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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Crise financeira internacional não afeta o otimismo dos empresários brasileiros para 2007 e 2008

20/09/2007

O otimismo dos empresários com relação à economia brasileira e aos seus
negócios para 2007 e 2008 ficou melhor para o quarto trimestre deste ano,
registrando índices superiores aos verificados desde 2005. A Pesquisa Serasa de
Perspectiva Empresarial – 4º trimestre de 2007 foi feita pela Serasa entre os
dias 20 e 27 de agosto de 2007, com 1.001 executivos (presidentes, diretores e
economistas-chefes) das empresas representativas dos setores da indústria,
comércio, serviços e instituições financeiras do país.

Faturamento: Comércio espera os melhores resultados

Segundo a pesquisa, 63% dos entrevistados esperam crescimento do faturamento
no 4º trimestre de 2007 comparativamente ao mesmo período do ano passado.
Outros 24% esperam estabilidade e apenas 13% prevêem queda. Com estes
resultados, o Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento, índice construído
com base nas respostas dos entrevistados dentro de uma escala de 0 a 100 (leia
mais no texto abaixo Metodologia) – atingiu o valor 75, se igualando ao recorde
obtido no segundo trimestre de 2007.

Para o 4º trimestre deste ano, 66% dos empresários da indústria esperam
elevação do faturamento, no setor de serviços são 63% e no comércio, 61%. As
perspectivas de crescimento do faturamento são mais evidentes nas grandes
empresas, com 81% delas aguardando alta no 4º trimestre de 2007. Nas médias e
nas pequenas empresas estes percentuais são 73% e 56%, respectivamente.

Para 2008, o otimismo quanto ao faturamento é maior. 77% dos empresários
apostam em crescimento, 19% deles esperam estabilidade e 4% acreditam em queda
do faturamento em 2008 em relação a 2007. O setor mais otimista é o comércio,
que acredita repetir um bom ano, com 80% dos entrevistados esperando aumento do
faturamento no ano. Indústria e Serviços, ficam empatados com 77%.

Por porte, as mais otimistas são as grandes empresas com 84% aguardando
crescimento do faturamento em 2008, seguidas pelas médias empresas com 80% e
pelas pequenas com 75%.

Lucros: Grandes empresas e o setor de serviços são os mais otimistas

A perspectiva de lucros subiu para o 4º trimestre de 2007, registrando o
melhor nível para o período desde 2005. Pela pesquisa, 47% dos entrevistados
acreditam em elevação dos lucros no 4º trimestre de 2007, 34% acreditam em
estabilidade dos lucros e 19% apostam em queda. No mesmo período de 2006, 28%
dos entrevistados acreditavam em aumento do lucro de sua empresa, 38% em
estabilidade e 34% em queda.

O Indicador Serasa de Perspectiva de Lucros – Indicador construído com a
mesma metodologia do Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento – retornou
ao valor de 64, acima dos 62 registrados no 3º trimestre e abaixo dos 67, o
recorde apurado no 2º semestre, ambos em 2007.

O setor de Serviços é o mais otimista quanto aos lucros neste 4º trimestre
do 2007, com 53% das empresas acreditando em elevação. Em seguida, temos a
Indústria e o Comércio com 43% e 41%, respectivamente.

As perspectivas de crescimento dos lucros, no 4º trimestre de 2007, são
maiores nas grandes empresas com 64% delas aguardando elevação. As médias e
pequenas empresas têm 54% e 40%, respectivamente.

Para 2008, o otimismo quanto aos lucros cresceu e é o melhor desde 2006.
Pelo menos 59% dos empresários apostam em crescimento dos lucros para 2008, 33%
deles esperam estabilidade e 8% acreditam em queda dos lucros em 2008 com
relação a 2007.

Os lucros em 2008 devem crescer mais nas grandes empresas: 71% delas apostam
no aumento dos lucros, seguidas pelas médias empresas (54%) e pequenas empresas
(40%). O setor de Serviços é o mais otimista, 66%, seguido pelo Comércio (57%)
e pela Indústria (53%).

Investimento: Instituições financeiras lideram investimentos

De modo geral, a expectativa é de que os investimentos cresçam tanto no 4º
trimestre como no ano de 2008. Hoje, 64% das empresas entrevistadas afirmaram
que estão investindo. Para o 4º trimestre de 2007, 64% das empresas que hoje
estão investindo esperam ampliar os investimentos, 30% pretendem manter o atual
nível de investimentos e 6% pretendem reduzi-los.

O destaque fica com as instituições financeiras: 77% delas esperam aumentar
os investimentos no 4º trimestre de 2007. Em seguida temos o setor de Serviços
e o Comércio com 67% e 66% das empresas, respectivamente, demonstrando
intenções de ampliar seus investimentos e, por fim, a Indústria com 59%.

Na análise por porte, 66% das pequenas empresas querem aumentar seus
investimentos neste trimestre. 63% das grandes empresas planejam elevar seus
investimentos e, nas médias empresas, este percentual é 61%.

O Indicador Serasa de Perspectiva de Investimento – indicador construído com
a mesma metodologia do Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento – atingiu
o valor de 79, confirmando a intenção do empresário de aumentar seus
investimentos e se igualar ao patamar recorde verificado em 1º trimestre de
2007.

Para 2008, 59% dos empresários responderam que planejam elevar seus
investimentos, 28% deles esperam mantê-los nos patamares atuais e 13% pretendem
reduzi-los. As pequenas, 62% , são as que mais planejam elevar seus
investimentos no próximo ano. Nas grandes e nas médias empresas este percentual
é de 53% e 54% respectivamente.

Estoques: Ficarão estáveis

A maioria dos entrevistados da indústria e do comércio, 51%, afirmou que os
estoques no 4º trimestre de 2007 ficarão estáveis. Para 30%, os estoques
crescerão e para 19%, irão cair. Para 2008, 60% das empresas acreditam que os
estoques deverão ficar estáveis. O crescimento dos estoques é esperado por 30%
das empresas e a diminuição deles por 10% dos entrevistados.

Indicadores macroeconômicos

PIB: Maioria acredita em crescimento

Para a maior parte das empresas (69%), o PIB crescerá em 2007em relação ao
ano passado. Para 32%, o PIB aumentará entre 3% e 4%, 20% esperam que o PIB
cresça entre 4% e 5% e 7% acham que o PIB terá alta acima de 5% . Vale destacar
que a pesquisa foi realizada antes da divulgação do PIB do 2º trimestre de
2007, dia 12 de setembro. Para 2008, 29% apostam em um crescimento do PIB entre
3% e 4%, 24% entre 4% e 5% e 11% acima de 5%.

A expectativa em relação à taxa de câmbio do dólar frente ao real, para 59%
dos entrevistados, é de queda para o 4º trimestre. Já para 2008, 46% apostam em
estabilidade e 36% acreditam no crescimento desta relação.

A maioria dos entrevistados, 57%, apostam na queda da taxa SELIC no 4º
trimestre e 49% na mesma tendência para 2008. Para 28% das empresas a SELIC
deverá encerrar o 4º trimestre menor que 11% e, 49% das empresas, a taxa de
juros básicos deverá encerrar 2008 abaixo de 11% anuais.

Indicadores de emprego e renda: renda cresce e desemprego cai no ano

Das empresas pesquisadas, 52% apostam em queda do desemprego e 25% em
crescimento, para o 4º trimestre de 2007. Para o ano de 2008, 41% apostam em
queda do desemprego, 34% em estabilidade e 25% em crescimento.

Quanto à renda do brasileiro, os entrevistados apostam em estabilidade (41%)
e crescimento (38%) para o 4º trimestre do ano. Contudo, para o ano de 2008 o
percentual de empresas que espera aumento da renda é o mesmo que espera
estabilidade, 42%.

Inadimplência e endividamento: Aumento do endividamento da população

Dos empresários entrevistados, 50% esperam crescimento da inadimplência do
brasileiro no 4º trimestre do ano e 33% estabilidade. Já para 2008, a percepção
de alta foi apontada por 42% dos empresários e de estabilidade por 43%
deles.

Porém, quando perguntados sobre a inadimplência no seu próprio negócio, no
4º trimestre de 2007, a maioria, 59%, acredita em estabilidade. Para 2008, 65%
dos empresários esperam estabilidade da inadimplência nos seus negócios.

Sobre endividamento da população, a maioria, 73%, aposta em aumento para o
4º trimestre. Para 2008, a perspectiva de aumento do endividamento é apontada
por 52% dos entrevistados .

Crédito: Crescimento para consumidor será maior que para as empresas

As instituições financeiras, 71%, apostam em crescimento da oferta de
crédito para pessoa física e 76% para a pessoa jurídica, no 4º trimestre. O
aumento médio do crédito para consumidor esperado para o 4º trimestre, em
relação ao mesmo período de 2006, é 12,4%, e para as empresas, 13,1%. Para
2008, 69% das instituições financeiras esperam crescimento na oferta de crédito
para as empresas sobre 2007. No caso do crédito ao consumidor, 72% das
instituições financeiras esperam crescimento da oferta de crédito sobre
2007.

Modalidades de pagamento : Vendas a prazo são 68 %

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo hoje está na
proporção de 32% para 68% respectivamente. A composição das formas de pagamento
praticamente não deve se alterar no 4º trimestre e em 2008.

Metodologia da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial

O objetivo da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial é identificar as
principais tendências da economia para o trimestre, semestre e para o ano, a
partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança
desses agentes.

A pesquisa da Serasa, que há 38 anos tem participação expressiva na evolução
econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e apresentou
um grande grau de assertividade em suas edições experimentais. Trata-se de um
levantamento estatístico com uma amostra de mais de mil empresas
representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições
financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

A pesquisa divulga informações quantitativas de variáveis que captam as
perspectivas das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa
de juros e taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de
desemprego e renda média da população), a inadimplência e oferta de crédito
geral (grau de inadimplência da população, inadimplência no seu negócio, oferta
de crédito na visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para
pessoa física (PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições
financeiras), os indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, preço dos
insumos) e as modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e
podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Foram obtidos a
partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram a maior
proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e queda).

Séries históricas

Para uma análise histórica da evolução dos resultados da Pesquisa Serasa de
Perspectiva Empresarial, foram criados o Indicador Serasa de Perspectiva de
Faturamento, o Indicador Serasa de Perspectiva de Investimento e o Indicador
Serasa de Perspectiva de Lucratividade.

Estes indicadores foram construídos utilizando-se as respostas dos
entrevistados da seguinte maneira:

Valor do Indicador = 50 + 0,5 x (% de respostas no crescimento – % de
respostas na queda).

Desta forma, os indicadores, por construção, variam numa escala de 0 a 100,
sendo que, quanto mais próximo de 100, maior é o percentual de empresas que
apostam na elevação da variável (faturamento, lucros ou investimento) em
detrimento daquelas que apostam em queda. Quanto mais próximo de 0, ocorre o
inverso. O valor 50, no índice, representa equilíbrio. Isto é, quando o
percentual de empresas que esperam crescimento da variável é exatamente igual
ao percentual das empresas que esperam queda na variável perguntada.

Esta metodologia é utilizada pelo Institute for Supply Management (ISM), dos
EUA, na elaboração e divulgação do Índice Nacional dos Gerentes de Compra
(Purchase Management Index – Manufacturing).

Sobre a Serasa

A Serasa é referência mundial no segmento e a maior empresa da América
Latina em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar
decisões de crédito e negócios. As informações de todas as empresas legalmente
constituídas no país e dos consumidores com alguma atividade econômica são
insumos básicos para a atividade da Serasa, que, por meio da Tecnologia de
Crédito, as transforma em conhecimento que agrega valor às soluções para
negócios, crédito, análise setorial e gestão de risco.

A Serasa conta com cerca de 2500 profissionais qualificados para a captação,
a manutenção, a criação, a análise, a divulgação e a multiplicação dos produtos
e serviços oferecidos para todo o Brasil e o exterior, 24 horas por dia, todos
os dias da semana, dentro de padrões rígidos de segurança e
confidencialidade.

A Serasa subsidia com informações 4 milhões de negócios/dia no país para 400
mil clientes diretos ou indiretos e tem acordos com empresas congêneres no
mundo inteiro, para facilitar, principalmente, as exportações brasileiras e
atrair investidores para as corporações e os projetos nacionais. Está presente
em todos os setores da economia para os quais estende, também, sua atuação como
Autoridade Certificadora e de Registro, nas diversas modalidades de
certificados digitais nos meios eletrônicos, incluindo a Internet, para dar
segurança, credibilidade e validade jurídica aos negócios e às informações
nesses ambientes.

Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para
negócios, a Serasa vem, há mais de uma década, contribuindo para a
transformação da cultura de crédito no Brasil, com a incorporação contínua dos
mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

Os reconhecimentos e as certificações internacionais atribuídos à Serasa
tornam-na referência em diversos parâmetros globais, o que é fruto da busca
pela excelência como filosofia e de sua prática no cotidiano da empresa. Mesmo
com vários concorrentes, a empresa é líder de mercado em todo território
nacional. Essa conjunção de fatores possibilita à Serasa repassar a seus
clientes e parceiros competência e inteligência, desenvolvidas ao longo de 39
anos e com investimentos contínuos em Tecnologias de Crédito, de Informação
(TI) e de Gestão.

A Serasa foi a vencedora do Prêmio Nacional da Qualidade 2005, em sua 14ª
edição, conferido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), e tornou-se,
assim, a primeira e única empresa brasileira a ter conquistado pela terceira
vez esse que é o maior prêmio à excelência em gestão no Brasil, e também a
única no mundo com três reconhecimentos dessa categoria a seu modelo de gestão.
Com essa conquista, a Serasa reafirma sua condição, há mais de uma década, de
Empresa Classe Mundial.

A excelência das práticas de gestão da Serasa vem sendo amplamente
reconhecida pelo mercado. A Serasa foi também a primeira a trazer para o Brasil
o reconhecimento internacional do Prêmio Ibero-americano da Qualidade 2002.

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