foram responsáveis por 39,1% da inadimplência dos
consumidores nos nove meses de 2007, ocupando o primeiro lugar no ranking de
representatividade do indicador. No mesmo período do ano passado, os registros
representaram 31,9% da inadimplência das pessoas físicas.

O segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência dos
consumidores ficou com as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que de
janeiro a setembro deste ano, tiveram um peso de 30,6%. A participação foi
inferior à registrada no mesmo período de 2006, quando as dívidas com cartões e
financeiras representaram 32,7% da inadimplência de pessoas físicas.

Os cheques sem fundos tiveram participação de 27,8% na inadimplência dos
consumidores, nos nove meses de 2007. No acumulado de janeiro a setembro de
2006, os cheques sem fundos representaram 32,5% da inadimplência. Finalmente,
os títulos protestados, que têm menor peso na inadimplência das pessoas
físicas, apresentaram de janeiro a setembro de 2007 uma participação de 2,6%,
inferior a do mesmo período de 2006, que foi de 2,9%.

Valor médio das dívidas cresce em relação a 2006

O valor médio das dívidas com os bancos, nos nove meses de 2007, foi de R$
1.275,42, com um aumento de 14,6% em relação ao acumulado de janeiro a setembro
de 2006. O valor médio dos registros das dívidas com cartões de crédito e
financeiras foi de R$ 368,78, nos nove meses, com uma alta de 17,5% na
comparação com o ano passado.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas, nos
primeiros nove meses de 2007, foi de R$ 604,81. Houve um aumento de 5,0% no
valor médio desses registros em relação ao mesmo período de 2006. O valor médio
dos títulos protestados, no mesmo período, foi de R$ 879,87, com evolução de
11,6%.

Relação crédito x inadimplência mantém-se favorável ao crédito

Em relação a queda no acumulado do ano, os técnicos da Serasa apontam a
análise sob dois aspectos. Primeiro, observando a própria série histórica da
inadimplência do consumidor, as quedas registradas nos acumulados em 2007 são
muito pequenas, não significando redução efetiva do risco e, portanto, das
taxas de juros. Em outra perspectiva, na relação crédito x inadimplência, há
claramente uma situação positiva para o crédito que, de acordo com os últimos
dados do Banco Central, no ano, até agosto, tem um crescimento de 22%. No mesmo
período de 2006, o crédito para o consumidor crescia 17% e a inadimplência 13%,
sendo uma base elevada para os atuais recuos.

Na comparação setembro sobre agosto de 2007, o decréscimo registrado de 8,1%
na inadimplência dos consumidores decorre, principalmente, do menor número de
dias úteis de setembro (19) em relação a agosto (23).

Já o crescimento observado na comparação entre setembro de 2007 e setembro
de 2006 reflete o maior endividamento da população (crédito consignado, cartão
de crédito, cheque especial, financiamento de imóveis e bens de consumo
duráveis), o significativo acréscimo do valor médio das dívidas e a concessão
de crédito sem metodologia adequada.

Vale destacar que nesta relação a inadimplência das pessoas físicas cresceu
apenas 2,3% e o crédito para o consumidor na comparação agosto de 2007 ante
agosto de 2006, segundo o BC, apresentou evolução de 30,1%, reafirmando a
situação muito favorável do crédito.

O alongamento dos prazos de financiamento, o crescimento da contratação com
carteira assinada, o desemprego em patamares inferiores aos de 2006, a maior
atividade econômica, sobretudo da indústria e do varejo, e a evolução da massa
salarial estão facilitando a administração orçamentária do consumidor no curto
prazo e também influenciam no recuo da inadimplência.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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