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Painel Setorial Serasa aponta ameaça à auto-suficiência brasileira em petróleo

01/06/2006

A auto-suficiência brasileira em petróleo estará comprometida se o Brasil
tiver um crescimento maior do que o esperado. É o que revela um estudo
exclusivo da Serasa sobre o desempenho econômico e financeiro das empresas do
setor de petróleo e gás, que juntos representam 39,7% e 8,7%, respectivamente,
da matriz energética brasileira, e que foi apresentado em maio de 2006 no
Painel Setorial Serasa Petróleo e Gás, na Sede Serasa.

O setor de petróleo e gás é caracterizado pela utilização de capital
intensivo, composto por empresas representativas na economia de seus
respectivos países de origem e na economia mundial, cujos principais players
(concorrentes) faturaram US$ 1.556 bilhões, com rentabilidade média de 7,5%,
conforme revista Fortune Global 2005.

O estudo da Serasa mostra que de 1999 a 2005 o consumo nacional de
petróleo aumentou em 10% e a produção foi elevada em 46%, posição que garante a
auto-suficiência nos dias de hoje, mas não garante a auto-suficiência num
processo de crescimento sustentado, mesmo no curto prazo.

Considerando que o petróleo é um insumo indispensável, se o Brasil crescer
além da expectativa, a produção nacional não será suficiente, considerando que
a auto-suficiência foi beneficiada principalmente pelo baixo crescimento do
consumo. O gargalo na capacidade de refino também continuará limitando a
capacidade de processamento de petróleo, o que manterá as importações de
derivados.

No período, as empresas refinadoras, beneficiadas pelo maior volume de
vendas, bem como pelo aumento do preço do barril do petróleo em 207%, obtiveram
incremento de 81% no faturamento.

A melhora no faturamento, aliado ao ganho de escala vem mantendo o Ebitda
(capacidade de gerar caixa) e o lucro líquido em patamares elevados.

O segmento de gás natural, onde o governo tem expectiva de elevar a
participação para 12% na matriz energética brasileira até 2010, teve a sua
utilização amplamente incentivada, principalmente para uso industrial e
veicular, gerando um aumento de demanda superior a capacidade de oferta. O
aumento do volume comercializado e reajuste nos preços praticado no período
(201%), resultaram em incremento do faturamento da ordem de 213%.

Acompanhando o desempenho das vendas, o segmento de gás natural
registrou Ebitda crescentes e rentabilidade estável atingindo 24% e 11%,
respectivamente, no último exercício.

Fórum Permanente

Com periodicidade bimestral, os próximos painéis setoriais vão abordar, em
julho siderurgia; em setembro, eletrodoméstico e eletroeletrônico; e, em
novembro, a cadeia agroindustrial, abrangendo agricultura e indústria de
alimentos.

O primeiro Painel Setorial Serasa foi realizado em dezembro de 2002. Desde
então, tornou-se fórum permanente de discussão dos temas mais relevantes para o
desenvolvimento do Brasil, e tem trazido importantes contribuições para a
compreensão dos desafios e expectativas das principais cadeias produtivas do
país, uma vez que as análises geradas são fruto de aprofundados debates das
principais lideranças empresariais com os maiores especialistas nas temáticas
abordadas.

 

 

 

 

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