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Serasa aponta nova alta na inadimplência das empresas em 2007

26/09/2007

A inadimplência das empresas aumentou 2,1% nos oito primeiros meses deste
ano, em comparação ao mesmo período de 2006, revela o Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Jurídica. Quando comparado agosto de 2007 com agosto de
2006, a alta na inadimplência das pessoas jurídicas foi ainda maior, 7,6%.

Na variação mensal (agosto sobre julho de 2007), o indicador da Serasa
apontou estabilidade na inadimplência das empresas, com uma pequena elevação de
0,2%.

Os títulos protestados puxaram a alta na inadimplência das pessoas jurídicas
no acumulado de janeiro a agosto com uma participação de 40,1% no indicador. O
peso dos protestos até agosto de 2007 foi ligeiramente inferior ao registrado
no ano passado, quando os eventos representaram 40,5% da inadimplência.

Os cheques sem fundos ficaram em segundo lugar no ranking de
representatividade da inadimplência das empresas, com uma participação de 38,3%
nos oito meses deste ano, abaixo da registrada em 2006, que foi de 39,8%.

Por último ficaram as dívidas com os bancos, que foram responsáveis por
21,5% da inadimplência das empresas. O peso desses registros vem crescendo a
cada ano. De janeiro a agosto de 2006, as dívidas com o sistema financeiro
representaram 19,7% da inadimplência.

Valor médio das dívidas das empresas aumenta no período

Houve alta no valor médio dos títulos protestados (R$ 1.474,15) nos oito
primeiros meses deste ano na comparação com o ano passado. A evolução no
período foi de 6,1%. Já os cheques sem fundos tiveram um valor médio de R$
1.146,86 no acumulado de janeiro a agosto deste ano, com queda de 7,4% em
relação a 2006.

No acumulado dos oito meses de 2007, o valor médio das dívidas com as
instituições financeiras foi de R$ 4.124,99. Na comparação com o mesmo período
de 2006, o valor médio dessas dívidas aumentou 15%.

Juros ainda elevados e valorização do real influenciam na alta da
inadimplência

Para os técnicos da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, análises e
informações econômico-financeiras para apoio a decisões de crédito e negócios,
as empresas mais dependentes do capital de terceiros (empréstimos,
financiamento de capital de giro etc.) ainda enfrentam dificuldades em relação
às taxas de juros, que permanecem elevadas, o que compromete a obtenção de um
retorno financeiro superior em suas atividades. Outro ponto a destacar são as
dificuldades das empresas exportadoras, sobretudo as de médio porte, em
garantir rentabilidade ante o real valorizado. Neste sentido, as empresas que
competem diretamente com produtos importados também encontram problemas para
manter suas receitas. Há também as empresas que concedem crédito sem
metodologia adequada, e, dessa forma, a inadimplência dos clientes afeta seus
resultados.

Em todos esses caso, as empresas acabam enfrentando problemas na
administração do fluxo de caixa e dificuldades para honrar pontualmente seus
compromissos, resultando em um aumento na inadimplência.

Vale notar que o volume de crédito para as empresas tem crescido a taxas
superiores à da inadimplência. Segundo os dados do Banco Central, até agosto de
2007 o crédito para pessoa jurídica cresceu 15,4%, o que define uma relação
muito favorável para o crédito, com espaço para melhorar sua qualidade (redução
da inadimplência).

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

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