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Estudos de Inadimplência

Inadimplência dos consumidores aumenta em novembro, aponta indicador da Serasa

13/12/2006

A inadimplência dos consumidores aumentou 2,6% em novembro de 2006, na
comparação com outubro deste ano, revelou o Indicador Serasa de Inadimplência
Pessoa Física. O indicador voltou a registrar alta na inadimplência, que já
havia crescido 5,0% na relação outubro com setembro deste ano. O aumento, no
entanto, foi menor que o anterior.

Quando comparada a novembro de 2005, a inadimplência dos consumidores também
registrou acréscimo. A Serasa, maior empresa do Brasil em informações,
pesquisas e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e
negócios e referência mundial no segmento, apontou alta de 2,5% no período. No
acumulado dos onze meses de 2006, o indicador mostrou aumento de 11,3% na
inadimplência das pessoas físicas, em relação ao mesmo período do ano
passado.

Representatividade

De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, em novembro
deste ano, as dívidas com os bancos assumiram o primeiro lugar no ranking de
representatividade na inadimplência dos consumidores. No décimo primeiro mês de
2006, a participação foi de 34,6%, enquanto em novembro de 2005, o peso das
dívidas com o sistema financeiro foi de 31,0%.

Em novembro de 2006, o segundo maior índice na representatividade da
inadimplência das pessoas físicas foi o das dívidas com cartões de crédito e
financeiras, que teve peso de 32,7%, o mesmo que em novembro do ano
passado.

Os cheques sem fundos foram responsáveis por 30,0% da inadimplência dos
consumidores, no décimo primeiro mês deste ano. A participação desse índice
ficou abaixo da registrada em novembro de 2005, que foi de 33,4%. Os títulos
protestados tiveram peso de 2,8% na inadimplência dos consumidores, em novembro
de 2006, a mesma participação de novembro de 2005.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas de
janeiro a novembro de 2006 foi de R$ 580,11. Já o valor médio dos títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 788,59, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.158,91 e os
registros de dívidas com cartões de crédito e financeiras, de R$ 336,62.

Em relação aos onze meses de 2005, houve um crescimento de 27,1% no valor
médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras e uma alta de 11,8% no
valor das dívidas com os bancos. O valor médio das anotações de cheques sem
fundos aumentou 8,8% em relação aos onze meses de 2005, e o valor dos títulos
protestados registrou uma alta de 4,7%.

Argumentação

Segundo os técnicos da Serasa, o maior comprometimento da renda da população
com as dívidas contraídas junto ao varejo, aos bancos e às financeiras resultou
no crescimento da inadimplência em novembro deste ano, na comparação com
novembro de 2005 e outubro de 2006, e no acumulado de janeiro a novembro de
2006 frente ao mesmo período do ano passado.

O aumento da renda do consumidor – sustentado pelo reajuste do salário
mínimo, inflação baixa, expansão do emprego e reajustes salariais com ganho
real – e a redução das taxas de juros atenuaram um crescimento maior da
inadimplência das pessoas físicas.

No entanto, apesar da alta de 11,3% na inadimplência no acumulado do ano até
novembro, esse crescimento é inferior à expansão verificada no volume de
crédito concedido às pessoas físicas que, somente até outubro, já registrava um
aumento de 21,8%.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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