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Estudos de Inadimplência

Volume de cheques sem fundos tem queda em outubro, aponta estudo da Serasa

22/11/2006

Levantamento nacional da Serasa apontou queda de 2,6% no volume de cheques
devolvidos, por falta de fundos, a cada mil compensados, em outubro de 2006 na
relação com setembro. No décimo mês deste ano, foram devolvidos, por
insuficiência de fundos, 18,4 cheques a cada mil compensados, enquanto no mês
anterior (setembro), houve 18,9 devoluções a cada mil compensações.

O total de cheques devolvidos, em outubro de 2006, foi de 2,7 milhões e os
compensados somaram 145,0 milhões, em todo o país. De acordo com a Serasa,
maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises
econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios, houve 132,5
milhões de cheques compensados em setembro de 2006 e 2,5 milhões foram
devolvidos por falta de fundos.

Quando comparado a outubro de 2005, o índice de cheques devolvidos a cada
mil compensados recuou 6,6%. Foram devolvidos, no décimo mês do ano passado,
19,7 cheques por mil compensados. Houve, no total, 157,8 milhões de cheques
compensados, em todo o país, em outubro de 2005, e 3,1 milhões foram devolvidos
por falta de fundos.

No acumulado dos dez meses de 2006

De janeiro a outubro de 2006, no entanto, os cheques sem fundos por mil
compensados voltaram a registrar alta. Foram devolvidos 21,0 cheques a cada mil
compensados, nos dez meses deste ano, contra 18,6 de janeiro a outubro do ano
passado. O crescimento no período foi de 12,9%.

Segundo o indicador, no acumulado de janeiro a outubro de 2006, em todo o
país, foram compensados 1,4 bilhão de cheques, sendo 30,1 milhões devolvidos
por insuficiência de fundos. No mesmo período de 2005, o total de cheques
compensados foi 1,6 bilhão, e o de devolvidos, 30,2 milhões.

Argumentação

Segundo os técnicos da Serasa, a queda no volume de cheques devolvidos a
cada mil compensados, em outubro deste ano frente ao mês anterior (setembro) e
a outubro de 2005, retrata o crescimento da renda disponível do consumidor,
sustentado pela expansão do emprego, pelos reajustes salariais com ganho real e
pela utilização do crédito consignado para pagamento de dívidas.

Contudo, o maior comprometimento da renda da população com financiamentos,
contraídos junto ao varejo, aos bancos e às financeiras, manteve o volume de
cheques devolvidos superior ao registrado no acumulado de janeiro a outubro de
2005.

Nos Estados brasileiros

*Ranking de cheques devolvidos a cada mil compensados, em outubro de 2006,
por Estado.

ESTADOS/REGIÕES OUTUBRO 2006

1 RORAIMA 82,8

2 AMAPÁ 73,0

3 TOCANTINS 49,9

4 MARANHÃO 48,6

5 ACRE 43,8

6 ALAGOAS 42,4

7 PARÁ 39,3

8 PARAÍBA 34,1

9 RIO G. NORTE 33,8

10 AMAZONAS 33,6

11 PIAUÍ 32,0

12 SERGIPE 27,3

13 BAHIA 26,3

14 RONDÔNIA 26,0

15 MATO GROSSO 25,7

16 DISTRITO FEDERAL 23,7

17 MATO G. SUL 21,9

18 GOIÁS 21,7

19 RIO DE JANEIRO 19,4

20 PARANÁ 18,6

BRASIL 18,4

21 CEARÁ 18,0

22 ESPÍRITO SANTO 17,9

23 RIO GDE SUL 17,8

24 MINAS GERAIS 16,9

25 SANTA CATARINA 16,3

26 SÃO PAULO 15,5

27 PERNAMBUCO 14,7

1 REGIÃO NORTE 37,9

2 REGIÃO NORDESTE 24,7

3 REGIÃO CENTRO-OESTE 23,0

4 REGIÃO SUL 17,7

5 REGIÃO SUDESTE 16,4

*O índice de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados,
nos Estados do país, não deve ser analisado isoladamente. O total de cheques
compensados e o de cheques devolvidos, em cada Estado, influenciam na
interpretação do índice.

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