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Estudos de Inadimplência

Cheques sem fundos têm queda em abril, revela estudo da Serasa

17/05/2006

O volume de cheques devolvidos por falta de fundos registrou queda de 7,8%
em abril de 2006, na comparação com março de 2006. Segundo o estudo divulgado
pela Serasa, no quarto mês deste ano, foram devolvidos 22,4 cheques sem fundos
a cada mil compensados, contra 24,3 cheques devolvidos por mil compensados no
mês anterior. O índice de março de 2006 foi o maior já registrado desde a
criação do indicador em 1991, e abril registrou o segundo maior patamar no
volume de cheques devolvidos por mil compensados.

De acordo com o levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em
pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de
crédito e negócios, em abril de 2006, o total de compensações foi de 133,3
milhões de cheques e de devoluções, 3,0 milhões. Já em março de 2006, haviam
sido compensados 166,5 milhões de cheques, dos quais 4,0 milhões, devolvidos
por falta de fundos.

Apesar da queda no indicador mensal, o volume de cheques sem fundos por mil
compensados aumentou na relação abril de 2006 com abril de 2005, quando foram
registrados 19,0 cheques devolvidos por insuficiência de fundos a cada mil
compensados. A alta no período foi de 17,9%. Em abril de 2005, foram
compensados, no total, 155,6 milhões de cheques, e devolvidos, 2,9 milhões, em
todo o país.

Nos quatro primeiro meses

No primeiro quadrimestre de 2006, também houve acréscimo no indicador de
cheques sem fundos, aponta o estudo. Foram devolvidos 21,5 cheques por falta de
fundos a cada mil compensados nos quatro primeiros meses deste ano, ante 17,8
devoluções de janeiro a abril de 2005, o que ocasionou um aumento de 20,8%.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2006, foram compensados 581,3
milhões de cheques, dos quais 12,5 milhões voltaram por falta de fundos. De
janeiro a abril de 2005, o número de cheques compensados totalizou 647,8
milhões, contra 11,5 milhões de cheques devolvidos.

Argumentação

Para os técnicos da Serasa, a queda no volume de cheques devolvidos no
comparativo entre abril e março deste ano deve-se à concentração de gastos com
impostos, matrículas e material escolar no primeiro trimestre do ano, o que já
não ocorre no mês de abril. Além disso, o consumidor ainda carrega os
compromissos assumidos no Natal de 2005, realizados em prazos mais longos.

A evolução nos indicadores 2006/2005 reflete a grande expansão do crédito
para pessoa física, que supera os 30% em 12 meses, e que tem no cheque
pré-datado um dos principais instrumentos para as vendas a prazo. Nesse
contexto, o maior endividamento da população tem explicado parte da
inadimplência com cheques, sendo a outra parte justificada pela má concessão de
crédito.

Em termos percentuais, a inadimplência com cheques em abril de 2006
corresponde a 2,2%, portanto, abaixo de outras formas de financiamento
encontradas no mercado.

O cadastro positivo sobre o crédito, em 2006, irá aumentar a segurança do
crédito e, portanto, reduzir seus custos e ampliar os recursos e sua
abrangência tanto para pessoa física quanto para jurídica, com impactos para a
queda dos indicadores de inadimplência e insolvência.

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