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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de consumidores volta a aumentar em março, aponta indicador da Serasa`

20/04/2006

A inadimplência dos consumidores aumentou em março de 2006. Segundo o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, que contempla os registros de
cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições
financeiras e cartões de crédito e financeiras, após o recuo de 6,8% verificado
na relação fevereiro de 2006 com janeiro de 2006, houve uma alta expressiva de
35,1% na inadimplência de pessoa física, em março deste ano, na comparação com
fevereiro de 2006.

O índice também registrou alta quando comparado com março de 2005. No
período, a inadimplência dos consumidores aumentou 22,7%. Ainda de acordo com o
indicador, no primeiro trimestre de 2006, verificou-se um crescimento de 16,6%
na inadimplência de pessoa física em relação aos primeiros três meses de
2005.

Representatividade

De acordo com o indicador, em março de 2006, os cheques sem fundos tiveram o
maior peso na inadimplência dos consumidores, com participação de 33,2%,
percentual superior ao registrado em março de 2005, que foi de 32,9%. As
dívidas com bancos superaram as dívidas com cartões de crédito e financeiras e
registraram o segundo maior índice na representatividade da inadimplência de
pessoa física, em março de 2006, com participação de 32,1%. Em março de 2005, o
peso dessas dívidas na inadimplência da pessoa física foi de 29,4%.

As dívidas com cartões de crédito e financeiras, que já chegaram a liderar o
ranking de representatividade, tiveram a terceira maior participação no
indicador, 31,8%, em março de 2006. No mesmo mês de 2005, esses registros
tiveram peso de 35,1%. Os títulos protestados tiveram participação de 3,0%, em
março de 2006, enquanto no terceiro mês de 2005, o peso dos protestos foi de
2,6%.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos de pessoa física, no
primeiro trimestre de 2006, foi de R$ 550,61. Já o valor médio de títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 763,26, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.102,93 e os
registros em outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), de R$
313,44.

Em relação ao primeiro trimestre de 2005, houve um aumento de 9,7% no valor
médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 14,0% no valor das
anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de crédito e
financeiras aumentou 26,3% em relação aos três primeiros meses de 2005, e o
valor das dívidas com os bancos registrou um aumento de 4,4%.

Argumentação

Para os técnicos da Serasa, a expressiva evolução do crédito para pessoa
física em todas as modalidades, o maior comprometimento da renda dos
consumidores com os parcelamentos assumidos em prazos mais longos no Natal de
2005, a concentração de impostos e despesas características do início de ano
(IPTU, IPVA, matrículas e compra de material escolar), a volta das férias e os
gastos no Carnaval dificultaram o orçamento doméstico, tendo o momento mais
crítico em março. É importante destacar que o indicador de março não define
tendência para a inadimplência a partir de abril.

Outro fator importante que contribuiu para esse comportamento da
inadimplência foi a concessão de crédito sem a utilização de metodologia
adequada para a análise de crédito e o gerenciamento do risco de inadimplência.
Para reduzir o risco dessas operações e contribuir para uma queda nos
indicadores de inadimplência, é necessário que as empresas adotem práticas
adequadas na concessão de crédito. Entre as principais práticas, podem ser
destacadas a definição de políticas de crédito, compatíveis com a conjuntura e
o segmento de atuação da empresa, e a monitoração contínua do risco da carteira
de clientes.

A cultura e uso do cadastro positivo sobre o crédito irá aumentar a
segurança do crédito e, portanto, reduzir seus custos e ampliar os recursos e
sua abrangência tanto para pessoa física quanto para jurídica, com impactos
para a queda dos indicadores de inadimplência e insolvência.

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