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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Pesquisa da Serasa aponta otimismo recorde dos empresários em relação a faturamento e lucro para 2007

23/04/2007

O otimismo dos empresários com relação à economia brasileira e aos seus
negócios em 2007 cresceu e já é o maior registrado pela Pesquisa Serasa de
Perspectiva Empresarial desde 2005, quando foi iniciado o levantamento. A
Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial – 2º Trimestre de 2007 foi realizada
pela Serasa entre os dias 15 e 23 de março úlitmo, com 1.014 executivos
(presidentes, diretores e economistas-chefes) das empresas representativas dos
setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras do
país.

Faturamento: Comércio é o setor mais otimista

Segundo a pesquisa, 61% dos entrevistados esperam crescimento do faturamento
no 2º trimestre de 2007 comparativamente ao mesmo período do ano passado.
Outros 28% esperam estabilidade e apenas 11% prevêem queda. Com estes
resultados, o Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento, índice construído
com base nas respostas dos entrevistados dentro de uma escala de 0 a 100 (leia
mais no texto abaixo Metodologia) – atingiu o valor 75, o maior de toda a série
histórica da Pesquisa de Perspectiva Empresarial, iniciada no 3º trimestre de
2005.

O Comércio é o setor mais otimista quanto ao faturamento deste 2º trimestre
do 2007, com 64% das empresas do setor acreditando em elevação. A indústria
aparece na segunda colocação com 61% dos empresários esperando crescimento do
faturamento e, em seguida, temos o setor de Serviços, com 57%.

As perspectivas de crescimento do faturamento são mais evidentes nas grandes
empresas com 76% delas aguardando alta no 2º trimestre de 2007. Nas médias e
nas pequenas empresas estes percentuais são de 69% e 55%, respectivamente.

A região Sudeste é aquela onde o percentual das empresas que esperam alta
do faturamento neste 2º trimestre é maior: 63%. Em seguida temos a região Sul,
com 60%; a Nordeste, com 58%; a Centro-Oeste, com 52%; e a Norte, com 50%.

Para o fechamento do ano de 2007, o otimismo quanto ao faturamento é ainda
superior. 72% dos empresários apostam em crescimento, 22% deles esperam
estabilidade e 6% acreditam em queda do faturamento em 2007, em relação ao
verificado em 2006.

Por porte, as mais otimistas são as grandes empresas, com 80% apostando no
crescimento do faturamento em 2007, seguidas pelas médias empresas, com 79%, e
pelas pequenas, com 67%. O destaque regional fica por conta das regiões Norte e
Sudeste, em que 74% e 73% das empresas dessas regiões, respectivamente, apostam
em crescimento do faturamento em 2007. Nas demais regiões, estes percentuais
empatam em 70%.

Lucros: Perspectiva este ano é a maior

A perspectiva de lucros é a maior para 2007. Pela pesquisa, 47% dos
entrevistados acreditam em elevação dos lucros no 2º trimestre de 2007, 39%
acreditam em estabilidade e 14% apostam em queda.

O Indicador Serasa de Perspectiva de Lucros – indicador construído com a
mesma metodologia do Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento – atingiu o
valor de 67, sendo este o maior de toda a série histórica da Pesquisa de
Perspectiva Empresarial, iniciada no 3º trimestre de 2005, conforme exibe o
gráfico abaixo.

Os setores Serviços e Comércio são os mais otimistas quanto aos lucros
neste 2º trimestre do 2007, com 49% e 48% das empresas, respectivamente,
acreditando em elevação. Em seguida, temos a Indústria com 43%.

As perspectivas de crescimento dos lucros, no 2º trimestre de 2007, estão
presentes nas grandes e médias empresas, com 53% e 52% delas, respectivamente,
aguardando elevação. As pequenas empresas têm 44%.

A região Sudeste é aquela em que o percentual das empresas que esperam
crescimento dos lucros neste 2º trimestre é maior: 50%. Em seguida temos a
região Sul com 46%, a Nordeste com 45%, a Norte com 42% e a Centro-Oeste com
33%.

Para o ano de 2007, o otimismo quanto aos lucros é ainda maior. 60% dos
empresários apostam em crescimento dos lucros neste ano, 30% deles esperam
estabilidade e 10% acreditam em queda dos lucros em 2007, em relação a
2006.

Os lucros em 2007 devem crescer mais, segundo perspectiva das grandes
empresas. 68% delas apostam no crescimento dos lucros em 2007, seguidas pelas
pequenas empresas (60%) e médias empresas (59%). O destaque regional fica por
conta do Nordeste, em que 66% das empresas apostam em crescimento dos lucros
neste ano. Nas demais regiões estes percentuais são: Sudeste (62%), Sul (58%),
Norte e Centro-Oeste (53%).

Investimento: Instituições financeiras esperam crescimento de
16,2%

De modo geral, a expectativa é de que os investimentos cresçam tanto no 2º
trimestre como no ano de 2007. Hoje, 59% das empresas entrevistadas afirmaram
que estão investindo. Para o 2º trimestre de 2007, 58% esperam investir mais,
36% pretendem manter o atual nível de investimentos e 6% pretendem
reduzi-los.

O destaque fica com as instituições financeiras: 70% delas esperam aumentar
os investimentos no 2º trimestre de 2007, em média, 16,2% sobre o mesmo
trimestre do ano passado. Em seguida temos o setor de Serviços, com 64% das
empresas do setor demonstrando intenções de ampliar seus investimentos, o
Comércio com 57% e, por fim, a Indústria com 53%.

Na análise por porte, 67% das grandes empresas são as que possuem maior
intenção de investimento neste trimestre. 62% das médias empresas planejam
elevar seus investimentos e, nas pequenas empresas, este percentual é de
55%.

Na decomposição por regiões, 79% das empresas da região Norte planejam
elevar seus investimentos no 2º trimestre de 2007. No Sudeste este percentual é
de 62%, no Centro-Oeste é de 57%, no Sul é de 55% e no Nordeste é de 53%.

O Indicador Serasa de Perspectiva de Investimento – indicador construído com
a mesma metodologia do Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento – atingiu
o valor de 76, confirmando a intenção do empresário de continuar investindo e
permanecer no patamar verificado a partir do 3º trimestre de 2006.

Para o ano de 2007, 63% dos empresários planejam elevar seus investimentos,
33% deles esperam mantê-los nos patamares atuais e 4% pretendem reduzi-los. As
grandes empresas são as que mais planejam elevar seus investimentos neste ano
com 69% de respostas neste sentido. Nas médias e pequenas empresas estes
percentuais são de 59% e 63%, respectivamente.

Na decomposição por regiões, 80% das empresas da região Norte planejam
elevar seus investimentos no ano de 2007. No Nordeste este percentual é de 67%,
no Centro-Oeste e no Sudeste é de 65%, no Sul é de 54%.

Estoques: Ficarão estáveis

A maioria dos entrevistados, 52%, afirmou que os estoques no 2º trimestre de
2007 ficarão estáveis. Para 28%, os estoques crescerão e, para 20%, irão cair.
Para o ano de 2007, 57% das empresas acreditam que os estoques deverão ficar
estáveis. O crescimento dos estoques é esperado por 25% das empresas e a
diminuição deles por 18% dos entrevistados.

Indicadores macroeconômicos

PIB: Maioria acredita em crescimento

Para a maior parte das empresas (62%), o PIB deverá crescer em 2007. Segundo
o levantamento, 35% das empresas acreditam que o crescimento do PIB este ano
deverá se situar entre 2% e 3%, ao passo que, para 35% dos entrevistados, o PIB
deverá crescer entre 3% e 4%. Somente para 10% das empresas, o PIB deverá ter
alta superior a 4% em 2007. As respostas foram coletadas antes da divulgação da
nova metodologia de cálculo do PIB efetuada pelo IBGE.

A expectativa em relação à taxa de câmbio, para 52% dos entrevistados, é de
estabilidade para o segundo trimestre e para o ano de 2007 (40%).

A percepção de queda na taxa de juros é compartilhada por todos os
segmentos, sobretudo pelas instituições financeiras e, na análise por porte,
pelas grandes empresas, tanto no 2º trimestre quanto no final de 2007. A
maioria dos entrevistados, 60%, apostam na queda no 2º trimestre e 59% na mesma
tendência para o fim de 2007. Para 44% das empresas a taxa SELIC deverá
encerrar o 2º trimestre entre 12% e 12,5% anuais e, para 46% das empresas,
deverá encerrar o ano abaixo de 12% anuais.

Indicadores de emprego e renda: Redução da taxa de desemprego

Pela primeira vez desde o 4º trimestre de 2005, observa-se um número maior
de empresas esperando redução da taxa de desemprego em vez do contrário: 38%
apostam em queda do desemprego e 33% em crescimento, para o 2º trimestre de
2007. Para o ano de 2007, este comportamento se mantém: 38% apostam em queda do
desemprego e 32% em crescimento.

A maior parte dos segmentos analisados está alinhada com a estabilidade da
renda do brasileiro para o 2º trimestre (49%). Para o ano de 2007 o percentual
de empresas que espera aumento da renda já empata com a estabilidade (39%).

Inadimplência: Aumento do endividamento da população

A expectativa de aumento da inadimplência da população caiu no 2º trimestre
de 2007. Metade, 50%, dos empresários espera crescimento da inadimplência do
brasileiro no 2º trimestre do ano. Na pesquisa anterior, do mesmo período de
2006, essa percepção era a de 56% dos entrevistados. Já para o final de 2007, a
percepção de alta foi apontada por 53% dos empresários, praticamente o mesmo
patamar de 2006 (52%).

Porém, quando perguntados sobre a inadimplência no seu próprio negócio, no
2º trimestre de 2007, a maioria, 63%, acredita em estabilidade. Para o final do
ano, 66% dos empresários esperam estabilidade da inadimplência nos seus
negócios, liderados pelos empresários do setor de serviços (71%) e, na análise
regional, pelo Sudeste (67%).

Sobre endividamento da população, a maioria, 63%, aposta em aumento para o
2º trimestre. Para o ano de 2007, a perspectiva de aumento do endividamento é
apontada por 65% dos entrevistados.

Crédito: Crescimento médio esperado é de 20,9% para
consumidor

As instituições financeiras, 66%, apostam em crescimento da oferta de
crédito para pessoa física e 82% para a pessoa jurídica, no 2º trimestre. O
aumento médio do crédito para consumidor esperado para o 2º trimestre é de
20,9%, e para as empresas, 14,5%. Para o ano, 79% das instituições financeiras
esperam crescimento na oferta de crédito para as empresas, sobre 2006, com uma
evolução média de 14,2%. No caso do crédito ao consumidor, 74% das instituições
financeiras esperam crescimento da oferta de crédito sobre o ano passado, na
média de 17,8%.

Modalidades de pagamento : Vendas a prazo são 69%

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo hoje está na
proporção de 31% para 69% respectivamente. A composição das formas de pagamento
não deve se alterar no 2º trimestre e no ano.

Metodologia

Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial

O objetivo da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial é identificar as
principais tendências da economia para o trimestre, semestre e para o ano, a
partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança
desses agentes.

A pesquisa da Serasa, que há 38 anos tem participação expressiva na evolução
econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e apresentou
um grande grau de assertividade em suas edições experimentais. Trata-se de um
levantamento estatístico com uma amostra de mais de mil empresas
representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições
financeiras, dos portes pequeno, médio e grande, e das regiões Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

A pesquisa divulga informações quantitativas de variáveis que captam as
perspectivas das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa
de juros e taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de
desemprego e renda média da população), a inadimplência e a oferta de crédito
geral (grau de inadimplência da população, inadimplência no seu negócio, oferta
de crédito na visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para
pessoa física (PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições
financeiras), os indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, preço dos
insumos) e as modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e
podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Foram obtidos a
partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram a maior
proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e queda).

Séries históricas

Para uma análise histórica da evolução dos resultados da Pesquisa Serasa de
Perspectiva Empresarial, foram criados o Indicador Serasa de Perspectiva de
Faturamento, o Indicador Serasa de Perspectiva de Investimento e o Indicador
Serasa de Perspectiva de Lucratividade.

Estes indicadores foram construídos utilizando-se as respostas dos
entrevistados da seguinte maneira:

Valor do Indicador = 50 + 0,5 x (% de respostas no crescimento – % de
respostas na queda)

Desta forma, os indicadores, por construção, variam numa escala de 0 a 100,
sendo que, quanto mais próximo de 100, maior é o percentual de empresas que
apostam na elevação da variável (faturamento, lucros ou investimento) em
detrimento daquelas que apostam em queda. Quanto mais próximo de 0, ocorre o
inverso. O valor 50, no índice, representa equilíbrio. Isto é, quando o
percentual de empresas que esperam crescimento da variável é exatamente igual
ao percentual das empresas que esperam queda na variável perguntada.

Esta metodologia é utilizada pelo Institute for Supply Management (ISM), dos
EUA, na elaboração e divulgação do Índice Nacional dos Gerentes de Compra
(Purchase Management Index – Manufacturing).

Sobre a Serasa: a serviço do desenvolvimento do Brasil

A Serasa é referência mundial no segmento e a maior empresa da América
Latina em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar
decisões de crédito e negócios.

As informações de todas as empresas legalmente constituídas no país e dos
consumidores com alguma atividade econômica são insumos básicos para a
atividade da Serasa, que, por meio da Tecnologia de Crédito, transforma-as em
conhecimento que agrega valor às soluções para negócios, crédito, análise
setorial e gestão de risco.

A Serasa conta com cerca de 2.400 profissionais qualificados para a
captação, a manutenção, a criação, a análise, a divulgação e a multiplicação
dos produtos e serviços oferecidos para todo o Brasil e o exterior, 24 horas
por dia, todos os dias da semana, dentro de padrões rígidos de segurança e
confidencialidade.

Subsidia com informações mais de 4 milhões de negócios/dia no país para mais
de 400 mil clientes diretos ou indiretos e tem acordos com empresas congêneres
no mundo inteiro, para facilitar, principalmente, as exportações brasileiras e
atrair investidores para as corporações e os projetos nacionais.

A Serasa está presente em todos os setores da economia para os quais
estende, também, sua atuação como Autoridade Certificadora e de Registro, nas
diversas modalidades de certificados digitais nos meios eletrônicos, incluindo
a Internet, para dar segurança, credibilidade e validade jurídica aos negócios
e às informações nesses ambientes.

Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para
negócios, a Serasa vem, há mais de uma década, contribuindo para a
transformação da cultura de crédito no Brasil, com a incorporação contínua dos
mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

Os reconhecimentos e as certificações internacionais atribuídos à Serasa
tornam-na referência em diversos parâmetros globais, o que é fruto da busca
pela excelência como filosofia e de sua prática no cotidiano da empresa. Mesmo
com vários concorrentes, a empresa é líder de mercado em todo território
nacional. Essa conjunção de fatores possibilita à Serasa repassar a seus
clientes e parceiros competência e inteligência, desenvolvidas ao longo de 38
anos e com investimentos contínuos em Tecnologias de Crédito, de Informação
(TI) e de Gestão.

A Serasa foi a vencedora do Prêmio Nacional da Qualidade 2005, em sua 14ª
edição, conferido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), e tornou-se,
assim, a primeira e única empresa brasileira a ter conquistado pela terceira
vez esse que é o maior prêmio à excelência em gestão no Brasil, e também a
única no mundo com três reconhecimentos dessa categoria a seu modelo de gestão.
Com essa conquista, a Serasa reafirma sua condição, há mais de uma década, de
Empresa Classe Mundial.

A excelência das práticas de gestão da Serasa vem sendo amplamente
reconhecida pelo mercado. A Serasa foi também a primeira a trazer para o Brasil
o reconhecimento internacional do Prêmio Ibero-americano da Qualidade 2002.

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