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Estudos de Inadimplência

Inadimplência das empresas tem alta em janeiro, revela indicador da Serasa

28/02/2007

Em janeiro de 2007, a inadimplência das empresas aumentou. Segundo o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica a alta observada foi de 9,9%
em relação a dezembro do ano passado.

Na comparação com janeiro de 2006, também houve alta na inadimplência das
pessoas jurídicas. O indicador da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas,
informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e
negócios, apontou crescimento de 9,6%.

Representatividade

Os títulos protestados voltaram a ocupar o primeiro lugar na
representatividade da inadimplência das empresas, medida pelo Indicador Serasa,
com 39,6% de participação, em janeiro de 2007. No mês anterior (dezembro), os
protestos tiveram peso de 39,2%. Em segundo lugar ficaram os cheques sem fundos
com um peso ligeiramente inferior ao dos protestos, 39,0%, em janeiro deste
ano. Os cheques sem fundos, no mês anterior, haviam registrado 39,3%.

Em terceiro lugar na representatividade do indicador, com participação de
21,4%, em janeiro, permanecem as dívidas com bancos, percentual ligeiramente
abaixo do peso registrado em dezembro, de 21,5%. Em janeiro de 2007, o valor
médio das anotações de títulos protestados das pessoas jurídicas ficou em R$
1.387,31. Os cheques sem fundos registraram valor médio de R$ 1.170,38, e as
dívidas com bancos atingiram R$ 4.040,29, em janeiro deste ano.

No primeiro mês de 2007, houve um aumento de 20,3% no valor médio das
anotações das dívidas com bancos e de 1,6% no valor médio dos títulos
protestados, em relação a janeiro de 2006. Já o valor médio dos registros de
cheques sem fundos em janeiro de 2007 diminuiu 8,2% em relação a janeiro de
2006.

Argumentação

Segundo os técnicos da Serasa, a alta na inadimplência das empresas, nos
períodos apurados, decorreu do grande aumento no crédito concedido às empresas
em 2006, cujo crescimento foi de 22,1% no ano, superando as expectativas; da
permanência dos juros elevados; da queda da rentabilidade das empresas
exportadoras, devido ao real valorizado, e do mal dimensionamento das
compras/estoques no último trimestre de 2006, para atender às demandas do Dia
das Crianças e do Natal.

A concessão de crédito sem metodologia adequada associada ao elevado
comprometimento da renda dos consumidores, com o pagamento das dívidas típicas
de início de ano (compras de Natal, impostos, material e matrícula escolar e
despesas com viagens) também contribuiu para o aumento na inadimplência das
empresas. No entanto, para a Serasa, os indicadores atuais de inadimplência não
indicam tendência.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

 

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