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Estudos de Inadimplência

Volume de cheques sem fundos aumenta em julho, revela estudo nacional da Serasa

23/08/2006

Os cheques sem fundos registraram um ligeiro aumento em julho de 2006,
aponta estudo nacional da Serasa. No sétimo mês deste ano, houve um acréscimo
de 1,9% no volume de cheques devolvidos por insuficiência de fundos, em todo o
país, a cada mil compensados. Foram registrados 21,3 cheques devolvidos a cada
mil compensados, em julho de 2006, ante 20,9 cheques devolvidos por mil
compensados no mês anterior (junho).

De acordo com a Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios,
houve 139,95 milhões de cheques compensados em julho de 2006 e 2,97 milhões
foram devolvidos por falta de fundos. Em junho deste ano, os cheques devolvidos
por insuficiência de fundos foram 2,92 milhões e os compensados totalizaram
139,84 milhões, em todo o país.

Quando comparada a julho de 2005, a alta no volume de cheques sem fundos foi
mais expressiva, de 10,9%. No sétimo mês do ano passado, houve 154,4 milhões de
cheques compensados, em todo o país, enquanto os devolvidos totalizaram 2,96
milhões de cheques, o que representou 19,2 cheques devolvidos por falta de
fundos a cada mil compensados.

Nos sete primeiros meses do ano

O estudo revela que nos sete primeiros meses de 2006, o volume de cheques
sem fundos aumentou 17,9%. Foram devolvidos 21,7 cheques sem fundos a cada mil
compensados, de janeiro a julho de 2006, contra 18,4 no mesmo período do ano
passado.

De acordo com o levantamento, de janeiro a julho de 2006, em todo o país,
foram compensados 1,01 bilhão de cheques, sendo 22,04 milhões devolvidos por
insuficiência de fundos. No mesmo período de 2005, o total de cheques
compensados havia sido de 1,13 bilhão, e o de devolvidos, 20,83 milhões.

Argumentação

Segundo os técnicos da Serasa, o aumento no volume de cheques sem fundos, em
julho e no acumulado do ano, frente aos mesmos períodos de 2005, é conseqüência
da alta do endividamento do consumidor, devido à expansão da oferta de crédito
e ao alongamento nos prazos de pagamento.

O bom desempenho das vendas no Dia das Mães, associado ao maior
endividamento da população e a concessão de crédito sem metodologia adequada,
também contribuíram para o aumento na devolução de cheques.

Contudo, o pequeno crescimento do indicador de cheques sem fundos na relação
de julho deste ano com junho de 2005, refletiu o aumento do salário mínimo, a
ligeira evolução da renda e do emprego formal, além dos baixos índices de
inflação, o que atenuou o impacto negativo do alto endividamento na renda
disponível do consumidor.

Veja abaixo o ranking de cheques devolvidos a cada mil compensados, em julho
de 2006, por Estado.

ESTADOS/REGIÕES JUL 2006

1 RORAIMA 105,9

2 AMAPÁ 77,9

3 TOCANTINS 54,4

4 MARANHÃO 54,2

5 ALAGOAS 52,9

6 ACRE 46,8

7 PARÁ 45,8

8 PARAÍBA 41,7

9 RIO GDE NORTE 40,1

10 PIAUÍ 35,4

11 AMAZONAS 34,7

12 SERGIPE 33,7

13 MATO GROSSO 32,9

14 BAHIA 31,0

15 DISTRITO FEDERAL 27,1

16 MATO G. SUL 26,4

17 GOIÁS 25,3

18 RONDÔNIA 25,1

19 RIO DE JANEIRO 23,7

20 CEARÁ 21,4

BRASIL 21,3

21 ESPÍRITO SANTO 21,0

22 PARANÁ 20,7

23 MINAS GERAIS 19,7

24 RIO GDE SUL 19,3

25 PERNAMBUCO 18,3

26 SANTA CATARINA 18,3

27 SÃO PAULO 17,9

1 REGIÃO NORTE 41,3

2 REGIÃO NORDESTE 29,4

3 REGIÃO CENTRO-OESTE 27,2

4 REGIÃO SUL 19,5

5 REGIÃO SUDESTE 19,1

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