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Estudos de Inadimplência

Inadimplência das empresas aumenta em maio, aponta indicador da Serasa

28/06/2006

A inadimplência das empresas aumentou em maio de 2006, em todo o país.
Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, no quinto mês
deste ano, houve uma alta de 16,6% na inadimplência das pessoas jurídicas em
relação a abril de 2006. O índice mensal voltou a registrar crescimento após a
queda de 22,7% registrada na comparação de abril com março deste ano.

Quando comparada a maio de 2005, a inadimplência das empresas registrou
aumento de 18,3% e nos primeiros cinco meses de 2006, houve uma alta de 14,5%
no indicador, em relação ao mesmo período do ano passado.

REPRESENTATIVIDADE

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica mostrou que, em maio de
2006, os títulos protestados registraram a maior representatividade na
inadimplência das empresas, com participação de 40,4%. Porém, essa participação
vem caindo a cada ano. Em maio de 2005, os títulos protestados tinham peso de
40,9%, na inadimplência das pessoas jurídicas.

O segundo índice na representatividade do indicador é o de cheques sem
fundos, que em maio deste ano teve um peso de 39,9% na inadimplência das
empresas e vem crescendo a cada ano. Em maio de 2005, a participação dos
cheques sem fundos havia sido de 39,2%.

As dívidas com os bancos registraram o menor peso na inadimplência das
pessoas jurídicas, 19,7% em maio de 2006, ligeiramente inferior à participação
de maio de 2005, que foi de 19,9%.

No acumulado de janeiro a maio de 2006, o valor médio das anotações de
títulos protestados das pessoas jurídicas atingiu R$ 1.379,89. Já o de cheques
sem fundos, R$ 1.260,82 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos
foi de R$ 3.509,68.

Em relação aos primeiros cinco meses de 2005, houve um aumento de 5,5% no
valor médio das dívidas com cheques sem fundos e de 6,2% no valor médio das
dívidas com os bancos. O valor médio dos títulos protestados, no entanto, no
acumulado de janeiro a maio de 2006, foi 2,3% menor que no mesmo período de
2005.

ARGUMENTAÇÃO

Os técnicos da Serasa apontam que o maior número de dias úteis em maio de
2006 (22) foi o grande responsável pelo acréscimo mensal de registros em
relação a abril de 2006 (18 dias úteis).

As variações registradas em relação a maio de 2005 e aos primeiros cinco
meses do ano passado resultam do aumento do crédito, do alto custo financeiro e
da valorização do real. A recuperação do mercado doméstico está fortemente
ancorada no crédito, que está cada vez mais competitivo, o que torna complicado
o repasse dos elevados custos financeiros às transações. As empresas
dependentes das exportações encontram dificuldades para cumprir seu fluxo de
caixa a partir do real sobrevalorizado frente ao dólar. Ademais, o crescimento
da inadimplência das pessoas físicas também impacta na inadimplência das
empresas, sobretudo daquelas que concedem crédito sem metodologia adequada.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a
prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia
possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos
tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e,
portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para
pessoa física quanto para jurídica.

METODOLOGIA

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.

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