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Estudos de Inadimplência

Inadimplência das empresas fecha semestre em alta, aponta indicador da Serasa

25/07/2007

A inadimplência das pessoas jurídicas aumentou 1,5% no primeiro semestre
deste ano, na comparação com o mesmo período de 2006, apontou o Indicador
Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica. Apesar de encerrar o semestre em alta,
a inadimplência das empresas recuou 2,6% na relação de junho de 2007 com junho
de 2006.

Na variação mensal, quando comparado junho com maio deste ano, houve uma
queda de 11,9% na inadimplência das pessoas jurídicas, devido ao menor número
de dias úteis no sexto mês de 2007.

Os títulos protestados lideraram novamente o ranking de representatividade
da inadimplência das empresas, com 39,9% de participação de janeiro a junho de
2007, um percentual abaixo dos 40,5% registrados no primeiro semestre de 2006.
Em seguida, apareceram os cheques sem fundos com um peso de 38,5% na
inadimplência das pessoas jurídicas. No mesmo período do ano anterior, os
cheques devolvidos por falta de fundos tiveram uma representatividade de 39,8%.
Já o peso das dívidas com os bancos na inadimplência das empresas segue em
constante elevação. Na primeira metade de 2007, houve uma participação de 21,6%
desses registros no indicador, enquanto nos seis primeiros meses do ano
passado, o percentual foi de 19,8%.

Valorização do real contribuiu para o aumento na inadimplência
das empresas

Para os técnicos da Serasa, o crescimento na inadimplência das pessoas
jurídicas, no primeiro semestre de 2007 em relação ao mesmo período de 2006,
decorreu do maior endividamento das empresas, devido à expressiva alta no
volume de crédito concedido. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, o
saldo dos empréstimos dos bancos às empresas, concedidos com recursos livres,
aumentou 21,3% em maio deste ano frente ao mesmo mês de 2006 (último dado
disponível).

Além disso, a valorização do real em relação ao dólar impactou negativamente
o fluxo de caixa de empresas exportadoras e das que sofrem concorrência dos
produtos importados.

Por outro lado, a expansão da atividade econômica, sustentada pela queda dos
juros, pelo aumento do crédito à pessoa física e pela recuperação da renda e do
emprego, tem influenciado quedas no indicador na comparação anual, a exemplo do
que aconteceu nos meses de maio e junho em relação aos mesmos meses de
2006.

Valor médio dos cheques sem fundos caiu 9,3% no semestre

No acumulado de janeiro a junho de 2007, o valor médio das dívidas com as
instituições financeiras foi de R$ 4.104,35. Na comparação com o mesmo período
de 2006, o valor médio dessas dívidas apresentou um acréscimo de 15,2%. Também
houve elevação no valor médio dos títulos protestados (R$ 1.445,42) nos seis
primeiros meses deste ano em comparação ao ano passado. O aumento no período
foi de 4,3%. Os cheques sem fundos, no entanto, tiveram um valor médio de R$
1.137,77 no primeiro semestre deste ano, com queda de 9,3% em relação a
2006.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

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