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Estudos de Inadimplência

Serasa aponta queda na inadimplência dos consumidores em setembro

11/10/2006

A inadimplência dos consumidores diminuiu em setembro deste ano, revela o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física. No nono mês de 2006, houve um
recuo de 7% na inadimplência da pessoa física, em relação ao mês anterior
(agosto). A nova queda foi verificada após o decréscimo de 5,1% na
inadimplência dos consumidores, na comparação de agosto com julho de 2006.

Quando comparada a setembro de 2005, no entanto, a inadimplência dos
consumidores registrou um crescimento de 3,2%. Segundo a Serasa, maior empresa
do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para
apoiar decisões de crédito e negócios, de janeiro a setembro deste ano também
houve alta no indicador, de 13,0%, na relação com o mesmo período de 2005.

Representatividade

De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, as dívidas
com cartões de crédito e financeiras permaneceram com o maior peso na
inadimplência dos consumidores. Em setembro de 2006, a participação foi de
33,5%, percentual inferior ao registrado em setembro de 2005, que foi de
34,3%.

As dívidas com os bancos voltaram a ultrapassar os cheques sem fundos
(repetindo agosto de 2006) e registraram, em setembro deste ano, a segunda
maior participação no indicador de inadimplência dos consumidores, 32,7%. Em
setembro de 2005, o peso das dívidas com os bancos na inadimplência da pessoa
física foi de 30,2%.

Os cheques sem fundos foram responsáveis por 31,0% da inadimplência dos
consumidores, no nono mês deste ano. A participação desse índice ficou abaixo
da registrada em setembro de 2005, que foi de 32,8%. Os títulos protestados
tiveram peso de 2,9% na inadimplência dos consumidores, em setembro de 2006,
enquanto no mesmo mês de 2005, a participação dos protestos foi de 2,6%.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos de pessoa física, de
janeiro a setembro de 2006, foi de R$ 576,26. Já o valor médio dos títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 788,11, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.113,22 e os
registros de dívidas com cartões de crédito e financeiras, de R$ 313,91.

Em relação aos primeiros nove meses de 2005, houve um crescimento de 18,3%
no valor médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras e uma alta de
7,7% no valor das dívidas com os bancos. O valor médio das anotações de cheques
sem fundos aumentou 8,8% em relação aos nove primeiros meses de 2005, e o valor
dos títulos protestados registrou uma alta de 6,0%.

Argumentação

Segundo os técnicos da Serasa, a segunda queda consecutiva do Indicador
Serasa de Inadimplência Pessoa Física, na comparação com o mês anterior,
reflete o crescimento da renda disponível do consumidor, sustentado pelo
aumento do salário mínimo, inflação em queda, expansão do emprego e reajustes
salariais com ganho real para diversas categorias. A menor velocidade na
expansão do crédito nos últimos meses mostra que boa parte dos consumidores
está priorizando o pagamento das dívidas assumidas, provavelmente com planos de
voltar ao consumo no final do ano.

O elevado endividamento da população, por conta da maior oferta de crédito e
do alongamento nos prazos de pagamento, ainda mantém a inadimplência dos
consumidores em patamares superiores aos registrados em 2005.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas
vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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