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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de empresas registra queda em junho, aponta indicador da Serasa

26/07/2006

A inadimplência das empresas recuou em junho de 2006. Segundo o Indicador
Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, no sexto mês de 2006 houve uma queda
de 10,4% na inadimplência das pessoas jurídicas em relação a maio deste ano,
mês em que o indicador apontou um aumento de 16,6% na inadimplência, ante
abril.

Quando comparada a junho de 2005, no entanto, a inadimplência das empresas
registrou uma ligeira alta, de 1,9%. Já no primeiro semestre do ano, o aumento
foi mais expressivo, de 12,3% em relação ao mesmo período de 2005.

REPRESENTATIVIDADE

Os títulos protestados registraram a maior representatividade na
inadimplência das empresas, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa
Jurídica. Os protestos tiveram participação de 40,4%, em junho de 2006. Porém,
essa participação vem caindo a cada ano. Em junho de 2005, os títulos
protestados tinham peso de 40,8%, na inadimplência das pessoas jurídicas.

O segundo índice na representatividade do indicador é o de cheques sem
fundos, que em junho deste ano teve um peso de 40,0% na inadimplência das
empresas e vem crescendo a cada ano. Em junho de 2005, a participação dos
cheques sem fundos havia sido de 39,2%.

As dívidas com os bancos registraram o menor peso na inadimplência das
pessoas jurídicas, 19,6% em junho de 2006, ligeiramente inferior à participação
de junho de 2005, que foi de 20,0%.

No primeiro semestre de 2006, o valor médio das anotações de títulos
protestados das pessoas jurídicas atingiu R$ 1.385,75. Já o de cheques sem
fundos, R$ 1.254,36 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi
de R$ 3.563,05.

Em relação aos primeiros seis meses de 2005, houve um aumento de 4,7% no
valor médio das dívidas com cheques sem fundos e de 9,0% no valor médio das
dívidas com os bancos. O valor médio dos títulos protestados, no entanto, no
acumulado de janeiro a junho de 2006, foi 2,5% menor que no mesmo período de
2005.

ARGUMENTAÇÃO

Segundo avaliação dos técnicos da Serasa, a redução da inadimplência de
pessoas jurídicas, em junho, decorreu do menor número de dias úteis em relação
a maio.

Por outro lado, o expressivo crescimento do indicador na comparação entre o
primeiro semestre deste ano e igual período de 2005 resultou do aumento do
crédito, do alto custo financeiro e da valorização do real. O comportamento do
câmbio reduziu a rentabilidade das empresas exportadoras em relação ao ano
passado, dificultando o cumprimento do fluxo de caixa.

Outro fator que contribuiu para o aumento da inadimplência das pessoas
jurídicas foi o crescimento da inadimplência dos consumidores, que prejudicou o
desempenho das empresas, principalmente daquelas que concedem crédito sem
metodologia adequada. Porém, ressalte-se que a alta do indicador em junho, na
comparação com igual mês de 2005, foi bastante inferior aos acréscimos
registrados nos meses anteriores.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

METODOLOGIA

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

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