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Estudos de Inadimplência

Inadimplência dos consumidores aumenta em outubro, revela indicador da Serasa

14/11/2006

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física apontou alta de 5% na
inadimplência dos consumidores em outubro de 2006, quando comparada ao mês
anterior (setembro). O aumento foi verificado após duas quedas consecutivas no
indicador. A última, de 7%, foi registrada na relação de setembro com agosto
deste ano.

Na comparação com outubro de 2005, a inadimplência das pessoas físicas
aumentou 6,2%, segundo a Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas,
informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e
negócios. Na análise dos dez meses deste ano (janeiro a outubro) com o mesmo
período de 2005, o indicador apresentou crescimento de 12,3%.

Representatividade

De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, as dívidas
com cartões de crédito e financeiras tiveram o maior peso na inadimplência dos
consumidores. Em outubro de 2006, a participação foi de 34,1%, enquanto em
outubro de 2005, o peso dos cartões de crédito e financeiras foi de 32,2%.

As dívidas com os bancos ultrapassaram novamente os cheques sem fundos
(repetindo setembro e agosto de 2006) e registraram, em outubro deste ano, a
segunda maior participação no indicador de inadimplência dos consumidores,
33,0%. Em outubro de 2005, o peso das dívidas com os bancos na inadimplência
das pessoas físicas foi de 31,3%.

Os cheques sem fundos foram responsáveis por 30,1% da inadimplência dos
consumidores, no décimo mês deste ano. A participação desse índice ficou abaixo
da registrada em outubro de 2005, que foi de 33,7%. Os títulos protestados
tiveram peso de 2,8% na inadimplência dos consumidores, em outubro de 2006, a
mesma participação de outubro de 2005.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos de pessoas físicas de
janeiro a outubro de 2006 foi de R$578,39. Já o valor médio dos títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 787,97, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.146,48 e os
registros de dívidas com cartões de crédito e financeiras, de R$ 335,42.

Em relação aos dez meses de 2005, houve um crescimento de 25,0% no valor
médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras e uma alta de 11,0% no
valor das dívidas com os bancos. O valor médio das anotações de cheques sem
fundos aumentou 8,9% em relação aos dez meses de 2005, e o valor dos títulos
protestados registrou uma alta de 5,2%.

Argumentação

Para os técnicos da Serasa, o crescimento do Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Física em outubro deste ano foi conseqüência de fatores
sazonais tais como a alta dos preços dos alimentos nos supermercados,
verificada em outubro, e as despesas com a rematrícula dos alunos da rede
privada de ensino, além do elevado comprometimento da renda da população com as
dívidas contraídas junto ao varejo, aos bancos e às financeiras.

Ainda segundo os técnicos da Serasa, o incremento na renda disponível do
consumidor, sustentado pelos reajustes salariais com ganho real e a antecipação
do pagamento da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas
do INSS, não foi suficiente para manter a trajetória de queda da inadimplência,
observada em agosto e setembro deste ano.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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