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Estudos de Inadimplência

Inadimplência das empresas aumenta em julho, revela indicador da Serasa

30/08/2006

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica apontou um ligeiro
aumento de 2,7% na inadimplência das empresas em julho de 2006, quando
comparada a junho deste ano, em todo o país. A alta foi verificada após o recuo
de 10,4% na inadimplência das empresas na relação de junho de 2006 com maio
deste ano.

Quando comparada a julho de 2005, a inadimplência da pessoa jurídica
registrou um aumento mais expressivo, de 10,3%. Segundo o indicador, nos
primeiros sete meses de 2006 houve um acréscimo de 12,0% na inadimplência das
empresas, em relação ao mesmo período de 2005.

Representatividade

Os títulos protestados tiveram a maior participação na inadimplência das
empresas, em julho de 2006, com um peso de 40,5%, revelou o Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Jurídica. No entanto, essa participação vem caindo a cada
ano. Em julho de 2005, o peso dos protestos era de 40,7%.

O segundo índice na representatividade do indicador é o de cheques sem
fundos, que em julho deste ano teve um peso de 40,0% na inadimplência das
empresas e vem crescendo a cada ano. Em julho de 2005, a participação dos
cheques sem fundos havia sido de 39,0%.

As dívidas com os bancos registraram o menor peso na inadimplência das
pessoas jurídicas, 19,5% em julho de 2006, ligeiramente inferior à participação
de julho de 2005, que foi de 20,2%.

Nos primeiros sete meses de 2006, o valor médio das anotações de títulos
protestados da pessoa jurídica atingiu R$ 1.384,93. Já o de cheques sem fundos,
R$ 1.241,53 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi de R$
3.586,12.

Em relação aos primeiros sete meses de 2005, houve um aumento de 3,1% no
valor médio das dívidas com cheques sem fundos e de 10,1% no valor médio das
dívidas com os bancos. No entanto, o valor médio dos títulos protestados, no
acumulado de janeiro a julho de 2006, foi 2,3% menor que no mesmo período de
2005.

Argumentação

Segundo a avaliação dos técnicos da Serasa, o crescimento do indicador de
inadimplência da pessoa jurídica na comparação entre 2006 e 2005 é conseqüência
do aumento do crédito, dos juros elevados e da valorização do real, que
resultou na queda da rentabilidade das empresas exportadoras, dificultando o
cumprimento do fluxo de caixa.

O aumento da inadimplência dos consumidores também prejudicou o desempenho
das empresas, principalmente daquelas que concedem crédito sem metodologia
adequada.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

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