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Estudos de Inadimplência

Inadimplência dos consumidores registra a quarta queda consecutiva, revela indicador da Serasa

13/09/2007

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física apontou queda de 1,1% na
inadimplência dos consumidores nos oito primeiros meses de 2007, em relação ao
mesmo período do ano passado. É o quarto recuo consecutivo na inadimplência das
pessoas físicas desde o acumulado de janeiro a abril, que fechou com uma
ligeira evolução de 0,4%.

Já na comparação de agosto deste ano com agosto de 2006, a inadimplência das
pessoas físicas aumentou 3,5%. Quando considerada a variação mensal (agosto
sobre julho de 2007), o indicador da Serasa também verificou alta, de 1,0%, na
inadimplência dos consumidores.

As dívidas com os bancos registraram novamente o maior peso na inadimplência
dos consumidores, com uma participação de 38,7% no índice, de janeiro a agosto
de 2007. No mesmo período do ano passado, os registros representavam 31,8% da
inadimplência das pessoas físicas.

O segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência dos
consumidores ficou com as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que nos
oito meses desse ano, tiveram um peso de 30,7%. A participação foi inferior à
registrada no mesmo período de 2006, quando as dívidas com cartões e
financeiras representaram 32,6% da inadimplência de pessoas físicas.

Os cheques sem fundos foram responsáveis por 27,9% da inadimplência dos
consumidores, no acumulado de janeiro a agosto de 2007, contra 32,7% de
participação nos oito primeiros meses de 2006. Por fim os títulos protestados,
que têm menor peso na inadimplência das pessoas físicas, apresentaram de
janeiro a agosto de 2007 um peso de 2,6%, inferior ao do mesmo período de 2006,
que foi de 2,9%.

Valor médio das dívidas com cartões e financeiras aumenta 19%

Os registros das dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de
R$ 1.270,43 e um aumento de 14,7% em relação ao acumulado de janeiro a agosto
de 2006. O valor médio dos registros das dívidas com cartões de crédito e
financeiras foi de R$ 367,19, no período, com uma alta de 19% na comparação com
o ano passado.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas, nos
primeiros oito meses de 2007, foi de R$ 605,50. Houve um aumento de 5,4% no
valor médio dos registros em relação ao mesmo período de 2006. O valor médio
dos títulos protestados, no mesmo período, foi de R$ 867,46, com evolução de
10,1%.

Crédito amplia relação favorável com a inadimplência

Os técnicos da Serasa afirmam que o recuo de 1,1% na inadimplência dos
consumidores, na relação janeiro a agosto de 2007 sobre os oito meses de 2006,
torna-se mais relevante quando considerada a evolução do crédito, que até
julho, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Banco Central, acumula um
crescimento de 17,2% no ano. Em 2006, o crescimento do crédito até julho foi de
14,5% e a inadimplência das pessoas físicas, no comparativo janeiro a agosto de
2006 ante 2005, de 14,2%.

Assim, o decréscimo de 1,1% na inadimplência no período, quando comparado ao
crédito é um indicador positivo, mas quando relacionado com a própria série
histórica da inadimplência das pessoas físicas ocorre sobre uma base elevada,
evidenciando que a qualidade do crédito ainda tem muito a ser melhorada para se
traduzir em menores taxas de juros para o consumidor.

A relação agosto de 2007 com agosto de 2006, que apresenta um acréscimo de
3,5% na inadimplência dos consumidores, reflete, em um ritmo muito menor, a
expansão do crédito. Na comparação agosto sobre julho de 2007, o aumento
registrado de 1,0% na inadimplência das pessoas físicas ocorreu devido ao maior
número de dias úteis em agosto e aos maiores gastos realizados nas férias
escolares do meio do ano.

De qualquer forma, a maior atividade econômica, a redução das taxas de
juros, a evolução do emprego com carteira assinada (formal) e a recuperação da
renda estão atenuando a inadimplência do consumidor.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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