Últimas Notícias

Estudos de Inadimplência

Inadimplência das empresas registra queda em agosto, revela indicador da Serasa

27/09/2006

A inadimplência das empresas diminuiu em agosto deste ano. Segundo o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica houve um recuo de 6,7% na
inadimplência da pessoa jurídica em agosto de 2006, em relação ao mês anterior
(julho). A queda foi verificada após o crescimento de 2,7% na inadimplência das
empresas na relação de julho de 2006 com junho deste ano.

Quando comparada a agosto de 2005, a inadimplência da pessoa jurídica
permaneceu praticamente estável, com uma ligeira alta de 0,5%. Segundo o
indicador, de janeiro a agosto de 2006 houve um aumento de 10,5% na
inadimplência das empresas, em relação ao acumulado dos oitos meses de
2005.

Representatividade

De acordo com o indicador, os títulos protestados tiveram a maior
participação na inadimplência das empresas, em agosto de 2006, com um peso de
40,2%. No entanto, essa participação caiu em relação a agosto do ano passado,
mês em que o peso dos protestos na inadimplência da pessoa jurídica foi de
40,6%.

O segundo índice na representatividade do indicador é o de cheques sem
fundos, que em agosto deste ano teve um peso de 40,1% na inadimplência das
empresas e vem crescendo a cada ano. Em agosto de 2005, a participação dos
cheques sem fundos havia sido de 39,1%.

As dívidas com os bancos registraram o menor peso na inadimplência das
pessoas jurídicas, 19,7% em agosto de 2006, inferior à participação de agosto
de 2005, que foi de 20,3%.

Nos primeiros oito meses de 2006, o valor médio das anotações de títulos
protestados da pessoa jurídica atingiu R$ 1.389,25. Já o de cheques sem fundos,
R$ 1.239,09 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi de R$
3.587,78.

Em relação aos primeiros oito meses de 2005, houve um aumento de 2,6% no
valor médio das dívidas com cheques sem fundos e de 10,6% no valor médio das
dívidas com os bancos. No entanto, o valor médio dos títulos protestados, no
acumulado de janeiro a agosto de 2006, foi 1,7% menor que no mesmo período de
2005.

Argumentação

Segundo a avaliação dos técnicos da Serasa, a queda na inadimplência das
empresas, na comparação entre agosto e julho deste ano, reflete a priorização
dada pelo consumidor ao pagamento das dívidas já assumidas, proporcionada pela
melhora das condições de emprego e renda, e que deu um fôlego ao fluxo de caixa
das empresas.

Já o crescimento do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, na
relação dos oito meses de 2006 com o mesmo período de 2005, é conseqüência do
aumento do crédito, do elevado custo financeiro e da valorização do real, que
resultou na queda da rentabilidade das empresas exportadores – em especial as
pequenas e médias – dificultando o cumprimento do fluxo de caixa. Soma-se a
isso a má concessão do crédito, sem metodologia adequada.

Ressalta-se que a pequena alta registrada na relação agosto de 2006 com
igual mês de 2005 indica que as taxas de crescimento na comparação interanual
tendem a se estabilizar.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

  • 2017 Serasa Experian. Todos os direitos reservados.