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Estudos de Inadimplência

Inadimplência das empresas diminui em setembro, revela indicador da Serasa

25/10/2006

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica apontou queda de 6,8% na
inadimplência das empresas, em setembro de 2006, quando comparada a agosto
deste ano. O recuo registrado em setembro foi o segundo consecutivo, já que em
agosto, a inadimplência das pessoas jurídicas caiu 6,7% frente a julho de
2006.

Em relação a setembro de 2005, a inadimplência das empresas permaneceu
praticamente estável, com um ligeiro decréscimo de 0,7%. No acumulado dos nove
primeiros meses deste ano, no entanto, o indicador registrou alta de 9,3% na
inadimplência das pessoas jurídicas, na comparação com o mesmo período do ano
passado.

Representatividade

De acordo com o indicador, os títulos protestados tiveram a maior
participação na inadimplência das empresas, em setembro de 2006, com um peso de
40,1%. No entanto, essa participação caiu em relação a setembro do ano passado,
mês em que o peso dos protestos na inadimplência das pessoas jurídicas foi de
40,9%. Em setembro de 2006, foram protestados 368,96 mil títulos, contra 370,94
mil, em setembro de 2005.

O segundo índice na representatividade do indicador é o de cheques sem
fundos, que em setembro deste ano teve um peso de 39,7% na inadimplência das
empresas e vem crescendo a cada ano. Em setembro de 2005, a participação dos
cheques sem fundos havia sido de 39,1%.

As dívidas com os bancos registraram o menor peso na inadimplência das
pessoas jurídicas, 20,3% em setembro de 2006, superior à participação de
setembro de 2005, que foi de 20,0%.

Nos primeiros nove meses de 2006, o valor médio das anotações de títulos
protestados das pessoas jurídicas atingiu R$ 1.392,49. Já o de cheques sem
fundos, R$ 1.235,52 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi
de R$ 3.627,76.

Em relação aos primeiros nove meses de 2005, houve um aumento de 2,0% no
valor médio das dívidas com cheques sem fundos e de 12,8% no valor médio das
dívidas com os bancos. No entanto, o valor médio dos títulos protestados, no
acumulado de janeiro a setembro de 2006, foi 1,4% menor que no mesmo período de
2005.

Argumentação

Segundo a avaliação dos técnicos da Serasa, o aquecimento sazonal da
atividade econômica, no segundo semestre, e a melhora no poder de compra do
consumidor contribuíram para a segunda queda consecutiva do Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Jurídica, na comparação com o mês anterior.

Por outro lado, o crescimento do indicador, na comparação entre 2006 e 2005,
reflete o impacto negativo do crédito mal concedido, tanto para as pessoas
físicas quanto para as pessoas jurídicas, do elevado custo financeiro e da
queda da rentabilidade das empresas exportadoras – em especial as pequenas e
médias – no cumprimento do fluxo de caixa. As elevadas taxas de juros também
frearam a evolução do crédito para as empresas.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

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