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Estudos de Inadimplência

Aumento do nível de emprego reduz a inadimplência dos consumidores em maio, revela Serasa

13/06/2007

A inadimplência dos consumidores caiu 7,5% em maio deste ano, na comparação
com maio de 2006, revela o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física.A
queda na variação anual puxou o recuo de 1,4% na inadimplência das pessoas
físicas na relação dos primeiros cinco meses de 2007 com o mesmo período do ano
passado.

Quando comparada a abril deste ano, no entanto, a inadimplência dos
consumidores aumentou 6,8%, segundo o indicador da Serasa, maior empresa do
Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar
decisões de crédito e negócios.

Para os assessores da Serasa, a queda da inadimplência das pessoas físicas
pelo terceiro mês consecutivo, na comparação anual, tem sido determinada,
principalmente, pela elevação do nível de emprego, combinado com a recuperação
dos salários reais. Mesmo com esse recuo, contudo, a inadimplência das pessoas
físicas ainda se encontra em patamar elevado. Em maio de 2006, houve um aumento
de 22,0% em relação a maio de 2005, e no acumulado de janeiro a maio de 2006,
houve uma alta de 16,7% na inadimplência dos consumidores, quando comparada ao
mesmo período do ano anterior.

Dívidas com bancos representaram 37,5% da inadimplência de PF

As líderes no ranking de representatividade da inadimplência das pessoas
físicas foram novamente as dívidas com os bancos, que tiveram uma participação
de 37,5% no indicador nos cinco primeiros meses deste ano. No mesmo período de
2006, o peso das dívidas com os bancos na inadimplência dos consumidores foi
menor, de 31,8%.

O segundo lugar ficou com as dívidas com cartões de crédito e financeiras
que tiveram uma participação de 31,2% na inadimplência dos consumidores no
acumulado de janeiro a maio de 2007, índice inferior ao registrado nos cinco
primeiros meses de 2006, que foi de 32,2%.

Os cheques sem fundos apareceram em terceiro lugar, com uma
representatividade de 28,6% no acumulado de 2007, abaixo dos 33,1% registrados
no mesmo período de 2006. Por fim os protestos, que têm menor peso na
inadimplência das pessoas físicas, apresentaram nos cinco primeiros meses deste
ano uma participação de 2,7%. De janeiro a maio de 2006, o peso dos protestos
foi de 2,9%.

Nos cinco primeiros meses de 2007, as dívidas com cartões de crédito e
financeiras registraram valor médio de R$ 341,34 e os registros de títulos
protestados, no mesmo período, ficaram em R$ 830,19. O valor médio das
anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas foi de R$ 605,85, no mesmo
período. Quanto às dívidas com bancos, o valor médio dos registros no acumulado
de janeiro a maio ficou em R$ 1.280,13.

Em relação aos cinco primeiros meses de 2006, houve um aumento de 11,3% no
valor médio das anotações das dívidas com cartões de crédito e financeiras e de
7,6% no valor médio dos registros de títulos protestados. O valor médio dos
registros de cheques sem fundos de janeiro a maio de 2007 aumentou 6,4% em
relação a 2006, e das dívidas com as instituições financeiras apresentou alta
de 15,9%.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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