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Estudos de Inadimplência

Inadimplência do consumidor fecha 2006 com alta de 10,3% aponta Serasa

17/01/2007

A inadimplência do consumidor teve alta de 10,3% no acumulado janeiro a
dezembro de 2006, em comparação com o mesmo período de 2005, segundo o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física. O aumento é menor do que os
13,5% registrados no acumulado janeiro a dezembro de 2005 contra o mesmo
período de 2004, conforme estudo realizado pela Serasa, maior empresa do Brasil
em informações, pesquisas e análises econômico-financeiras para apoiar decisões
de crédito e negócios.

O mês de dezembro de 2006, entretanto, registra queda de 3,6% ante o mês
anterior, novembro, quando o indicador havia apresentado alta de 2,6%. Na
comparação dezembro de 2006 contra dezembro de 2005, a inadimplência do
consumidor mostrou recuo de 0,5%.

Representividade

As dívidas com bancos continuam liderando a representatividade de
participação no Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Física, com 35,3%,
um pouco acima do registrado em novembro, quando também ficou em primeiro
lugar, com 34,6%.

Em segundo lugar em dezembro, vêm, com participação de 32,2%, as dívidas com
cartões e financeiras, que em novembro haviam registrado 32,7%. Os cheques sem
fundos aparecem em terceiro lugar, com uma representatividade de 29,7% em
dezembro de 2006, pouco abaixo dos 30% registrados em novembro. Por fim os
protestos, que têm menor peso na inadimplência de pessoa física, apresentaram
em dezembro uma participação de 2,8%, a mesma ocorrida em novembro.

Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência, o valor médio das anotações de
cheques sem fundos das pessoas físicas foi de R$ 583,26. Quanto às dívidas com
bancos, o valor médio dos registros em dezembro ficou em R$ 1.167,40. As
dívidas com cartões de crédito e financeiras registraram valor médio de R$
336,74 e os registros de títulos protestados, no mesmo período, ficaram em R$
789,28.

No decorrer de 2006, houve um aumento de 26,4% no valor médio das anotações
das dívidas com cartões de crédito e financeiras e de 12,7% no valor médio dos
registros de inadimplência das dívidas com bancos. O valor médio dos registros
de cheques sem fundos em 2006 aumentou 9,2% em relação a 2005, e dos protestos
apresentou alta de 4,3%.

Argumentação

O balanço da inadimplência dos consumidores em 2006 (+10,3%) é ligeiramente
mais favorável que o registrado em 2005 (+13,5%). Segundo os técnicos da
Serasa, o aumento do emprego formal, da massa salarial, da renda e a correção
real do salário mínimo aliados à queda dos juros e da inflação promoveram uma
menor inadimplência no ano passado, mesmo com o crédito crescendo 23,4% até
novembro, último dado oficial disponível. Esse conjunto de fatores também fica
evidente no comparativo dezembro de 2006 sobre 2005, quando registrou-se uma
queda de 0,5%.

De qualquer forma, a inadimplência deve ser monitorada em 2007, e é
fundamental que se empreendam esforços para sua redução, que é determinante
para a queda mais acelerada das taxas de juros do mercado e para o crescimento
consistente e seguro do crédito.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para pessoa jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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