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Estudos de Inadimplência

Indicador da Serasa aponta queda de 1,7% na inadimplência dos consumidores em 2007

16/08/2007

A inadimplência dos consumidores recuou 1,7% no acumulado de janeiro a julho
de 2007 em relação ao mesmo período de 2006, revela o Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Física. Na variação anual (julho de 2007 sobre julho de
2006), houve queda de 2,7% na inadimplência.

Quando comparada a junho deste ano, no entanto, a inadimplência das pessoas
físicas aumentou 2,4%, apontou o indicador da Serasa, maior empresa do Brasil
em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões
de crédito e negócios.

As dívidas com os bancos ficaram em primeiro lugar no ranking de
representatividade da inadimplência dos consumidores. Nos sete primeiros meses
deste ano, as dívidas com as instituições financeiras tiveram uma participação
de 38,3% na inadimplência das pessoas físicas, enquanto no mesmo período do ano
passado, o peso desses registros foi de 31,8%.

Em segundo lugar estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que
de janeiro a julho de 2007 corresponderam a 30,9% da inadimplência dos
consumidores. O índice foi inferior ao registrado nos sete primeiros meses do
ano passado, quando as dívidas com cartões e financeiras representaram 32,5% do
indicador.

Os cheques sem fundos ocuparam o terceiro lugar no ranking de
representatividade da inadimplência das pessoas físicas, com um percentual de
28,2%, no acumulado de 2007. A participação dos cheques sem fundos no
indicador, nos sete meses de 2007, foi menor que no ano passado, quando os
registros tiveram um peso de 32,8%. Por fim os protestos, que têm menor peso na
inadimplência das pessoas físicas, apresentaram nos sete primeiros meses deste
ano uma participação de 2,6%. De janeiro a julho de 2006, o peso dos protestos
foi de 2,9%.

Para os técnicos da Serasa, a queda da inadimplência das pessoas físicas nos
primeiros sete meses de 2007 é decorrente do crescimento da massa real de
rendimentos na economia (aumento do nível de emprego, sobretudo o de carteira
assinada, acompanhado dos reajustes salariais, acima da inflação, obtidos pela
ampla maioria das categorias profissionais).

Adicionalmente, as condições mais favoráveis deste ano em termos da oferta
de crédito, com taxas mais baixas e prazos mais longos, têm estimulado as
pessoas a trocarem dívidas mais caras e mais curtas por comprometimentos de
prazos mais longos e menos onerosos, a exemplo do crescimento do crédito
consignado, contribuindo para um melhor equilíbrio das finanças pessoais e
produzindo efeitos positivos sobre a redução da inadimplência.

Na variação mensal, julho sobre junho de 2007, o aumento na inadimplência é
decorrente do maior número de dias úteis no sétimo mês do ano.

Além disso, 2006 foi um ano de inadimplência alta, representando uma elevada
base de comparação, o que favorece a aparecimento de quedas nas respectivas
comparações com 2007. Na relação do acumulado dos primeiros sete meses de 2006
com o mesmo período de 2005, foi registrado um aumento de 15,5% na
inadimplência dos consumidores.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para pessoa jurídica.

Valor médio das dívidas com os bancos cresceu 14,2%

Nos primeiros sete meses de 2007, as dívidas com os bancos registraram valor
médio de R$ 1.265,53 e as dívidas com cartões e financeiras, no mesmo período,
ficaram em R$ 362,18. O valor médio das anotações de cheques sem fundos das
pessoas físicas foi de R$ 605,81 de janeiro a julho de 2007. Quanto aos títulos
protestados, o valor médio dos registros no acumulado dos sete primeiros meses
deste ano ficou em R$ 857,08.

Em relação aos primeiros sete meses de 2006, houve um aumento de 14,2% no
valor médio das anotações das dívidas com os bancos e de 19,3% no valor médio
das dívidas com os cartões de crédito e financeiras. O valor médio dos
registros de cheques sem fundos de janeiro a julho de 2007 cresceu 5,3% em
relação a 2006, e no valor médio das anotações de protestos houve uma alta de
9,2%.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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