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Estudos de Inadimplência

Inadimplência dos consumidores fica estável em 2007, mas em patamar elevado, revela Serasa

16/05/2007

A inadimplência dos consumidores permaneceu estável no acumulado dos quatro
primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2006. Segundo o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física houve uma evolução de 0,4% na
inadimplência das pessoas físicas no período.

Apesar da estabilidade, a inadimplência dos consumidores está em um patamar
além do desejável, pois a base desta relação (1º quadrimestre de 2006) é alta,
e pode ser constatada ao se analisar a variação do primeiro quadrimestre de
2006 com 2005, na qual há um aumento de 15,2%.

Já em abril de 2007, a inadimplência dos consumidores recuou 5,6% quando
comparada a março. Também houve queda no indicador na relação de abril deste
ano com abril do ano passado. No período, a inadimplência das pessoas físicas
diminuiu 2,1%.

A queda de 5,6% ocorreu por conta de março ter sido inflado com os registros
de inadimplência de fevereiro, devido ao Carnaval. O menor número de dias úteis
em fevereiro elevou em 13,3% a inadimplência do consumidor em março sobre
fevereiro de 2007. O pequeno recuo de 2,1% registrado na relação de abril de
2007 com abril de 2006 evidenciou que a consistente evolução do crédito neste
início de ano é acompanhada por uma inadimplência alta, mantendo os níveis de
2006.

Emprego e renda evitam aumento maior da inadimplência

Segundo os assessores da Serasa, a inadimplência em 2007 só não está
crescendo mais, como poderia seguir a tendência do crédito, porque o aumento da
renda e do emprego, sobretudo o formal (com carteira assinada), tem atenuado
este processo.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para pessoa jurídica.

Valor médio das dívidas com bancos cresce 16,6% no período

As dívidas com os bancos foram, mais uma vez, as líderes do ranking de
representatividade da inadimplência dos consumidores, com uma participação de
38% no indicador, em abril de 2007, superando as dívidas com cartões de crédito
e financeiras, os cheques sem fundos e os títulos protestados. Em abril de
2006, o peso das dívidas com os bancos na inadimplência das pessoas físicas
havia sido 31,9%. O segundo lugar ficou com as dívidas com cartões de crédito e
financeiras que tiveram uma participação de 31,3% na inadimplência dos
consumidores em abril deste ano, índice inferior ao registrado em abril de
2006, que foi de 32,2%.

Os cheques sem fundos foram responsáveis pela terceira posição no ranking de
representatividade da inadimplência das pessoas físicas, com um peso de 28,1%,
em abril de 2007, abaixo da participação de abril de 2006, que foi de 33,0%. Os
títulos protestados representaram a menor participação na inadimplência das
pessoas físicas, 2,6%. A participação dos protestos em abril de 2006 foi de
3,0%.

Os registros das dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de
R$ 1.275,33 e um aumento de 16,6% em relação aos primeiros quatro meses de 2006
e os registros com cartões de crédito e financeiras, de R$ 345,92. O aumento no
valor médio das dívidas com cartões e financeiras no período foi de 14,0%. O
valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas, nos
primeiros quatro meses de 2007, foi de R$ 598,37, houve um aumento de 7,0% no
valor médio dos registros em relação ao mesmo período de 2006. O valor médio de
títulos protestados, no mesmo período, foi de R$ 814,92, com evolução de
6,9%.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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