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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Empresários esperam investir e faturar mais em 2007, aponta pesquisa da Serasa

05/02/2007

Os empresários no Brasil estão mais otimistas com a economia em 2007, em
relação às perspectivas que tinham para 2006, acreditando no crescimento do
faturamento e do lucro e pretendendo investir mais. É o que aponta a pesquisa
de Perspectiva Empresarial feita pela Serasa, entre 8 e 12 de janeiro de 2007,
com 1021 executivos de todo o país (presidentes, diretores e
economistas-chefes). O objetivo é identificar as principais tendências da
economia para o primeiro trimestre e semestre de 2007, a partir do levantamento
das perspectivas dos empresários, indo além da confiança desses agentes.

Segundos os técnicos da Serasa, o otimismo demonstrado na pesquisa realizada
em janeiro de 2006, é reflexo dos estímulos macroeconômicos que estão colocados
para este ano de 2007 tais como:

a) continuidade do processo de redução das taxas de juros no país.
Particularmente no que diz respeito ao financiamento dos investimentos
empresariais, o patamar atual da TJLP (6,5% ao ano), encargo básico para as
operações com recursos do BNDES, é um estímulo adicional neste aspecto;

b) perspectivas de elevação da massa salarial não apenas pelo aumento do
nível de emprego mas, sobretudo, pela elevação dos salários reais tendo em
vista a inflação sobre controle e o aumento previsto de 8,5% em 2007 do
salário-mínimo;

c) ampliação da oferta de crédito pelo setor bancário, com encargos menores,
tanto para as pessoas físicas quanto para as pessoas jurídicas. Em 2006, as
operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres cresceram 22,1%
(pessoa jurídica) e 25,2% (pessoa física). Em 2007 deve-se registrar taxas de
crescimento não muito diferentes destas;

d) incremento na atividade do setor de construções residenciais pelo efeito
das medidas adotadas pelo governo ainda em 2006 (redução do IPI de vários
materiais de construção, introdução de financiamentos imobiliários com
prestações fixas para imóveis de até R$ 350 mil, dentre outras);

e) estímulos proporcionados pelo PAC – Plano de Aceleração do Crescimento ao
setor de construção civil, especialmente no ramo de edificações e de construção
pesada. Embora a Pesquisa de Perspectiva Empresarial tenha sido realizada dias
antes do anúncio oficial do PAC pelo governo, já havia no meio empresarial
expectativas de que o plano iria incluir uma série de obras públicas de
infra-estrutura;

f) apesar do câmbio valorizado, os preços das commodities exportadas pelo
país (minerais e agrícolas) devem continuar em alta no mercado internacional
estimulando os investimentos dos setores exportadores destes produtos.

A nova pesquisa da Serasa, que há 38 anos tem participação expressiva na
evolução econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e
apresentou um grande grau de assertividade em suas edições experimentais.
Trata-se de um levantamento estatístico com uma amostra de 1.021 empresas
representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições
financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Os resultados foram comparados com os obtidos na pesquisa de janeiro de
2006, na qual também foram entrevistadas empresas sobre perspectivas para o
primeiro trimestre de 2006 e para o semestre.

A pesquisa divulga informações quantitativas de variáveis que captam as
perspectivas das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa
de juros e taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de
desemprego e renda média da população), a inadimplência e oferta de crédito
geral (grau de inadimplência da população, inadimplência no seu negócio, oferta
de crédito na visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para
pessoa física (PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições
financeiras), os indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, preço dos
insumos) e as modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e
podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Os resultados foram
obtidos a partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram
a maior proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e
queda).

Veja os resultados nos 5 blocos da pesquisa:

1º Bloco: Indicadores macroeconômicos

Para a maior parte das empresas (64%), o PIB deverá crescer em 2007. Os mais
otimistas estão no segmento de grande porte (67%), e por setor o destaque fica
para as instituições financeiras (73%). A análise por região aponta que as
Norte (51%) e Sul (59%) são as menos otimistas para este ano. O Nordeste (73%)
e o Centro-Oeste (67%) são as regiões mais otimistas.

A expectativa em relação à taxa de câmbio, para 66% dos entrevistados, é de
estabilidade para o primeiro trimestre e para o semestre de 2007 (59%).

A percepção de queda na taxa de juros é compartilhada por todos os
segmentos, sobretudo pelas instituições financeiras e, na análise por porte,
pelas grandes empresas, tanto no trimestre quanto no semestre. A maioria dos
entrevistados, 54%, apostam na queda no 1º trimestre e 52% na mesma tendência
para o semestre. Em 2006 o percentual era 55% e 51%, respectivamente.

2º Bloco: Indicadores de emprego e renda

Observa-se que as opiniões ficam igualmente divididas entre expectativa de
crescimento, estabilidade e queda da taxa de desemprego no primeiro trimestre
do ano. Em 2006, 33% apostavam em queda e 38% em crescimento, para o 1º
trimestre de 2006. Para o 1ºsemestre deste ano, 37% crêem na estabilidade do
desemprego, 35% na queda e 28% em crescimento. Em 2006 eram 34%, 31% e 35%,
nesta mesma ordem.

As instituições financeiras e as empresas de grande porte apostam na
estabilidade da taxa de desemprego, 45% e 41% respectivamente, para o primeiro
trimestre de 2007. O otimismo aumenta para o 1º semestre em todos os portes. Os
menos otimistas são os empresários da região Norte, 40% apostam em alta do
desemprego para o semestre.

A maior parte dos segmentos analisados está alinhada com a estabilidade da
renda do brasileiro, tanto para o 1º trimestre quanto para o semestre
(48%).

3º Bloco: Inadimplência e oferta de crédito

A expectativa de aumento da inadimplência da população caiu em 2007. A
maioria dos empresários, 55%, espera crescimento da inadimplência do brasileiro
no primeiro trimestre do ano. Na pesquisa anterior, do mesmo período de 2006,
essa percepção era a de 60% dos entrevistados. Já para o 1º semestre de 2007, a
percepção de alta e estabilidade divide igualmente os empresários, 42%. O
comércio e a indústria são os segmentos que mais apostam em alta para o
trimestre, 58% e 57%, nesta mesma ordem. As regiões Norte e o Nordeste são as
mais pessimistas para o semestre, ambas com 46% de seus empresários nesta
opinião.

Porém, quando perguntados sobre a inadimplência no seu próprio negócio, no
1º trimestre de 2007, a maioria, 59%, acredita em estabilidade, mesmo número de
2006. O percentual de empresários que espera queda da inadimplência subiu de
20%, em 2006, para 24% neste 1º trimestre .

Apostam mais na estabilidade da inadimplência no primeiro trimestre do ano o
setor de serviços e a indústria, e por região a Sudeste (67%, 66% e 63%,
respectivamente).

O comércio se sobressai com a perspectiva de aumento da inadimplência maior
que os demais segmentos e por região os menos otimistas para o trimestre estão
na Centro-Oeste.

Sobre endividamento da população, a maioria, 64%, aposta em aumento, contra
67% do ano anterior, para o trimestre. A percepção é maior no Norte (79%),
Sudeste (66%) e por setor entre as instituições financeiras (73%).

Para os empresários dos setores indústria, comércio e serviços, o crédito
geral deve crescer no primeiro trimestre deste ano, 55%, 50%, 58%,
respectivamente. A região Sudeste é a mais otimista, 59%, para o trimestre e o
Sul para o semestre (64%).

A maioria dos entrevistados das instituições financeiras, 85%, aposta em
crescimento da oferta de crédito para pessoa física e 79% para a pessoa
jurídica, no trimestre. O aumento médio do crédito para consumidor esperado
para os três primeiros meses deste ano é de 14,5%, e para as empresas,
12,1%.

4º Bloco: Indicadores do negócio

A expectativa de crescimento no faturamento da empresa apresentou alta em
2007. Em 2006, 47% dos entrevistados esperavam alta no 1º trimestre do ano,
enquanto em 2007 são 53%. Para o semestre o crescimento é maior, 64%, contra
55% dos entrevistados em 2006. O crescimento médio esperado para o faturamento
nos três primeiros meses do ano é 14,3% sobre o ano anterior.

Os que aguardam com maior otimismo esta perspectiva são as empresas de
grande porte, 62%, e a região Sul (57%). As regiões Norte e Centro-Oeste são as
menos otimistas, ambas com apenas 44% de seus empresários acreditando no
aumento do faturamento de suas empresas.

Para o semestre as grandes empresas, com 71% de seus empresários, e o
Nordeste, com 68% dos entrevistados, são os mais otimistas quanto ao
faturamento de suas empresas.

No balanço do semestre, 14,6% deve ser o aumento do faturamento para 64% dos
empresários entrevistados.

Faturamento da Indústria (na visão do comércio, serviços e
instituição financeira)

A metade (50%) das empresas de outros setores, ao opinar sobre a expectativa
de faturamento do segmento da indústria, também demonstra otimismo e aposta em
crescimento para o primeiro trimestre de 2007. Em 2006, 36% esperavam alta e
46% estabilidade para o trimestre. Esta percepção é mais acentuada na visão das
instituições financeiras.

Faturamento do Comércio (na visão da indústria, serviços e
instituição financeira)

A perspectiva para o comércio, vista pelos demais setores, é de estabilidade
para o primeiro trimestre de 2007 para 41% dos entrevistados. Para o semestre a
perspectiva é de crescimento, para 51% dos entrevistados.

Em 2007, para o 1º trimestre, cresceu o percentual dos que apostam em
crescimento, 38%, contra 33% em 2006. As instituições financeiras (57%) e as
empresas do Nordeste (49%) são as mais otimistas e acham que o 1º trimestre de
2007 será favorável para o comércio. As perspectivas são melhores para o 1º
semestre.

Faturamento de Serviços (na visão da indústria, comércio e
instituição financeira)

A previsão também é de otimismo, para 50%, com destaque para as instituições
financeiras, que apostam mais fortemente em fechamento do trimestre em alta
(67%). Em 2006, 36% apostavam em alta e 50% em estabilidade. A perspectiva é de
crescimento também para o semestre.

Investimento em sua empresa

De modo geral, a expectativa é de que os investimentos cresçam. Hoje, 57%
das empresas entrevistadas afirmaram que estão investindo. Para o primeiro
trimestre de 2007, 63% esperam investir. O destaque fica com as instituições
financeiras, 71%, que devem aumentar os investimentos, na média de 17,5,% sobre
o primeiro trimestre de 2006.

Na análise por porte, 65% das pequenas empresas são as que possuem maior
intenção de investimento neste trimestre.

Lucro

A perspectiva de lucro é maior para 2007. Em 2007, 43% acreditam em
estabilidade e 40% em aumento do lucro no primeiro trimestre. Em 2006, 34%
esperavam aumento. Para o semestre, o otimismo aumenta, 49% apostam em alta,
contra 42% de 2006. Serviços é o segmento mais otimista, 54%, para o semestre.
As regiões Sudeste e Nordeste são as que mais aguardam alta dos lucros no
semestre.

Estoque

A maioria dos entrevistados, 70%, afirmou que o estoque ficou dentro do
esperado. Para 12%, o estoque ficou acima e para 18%, abaixo.

5º Bloco: Modalidades de pagamento

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo hoje está na
proporção de 30% para 70% respectivamente.

No setor indústria, a composição das formas de pagamento varia
significativamente e trabalha com a proporção de 16% e 84%. A composição das
formas de pagamento não deve se alterar no trimestre e no semestre deste ano,
variando em torno de 1 ponto percentual.

 

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