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Estudos de Inadimplência

Evolução do crédito eleva a inadimplência das empresas no trimestre, revela indicador da Serasa

25/04/2007

A inadimplência das empresas aumentou 2,6% no primeiro trimestre de 2007, na
comparação com o mesmo período de 2006, mostra o Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Jurídica. Em março deste ano também houve alta na
inadimplência das pessoas jurídicas em relação a fevereiro. O crescimento foi
de 25,1%, no entanto, a evolução deveu-se ao menor número de dias úteis de
fevereiro, quando ocorreu o Carnaval.

Quando comparada a março de 2006, a inadimplência das empresas recuou 5,9%,
segundo o indicador da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas,
informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e
negócios.

Aumenta a participação das dívidas com bancos

Os títulos protestados permaneceram na primeira posição do ranking de
representatividade da inadimplência das empresas, com um peso de 39,7% em março
deste ano. No entanto, essa participação caiu em relação ao ano passado. Em
março de 2006, o peso dos protestos na inadimplência das pessoas jurídicas era
de 40,5%.

Os cheques sem fundos ficaram com o segundo lugar na representatividade da
inadimplência das empresas, em março de 2007, com uma participação de 38,6% no
indicador. Em março de 2006, o peso dos cheques sem fundos na inadimplência das
pessoas jurídicas era maior, de 39,6%.

As dívidas com os bancos representaram a terceira posição no ranking da
inadimplência das empresas, com uma participação de 21,7%. Mas, vale ressaltar
que o peso das dívidas com os bancos vem apresentando crescimento. Em março de
2006, essa modalidade representava 19,8% da inadimplência das empresas.

Cai o valor médio dos cheques sem fundos

No primeiro trimestre de 2007, o valor médio dos registros com cheques sem
fundos foi de R$ 1.140,71. Houve uma queda de 10,7% no valor médio dos cheques
sem fundos em relação ao mesmo período de 2006. Já o valor médio das anotações
de títulos protestados das pessoas jurídicas ficou em R$ 1.411,61, o que
representou uma alta de 3,2% em comparação aos três primeiros meses do ano
passado.

Foi registrado um aumento de 17,9% no valor médio das anotações das dívidas
com os bancos no primeiro trimestre deste ano frente ao mesmo período do ano
passado. O valor médio das dívidas com instituições financeiras, de janeiro a
março deste ano, foi de R$ 4.008,58.

Menor rentabilidade das exportadoras afeta a inadimplência

Segundo os analistas da Serasa, a alta registrada na inadimplência das
empresas na comparação entre os primeiros trimestres de 2006 e 2007 ocorreu
devido à grande evolução do crédito para as empresas, a menor rentabilidade das
empresas exportadoras – por causa do real valorizado e da concorrência com os
produtos importados – e ao aumento da inadimplência dos consumidores.

A queda da inadimplência verificada na relação março de 2007 com 2006 é
pontual e não define tendência, cabendo lembrar que em 2006 os juros eram mais
elevados.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

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