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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Cresce o otimismo dos empresários brasileiros para a economia em 2007

04/12/2006

Os empresários brasileiros estão mais otimistas para a economia em 2007, em
relação às perspectivas que tinham para 2006. É o que aponta a pesquisa inédita
de Perspectiva Empresarial feita pela Serasa, entre 28 de outubro e 8 de
novembro, com executivos de todo o país (presidentes, diretores e economistas
chefes). O objetivo é identificar as principais tendências da economia para o
fechamento de 2006 e 2007, a partir do levantamento das perspectivas dos
empresários, indo além da confiança desses agentes.

A nova pesquisa da Serasa, que há 38 anos tem participação expressiva na
evolução econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e
apresentou um grande grau de assertividade em suas edições experimentais.
Trata-se de um levantamento estatístico com uma amostra de 1.032 empresas
representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições
financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Os resultados foram comparados com os obtidos na pesquisa de setembro de
2005, na qual foram entrevistadas 916 empresas sobre perspectivas para
2006.

A pesquisa divulga informações quantitativas de variáveis que captam as
perspectivas das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa
de juros e taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de
desemprego e renda média da população), a inadimplência e oferta de crédito
geral (grau de inadimplência da população, inadimplência no seu negócio, oferta
de crédito na visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para
pessoa física (PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições
financeiras), os indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, preço dos
insumos) e as modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e
podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Os resultados foram
obtidos a partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram
a maior proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e
queda).

1. PIB

1.1 Expectativas para 2007

Os empresários brasileiros estão mais otimistas para a economia em 2007, em
relação às perspectivas que tinham para 2006. Dos empresários entrevistados,
64% acreditam que 2007 registrará crescimento do PIB, contra 56% que
acreditavam nesta evolução para 2006.

Na análise por setor, há consenso de que 2007 será um ano melhor. Os
empresários das Instituições Financeiras (Bancos, Financeiras, Seguradoras e
outros) são os mais otimistas, com 75% dos entrevistados apostando nesta
direção ante 70% em 2006. A seguir, estão os empresários do Comércio com 68%
deles apostando em crescimento do PIB no próximo ano, frente a 53% que viam
esta perspectiva para 2006. A maioria dos empresários (64%) de Serviços crê em
crescimento econômico em 2007 e eram 58% na pesquisa sobre 2006. A Indústria,
entre todos os setores, é o de menor otimismo para o próximo ano (62%), ainda
que se situe acima da perspectiva verificada para 2006 (54%).

O setor de Instituições Financeiras, capitaneando as perspectivas de
crescimento para 2007, aponta para a maior confiança na recuperação do mercado
interno, na evolução do crédito e na melhoria do emprego. Nesta esteira seguem
os Serviços e a Indústria. Esta última mostra-se cautelosa sobre as diretrizes
do câmbio valorizado e do intercâmbio comercial (concorrência com os
importados) e a questão energética (oscilações internacionais no preço do
petróleo e o fornecimento do gás boliviano) para o próximo ano.

Os empresários do Nordeste (74%) e do Sudeste (66%) acreditam mais em
crescimento do PIB em 2007. Na primeira região, os aportes de investimentos,
via migração de empresas de outras regiões do país, o incremento do turismo
nacional e internacional e os benefícios sociais têm determinado uma elevação
da renda local e a maior oferta de emprego, gerando mudanças positivas nas
perspectivas. No Sudeste, o melhor desempenho do mercado interno motiva a
expectativa de um 2007 superior a 2006. Os empresários do Sul e do Centro-Oeste
dividem a mesma opinião sobre 2007, 62% vêem crescimento, sendo que os do Sul
são os que mais reforçam esta perspectiva, pois para 2006 eram apenas 48% dos
entrevistados, enquanto que no Centro-Oeste já eram 60%. A crise do Agronegócio
e a valorização do real impactaram os negócios locais, nestas duas regiões (Sul
e Centro-Oeste), e a reavaliação das políticas oficiais para o setor agrícola
abre nova perspectiva para o próximo ano. O Norte é a região menos otimista em
relação ao PIB, em 2007, com 39% dos empresários acreditando no crescimento e
58% na estabilidade. A queda das exportações da Zona Franca de Manaus é um dos
fatores que atuaram negativamente na região

1.2 Expectativas Iniciais vs. Perspectivas de Fechamento para 2006

a) Geral – No 4º trimestre de 2005, 51% das empresas projetavam crescimento
do PIB em 2006, 35% estimavam estabilidade e 14% previam queda. No 4º trimestre
de 2006, o percentual das empresas que estimam aumento do PIB neste ano passou
para 56%, a estabilidade corresponde agora a 30% das empresas e 14% ainda
apontam queda.

1.3 Comentários sobre a evolução em 2006

Houve, ao longo do ano uma diminuição do grau de incerteza dos empresários
quanto as perspetivas de crescimento da economia brasileira em 2006, isto é, se
a economia iria ou não crescer em 2006. Os temores quanto a uma trajetória de
“pouso forçado” da economia norte-americana, no cenário internacional, e as
dúvidas quanto ao cenário político-econômico pós eleitoral, no âmbito interno,
foram se dissipando no transcorrer no ano, muito embora tenhamos presenciado
uma redução nas estimativas de quanto a economia brasileira iria crescer em
2006. O maior grau de revisão foi verificado nas instituições financeiras (no
final de 2005, 58% delas apostavam em crescimento econômico para 2006 sendo
que, agora, 70% delas acreditam em crescimento econômico neste ano).
Curiosamente, as empresas da região Norte acabaram tornando-se mais pessimistas
no decorrer do ano (redução do percentual que apostava em crescimento da
economia de 67% para 45%), muito provavelmente influenciadas pela excessiva
valorização cambial e seus reflexos no setor eletro-eletrônico.

2. DESEMPREGO

2.1 Expectativas para 2007

Para 2007, os empresários brasileiros se apresentam bem divididos em relação
ao desemprego, 35% acreditam em queda, 30% em estabilidade nos patamares atuais
e 35% em aumento. Para 2006, as perspectivas nesta mesma ordem eram de: 30%
(queda), 30% (estabilidade) e 40%(crescimento). Assim, há uma pequena melhora
na perspectiva dos empresários para o emprego no próximo ano.

Na análise setorial, as Instituições Financeiras e os Serviços acreditam em
maior queda do desemprego, ambos com 41% de seus empresários. O Comércio aposta
entre estabilidade (34%) e crescimento (38%) do desemprego e a Indústria têm
seus empresários divididos entre crescimento (37%) e queda (34%). A questão
cambial, os juros e as dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação da renda
e do consumo geram algumas incertezas sobre o emprego.

Os empresários do Nordeste (53%) são os que mais acreditam em queda do
desemprego em 2007. Opostamente, estão os do Sul (44%) e Norte (43%), que mais
enxergam crescimento no desemprego. Estas perspectivas refletem o desempenho
econômico de cada região em 2006 e que se projeta para 2007.

2.2 Expectativas Iniciais vs. Perspectivas de Fechamento para 2006

a) Geral – No 4º trimestre de 2005, 29% das empresas projetavam aumento do
desemprego em 2006, 37% estimavam estabilidade e 35% previam queda. No 4º
trimestre de 2006, o percentual das empresas que apontam aumento de desemprego
neste ano passou para 40%, ao passo que a estabilidade e a queda correspondem
agora a 30% em ambas as categorias.

2.3 Comentários sobre a evolução em 2006

Houve uma deterioração das expectativas empresariais quanto à evolução do
emprego em 2006, presenciada em todas as regiões e em todos os setores
econômicos pesquisados, que pode ser explicada pela desaceleração da economia
brasileira ao longo do segundo semestre deste ano e a frustração que isto
acabou provocando sobre as expectativas iniciais, mais otimistas, formadas no
final do ano passado para o desempenho da economia em 2006.

3. INADIMPLÊNCIA

3.1 Expectativas para 2007

47% dos empresários brasileiros acham que a inadimplência da população
crescerá em 2007, 38% avaliam sua estabilidade e 15% queda, ou seja, 53% estão
entre estabilidade e queda. De qualquer forma, estes registros são melhores do
que as perspectivas para 2006, quando havia 63% dos empresários esperando
aumento da inadimplência, 25% estabilidade e 12% queda. A pesquisa mostra que
há um sentimento de que a inadimplência já cresceu bastante em 2006 e que em
2007 deve se estabilizar ou até mesmo cair, por conta da melhora da renda, do
emprego e da redução das taxas de juros.

A Indústria (52%) é o segmento que aguarda maior crescimento da
inadimplência da população no ano que vem. Em 2006, sua perspectiva de
crescimento era de 65%. As Instituições Financeiras, para 2007, se dividem em
48% na perspectiva de crescimento e 52% entre estabilidade (29%) e queda (23%).
Para 2006, as perspectivas deste setor eram de 62% para crescimento e 38% entre
estabilidade (22%) e queda (16%). O Comércio apresenta 46% de seus empresários
vislumbrando crescimento da inadimplência, 41% estabilidade dos patamares
atuais e 13% queda. Em 2006, estas perspectivas do Comércio eram de 69% para
crescimento, 22% para estabilidade e 9% para queda. Serviços é o setor que
apresenta menor perspectiva de crescimento da inadimplência da população em
2007, 45%, seguindo a mesma percepção relativa que tinha para 2006 (57%). 38%
dos empresários de Serviços acreditam em estabilidade da inadimplência no
próximo ano e 17% em queda.

O Norte é a região onde os empresários estão menos otimistas quanto à
inadimplência da população em 2007, com 59% acreditando em aumento e 41% entre
estabilidade (33%) e queda (8%). O Nordeste congrega os empresários mais
otimistas do país no que diz respeito à inadimplência da população para 2007,
42% deles esperam aumento e 58% têm a perspectiva entre estabilidade (35%) e
queda (23%). O Sudeste tem 48% de seus empresários com perspectiva de aumento
da inadimplência da população no próximo ano e 52% acreditando entre
estabilidade (39%) e na queda (13%). O Centro-Oeste e o Sul possuem,
igualmente, 46% de seus empresários esperando aumento da inadimplência e 54%
deles divididos entre estabilidade e queda. Em todas as regiões, as
perspectivas para a inadimplência da população em 2007 são melhores que as
verificadas para 2006.

3.2 Expectativas Iniciais vs. Perspectivas de Fechamento para 2006

a) Geral – No 4º trimestre de 2005, 43% das empresas projetavam aumento da
inadimplência em 2006, 39% estimavam estabilidade e 18% previam queda. No 4º
trimestre de 2006, o percentual das empresas que apontam aumento da
inadimplência neste ano passou para 63%, o percentual de estabilidade recuou
para 25% e o da queda caiu para 12% das empresas.

3.3 Comentários sobre a evolução em 2006

Verificou-se em 2006 uma piora da percepção empresarial quanto à
inadimplência da população brasileira, especialmente para os empresários das
regiões Norte e Centro-Oeste. Isto ocorreu devido à crise do agronegócio e os
reflexos negativos da valorização cambial sobre as atividades produtivas
daquelas regiões .Por setores, todos exceto as instituições financeiras,
pioraram seus sentimentos em relação à inadimplência neste ano de 2006,
fenômeno que pode ser explicado pela frustração quanto ao ritmo de crescimento
dos negócios tendo em vista a realização de uma trajetória de redução das taxas
básicas de juros menos agressiva do que se imaginava. Além disto, os “spreads”
bancários continuaram bastante elevados em 2006 apesar das reduções da taxa
básica de juros (selic) verificada ao longo do ano e, por outro lado, o
endividamento geral da população continuou se elevando em 2006: “spreads”
elevados e endividamento crescente também favorecem o aumento da
inadimplência.

4. ENDIVIDAMENTO DA POPULAÇÃO

4.1 Expectativas para 2007

A maioria dos empresários brasileiros (56%) espera que o endividamento da
população cresça em 2007 e 44% deles acreditam na estabilidade (26%) ou na
queda (18%). Esta situação é melhor que a verificada para 2006, quando o
crescimento do endividamento reunia 74% dos empresários e 26% compartilhavam
entre estabilidade (16%) e queda (10%).

Os empresários das Instituições Financeiras (68%) são os que mais crêem no
aumento do endividamento da população em 2007. Na perspectiva de 2006, também
opinaram da mesma forma, com 85% dos entrevistados. O Comércio e os Serviços
apresentam esta relação mais equilibrada, com 55% de seus empresários
respondendo pelo maior endividamento e 45% se dividindo entre estabilidade e
queda do endividamento da população no próximo ano. Em todos os setores há
consenso de que este endividamento crescerá menos que o ano passado.

O Nordeste é a região mais otimista no que diz respeito ao endividamento de
sua população em 2007, segundo os empresários locais. 45% acham que ele
crescerá, 30% vêem estabilidade e 25% trabalham com queda. A seguir aparece o
Sudeste, com 55% de seus empresários vendo o aumento do endividamento, 28%
contam com a estabilidade e 17% com a queda. Ambas áreas (Nordeste e Sudeste)
têm perspectivas para 2007 melhores que 2006. O Norte é a região onde os
empresários mais acreditam no aumento do endividamento da população em 2007,
com 72% dos entrevistados, mantendo a mesmo patamar de 2006.

4.2 Expectativas Iniciais vs. Perspectivas de Fechamento para 2006

a) Geral – No 4º trimestre de 2005, 56% das empresas projetavam aumento do
endividamento da população em 2006, 33% estimavam estabilidade e 11% previam
queda do endividamento. No 4º trimestre de 2006, o percentual das empresas que
apontam aumento do endividamento em 2006 passou para 74%, o percentual de
estabilidade recuou para 16% e o de queda para 10% das empresas.

4.3 Comentários sobre a evolução em 2006

Houve uma revisão geral, para cima, por parte das empresas, sem distinção de
região ou setor econômico, quanto ao nível de endividamento da população
brasileira ao longo de 2006. Alguns fatores estão por trás deste comportamento.
Primeiro, a oferta de crédito por parte do setor financeiro avançou em 2006 num
ambiente de encargos finais ligeiramente declinantes; em segundo lugar, o
crédito consignado em folha de pagamento também cresceu em 2006; em, terceiro
lugar, a renda média do brasileiro mostrou desaceleração no seu ritmo de
crescimento a partir do 3º trimestre, o que leva as pessoas a aumentar o seu
grau de endividamento.

5. OFERTA DE CRÉDITO

5.1 Expectativas para 2007

64% dos empresários brasileiros acreditam que haverá aumento na oferta de
crédito em 2007, contra 50% na perspectiva de 2006. Na pesquisa atual, para
2007, 31% acham que haverá estabilidade e para 5% haverá queda. A expectativa
de redução da taxa de juros, da inadimplência sob controle, além da ligeira
recuperação da renda e do emprego, são fatores determinantes para a maior
oferta de crédito em 2007.

O setor de Serviços é o que mais crê no aumento da oferta de crédito, com
71% de seus empresários compartilhando esta opinião. A seguir está a Indústria
com 63% de seus empresários e o Comércio com 57%. Todos os setores apostam mais
na evolução do crédito em 2007 que em 2006.

Na visão das Instituições Financeiras, a oferta de crédito para as empresas
em 2007 será maior que em 2006, para 70% dos entrevistados. Na perspectiva para
2006, esta parcela correspondia a 65%. No caso da oferta de crédito para pessoa
física em 2007, pelas Instituições Financeiras, 79% dos empresários do setor
esperam aumento. Na perspectiva de 2006, esta opinião era equivalente a 70% dos
entrevistados.

O Nordeste e o Sudeste são as regiões que mais percebem o crescimento da
oferta de crédito em 2007, com 70% e 67% de seus empresários, respectivamente.
O Sul é a região em que há uma menor parcela de empresários (55%) que acham que
a oferta crescerá no ano que vem. Mais uma vez, o desempenho das economias
locais, em termos de comércio, indústria, agricultura e comércio exterior,
definem as perspectivas

5.2 Expectativas Iniciais vs. Perspectivas de Fechamento para 2006

a) Geral – No 4º trimestre de 2005, 54% das empresas projetavam aumento da
oferta de crédito em 2006, 38% apontavam estabilidade e 8% previam queda. No 4º
trimestre de 2006, o percentual das empresas que apontam aumento do crédito em
2006 recuou ligeiramente para 50%, o percentual de estabilidade elevou-se para
42% e o de queda manteve-se em 8%.

5.3 Comentários sobre a evolução em 2006

Houve uma ligeira revisão para menor em termos da expansão da oferta de
crédito em 2006. As revisões mais acentuadas ocorreram no Centro-Oeste e nas
empresas do setor comercial.

5.4 Oferta de Crédito – Pessoa Física

No 4º trimestre de 2005, 63% das instituições financeiras previam elevação
da oferta de crédito para pessoa física em 2006, 29% previam estabilidade e 8%
apostavam em redução. No 4º trimestre de 2006, o percentual de instituições
financeiras apontando para elevação do crédito às pessoas físicas passou para
70%, reduzindo-se o percentual de estabilidade para 23% e o de queda para
7%.

5.5 Oferta de Crédito – Pessoa Jurídica

No 4º trimestre de 2005, 62% das instituições financeiras previam elevação
da oferta de crédito para pessoa jurídica em 2006, 33% previam estabilidade e
5% apostavam em redução. No 4º trimestre de 2006, o percentual de instituições
financeiras apontando para elevação do crédito às pessoas jurídicas passou para
65%, reduzindo-se o percentual de estabilidade para 30% e a manutenção da queda
em 5%.

6. FATURAMENTO DAS EMPRESAS

6.1 Expectativas para 2007

Em relação ao faturamento de sua empresa, 66% dos empresários brasileiros
esperam aumento em 2007, contra 38% registrados na perspectiva para 2006. Para
2007, 27% dos empresários contam com estabilidade e 7% com queda no
faturamento. Na perspectiva 2006, eram 34% dos empresários que acreditavam na
estabilidade e 28% na queda do faturamento. A queda das taxas de juros, as
melhores condições de crédito, a recuperação do mercado interno e as
expectativas de melhores condições para o intercâmbio comercial, são fatores
que têm promovido perspectivas empresariais superiores em 2007 em relação a
2006.

O setor mais otimista é o de Serviços, com 68% dos seus empresários
esperando aumento do faturamento em 2007, seguido pelo Comércio (65%) e pela
Indústria (63%). Na perspectiva de 2006, 42% dos empresários de Serviços davam
conta de aumento do PIB, na Indústria eram 41% e no Comércio 31%. Estes dois
últimos setores (Indústria e Comércio) , para 2006, se dividiam também em
estabilidade do faturamento.

O Nordeste reúne a maior parcela de empresários (77%) com perspectiva de
aumento de faturamento em suas empresas em 2007, seguido pelo Sudeste (67%),
pelo Norte (61%), pelo Sul (60%) e, finalmente, pelo Centro-Oeste (56%). Todas
as regiões possuem empresários com perspectivas de crescimento de faturamento
em 2007 acima do patamar verificado em 2006

6.2 Expectativas Iniciais vs. Perspectivas de Fechamento para 2006

a) Geral – No 4º trimestre de 2005, 62% das empresas projetavam aumento do
seu faturamento em 2006, 32% apontavam estabilidade e apenas 7% previam queda.
No 4º trimestre de 2006, o percentual das empresas que projetaram aumento do
faturamento em 2006 caiu para 38%, o percentual de estabilidade elevou-se para
34% e o de queda elevou-se para 28%.

6.3 Comentários sobre a evolução em 2006

Houve uma certa frustração das expectativas empresariais quanto ao
crescimento do faturamento no ano de 2006, sendo que isto deu-se em todas as
regiões e em todos os setores econômicos levantados. O menor ritmo de expansão
do mercado interno, a crise do agronegócio, a diminuição do ritmo de
crescimento das exportações tendo em vista a valorização cambial e a
desaceleração da economia mundial impactaram negativamente os prognósticos
iniciais formados pelo empresariado nacional quanto ao faturamento a ser
percebido no ano de 2006.

7. INVESTIMENTO DAS EMPRESAS

7.1 Investimentos em 2006

52% das empresas entrevistadas estão, neste último trimestre, realizando
investimentos, ou seja, estão com projetos de investimentos (ampliação,
modernização, diversificação, aquisição de máquinas e equipamentos, etc.) em
curso.

O Setor Financeiro é o que está mais realizando investimentos com 62% de
respostas positivas nesta questão. Em seguida figuram o Setor de Serviços (56%
das empresas estão investindo), o Setor Industrial (54% das empresas) e, por
último, o Comércio (46% das empresas).

Por regiões geográficas, as empresas do Nordeste lideram os projetos de
investimentos (63% das empresas nordestinas estão investindo), seguidas pelas
empresas das regiões Norte e Sudeste (55% de empresas destas regiões com
projetos de investimento sendo realizados), Sul (45% das empresas) e
Centro-Oeste (38% das empresas).

Destas empresas que estão investindo em 2006, para 53% delas o volume de
investimentos está superior ao verificado no ano passado. Já o percentual das
empresas com estabilidade no volume de investimentos relativamente ao realizado
em 2005 é de 40% e o percentual de empresas com redução dos seus investimentos
é de 7%.

Na abertura setorial, 61% das Instituições Financeiras estão registrando
crescimento no volume de investimento em 2006, seguidas pelas empresas do ramo
de Serviços (58% estão investindo mais em 2006 do que em 2005), Indústria (54%)
e Comércio (48%).

Por regiões, 62% das empresas do Nordeste estão investindo mais em 2006 do
que em 2005, seguidas pelas empresas das regiões Centro-Oeste (60%), Norte
(59%), Sudeste (52%) e Sul (50%).

7.2 Expectativas para 2007

Coerente com as demais perspectivas para 2007, 63% dos empresários
brasileiros que estão investindo em 2006 planejam investir mais em suas
empresas no próximo ano. Na última perspectiva de 2006, esta parcela era de
53%. A redução das taxas de juros, a maior oferta de crédito, a inadimplência
estabilizada e o horizonte de maior faturamento levam as empresas brasileiras a
uma perspectiva mais otimista em relação a 2006.

As Instituições Financeiras têm 84% de seus empresários planejando investir
mais no próximo ano. A seguir, estão os de Serviços (65%), do Comércio (61%) e
da Indústria (59%). Este último segmento espera uma melhor definição sobre o
câmbio e o mercado interno para definir seus investimentos, que são,
caracteristicamente, mais elevados.

Na pesquisa regional, os empresários do Norte (70%) são os mais propensos a
ampliar seus investimentos no próximo ano. Nesta condição, a seguir, estão os
empresários do Nordeste (67%) Sudeste (63%) e do Sul (60%). Os empresários do
Centro-Oeste são os menos dispostos (49%) a ampliar investimentos em 2007, por
conta da crise no agronegócio. Aliás, é a única região do país em que a
intenção de aumentar investimentos é menor em relação à última perspectiva de
2006 (60%).

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