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Grandes empresas do setor imobiliário crescem 9,7%, aponta estudo da Serasa

22/03/2007

O setor da Construção Civil tem importância estratégica na economia
brasileira pelo seu extraordinário efeito multiplicador sobre os demais setores
da economia e, consequentemente, sobre o emprego, a renda e os impostos. Estudo
elaborado pela Serasa com mais de 41.000 demonstrativos financeiros de empresas
tanto de capital aberto como fechado revela uma expansão no ritmo de
crescimento do setor no ano passado.

Em 2006, o setor imobiliário foi beneficiado pelo aumento do volume de
crédito em conjunto com as medidas de incentivo adotadas pelo governo federal,
que refletiram num crescimento de 2,1% nas vendas das incorporadoras em geral.
Porém, quando analisamos as maiores empresas do setor, que têm atuação focada
nos grandes centros do país, o crescimento foi de 9,7%.

As construtoras (que englobam a construção civil pesada, empreiteiras, e a
construção civil leve, incorporadoras) obtiveram um crescimento de 6,9% no
faturamento líquido de 2006 sobre 2005.

Segundo os analistas da Serasa, as condições macroeconômicas do país estão
mais consistentes, o que estimula o desempenho do setor da construção civil
leve, pois há aumento da disponibilidade de recursos para a contratação de
financiamentos imobiliários pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
(SBPE), que opera com recursos das cadernetas de poupança e proporciona ao
tomador mais segurança em assumir dívidas de longo prazo. Vale destacar que os
bancos privados estão oferecendo melhores condições de financiamento, pois a
queda na taxa de juros tornou o financiamento imobiliário um produto mais
atraente para os bancos ao reduzir o retorno de outras aplicações concorrentes.
O sistema financeiro vem investindo neste setor mais do que é exigido por
lei.

As empreiteiras, que têm seu faturamento influenciado por contratos do setor
público, tiveram que redirecionar suas obras, em função da ausência de grandes
investimentos em infra-estrutura. Em função desse cenário, a construção civil
pesada atuou mais no mercado externo e apresentou evolução de 7,8% no
faturamento líquido.

O efeito multiplicador do setor pode ser observado quando analisados os
segmentos que formam a cadeia produtiva, tais como a indústria de cimento,
cerâmica, material elétrico, tintas e plásticos, que cresceu 6,4% em 2006, e
pelo comércio de materiais de construção, que engloba a comercialização dos
mais diversos materiais utilizados em obras, e apresentou crescimento de 6,7%
tendo como um dos fatores impulsionadores a melhoria das condições de crédito
do país.

A cadeia da Construção Civil brasileira foi o tema do Painel Setorial
Serasa, realizado na terça-feira, 20 de março. Foram apresentados os principais
desafios e expectativas dos segmentos industriais e de serviços da cadeia da
construção civil, com base nas análises técnicas da Serasa e da LCA
Consultores, do economista Luciano Coutinho.

O Painel Setorial Serasa Cadeia da Construção Civil contou ainda com a
participação de importantes lideranças do setor, como Élio Antonio Martins,
presidente da Eternit, Paulo Lacerda de Melo, vice-presidente da Construtora
Norberto Odebrecht, e o vice-presidente do Secovi e presidente da Comissão da
Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, João
Batista Crestana.

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