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Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Pesquisa inédita da Serasa aponta o otimismo do empresário brasileiro, apesar da crise política e do calendário eleitoral

10/04/2006

O empresariado brasileiro está otimista tanto em relação aos próprios
negócios quanto às perspectivas para a economia neste e no próximo ano. É o que
aponta a pesquisa inédita de perspectiva empresarial feita pela Serasa entre 06
e 15 de março, com executivos de todo o país (presidentes, diretores e
economistas chefes). O objetivo é identificar as principais tendências da
economia a partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além
da confiança desses agentes.

A nova pesquisa da Serasa, que há 37 anos tem participação expressiva na
evolução econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e
apresentou um grande grau de assertividade em suas edições experimentais. A
divulgação será trimestral (veja calendário abaixo). Trata-se de um
levantamento estatístico com uma amostra de 960 empresas representativas dos
setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras, dos portes
pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e
Sul

A pesquisa divulga informações qualitativas e quantitativas sobre variáveis
que captam as perspectivas das empresas sobre as condições macroeconômicas do
país (PIB, taxa de juros e taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda
(taxa de desemprego e renda média da população), a inadimplência e oferta de
crédito geral (grau de inadimplência da população, inadimplência no seu
negócio, oferta de crédito na visão da indústria, comércio e serviço e oferta
de crédito para pessoa física (PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das
instituições financeiras), os indicadores do negócio de cada empresa
(faturamento, preço dos insumos) e as modalidades de pagamento (à vista e a
prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e
podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Os resultados
quantitativos foram obtidos a partir da média ponderada das respostas de cada
empresa enquanto que os resultados qualitativos consideram a maior proporção
das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e queda). Leia mais sobre a
iniciativa da Serasa no texto Pesquisa segue experiência internacional
consolidada.

Veja os resultados nos 5 blocos da pesquisa:

1. Bloco:Indicadores macroeconômicos (PIB, taxa de câmbio do dólar e
Selic)

Para a maior parte das empresas (49%), o PIB deverá crescer em 2006 e também
em 2007, com parcela maior nesta condição (52%). Os mais otimistas estão entre
os segmentos de médio e grande portes, com destaque para as instituições
financeiras.

A análise por região aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste são as menos
otimistas para o próximo ano. As praças de Minas Gerais e Espírito Santo
aguardam 2007 com menor entusiasmo.

A expectativa para a taxa de câmbio do dólar é de estabilidade no final do
1º semestre, porém, prevêem recuperação da correção cambial (desvalorização do
real) até o final do ano.

A região Centro-Oeste e o Rio de Janeiro são os destaques com elevada
perspectiva de evolução do dólar no segundo semestre e final do ano.

O setor indústria, as regiões Nordeste e Sudeste dividem-se entre
estabilidade e crescimento. São Paulo Interior, Grande São Paulo e Espírito
Santo, por sua vez, aguardam estabilidade até o final do ano.

A percepção de queda na taxa de juros é compartilhada por todos os
segmentos, e a expectativa é que isso ocorra mais fortemente no final do 1º
semestre.

As instituições financeiras e as empresas de grande porte mostram-se mais
otimistas e apostam mais nesta tendência do que os demais segmentos.

O pequeno porte, o comércio, a região Norte, Sul, São Paulo Interior e
Espírito Santo apostam um pouco menos nesta perspectiva que os demais
segmentos.

2º Bloco: Indicadores de emprego e renda

Observa-se ligeira predominância de expectativa de crescimento, para 37% dos
entrevistados, da taxa de desemprego no final do 1º semestre e queda, para 38%,
da taxa de desemprego até o final do ano.

Os mais otimistas estão entre os segmentos de médio porte, instituições
financeiras, São Paulo Interior e Minas Gerais.

Os menos otimistas são as empresas do comércio, as regiões Centro-Oeste,
Sul. A maior parte dos segmentos analisados, 47%, estão fortemente alinhados
com a estabilidade da renda do brasileiro, tanto para o 1º semestre quanto para
o ano.

As instituições financeiras e o Rio de Janeiro apostam em crescimento da
renda mais para o final do ano.

Os empresários menos otimistas são os das regiões Centro-Oeste e Sul. Em
sentido oposto estão os da região Sudeste.

3º Bloco: Inadimplência e oferta de crédito geral

A maioria dos empresários, 56%, esperam crescimento da inadimplência do
brasileiro no semestre e no ano, 53%. A percepção é mais acentuada no comércio
e nas instituições financeiras (60% apostam em alta no semestre e 63% no ano) e
na região Centro-Oeste (68% e 59%).

A Grande São Paulo (45%, 41%) e a região Norte (50% e 45%) apostam menos na
inadimplência. Ao contrário, estão a região Centro-Oeste (68% e 59%) e o
interior de São Paulo (59% em ambos períodos analisados).

Porém, quando perguntados sobre a inadimplência no seu próprio negócio a
maioria, 57%, acredita em estabilidade.

Apostam mais na estabilidade da inadimplência no final do ano, o setor de
serviços, 66%, as empresas de grande porte, 62%, a região Sudeste, a Grande São
Paulo,70%, e Rio de Janeiro, 63%, Minas Gerais e Espírito Santo.

Os menos otimistas estão nas regiões Centro-Oeste e o Sul.

Para 54%, o crédito deve crescer mais fortemente para o 2º semestre.

A região norte é menos otimista e aposta em estabilidade até o final do ano.
Já as regiões Centro-Oeste, Sul e o Rio de Janeiro têm a expectativa de que
isto ocorra somente a partir do final do 1º semestre.

A maioria dos entrevistados, 73%, aposta em crescimento da oferta de crédito
para pessoa física, e, 55% para a pessoa jurídica, no final do 1º semestre. O
crescimento também é esperado no fechamento de 2006, com 65% e 52%,
respectivamente.

4º Bloco:Indicadores do negócio

A expectativa é de crescimento no faturamento da empresa, para 65%, no
fechamento do ano.

Os que aguardam com maior otimismo esta perspectiva são as empresas de
grande porte, 74%, principalmente da indústria, com destaque para a região
Nordeste e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

A região Centro-Oeste destoa da média, aposta em queda, 35%, no primeiro
semestre e de 30% no ano.

Faturamento da Indústria

Ao opinar sobre a expectativa de faturamento do segmento da indústria, as
empresas entrevistadas dos outros setores também demonstram otimismo e apostam
em crescimento, com mais ênfase no fechamento do ano.

Esta percepção é mais acentuada nas empresas de grande porte, do Nordeste e
do Rio de Janeiro.

A região sul foge à regra apenas para o final do 1º semestre, quando as
opiniões, ficam divididas entre crescimento, 35%; estabilidade, 35% e queda,
30%.

Faturamento do Comércio

A perspectiva para o comércio, vista pelos demais setores, também é de
crescimento em 2006, para 68% das empresas. No fechamento do ano, o otimismo é
maior que o verificado para o setor indústria.

As empresas do Nordeste, Norte e Sudeste, dos outros setores, acham que 2006
será um ano favorável para o comércio.

A região Centro-Oeste destaca-se pelo menor otimismo no final do 1º
semestre, quando se divide entre queda, 44%, e crescimento, 43%. Para o ano, a
região fecha com o crescimento do comércio, para 66% das empresas ouvidas. A
região Sul e São Paulo Interior para o mesmo período prevêem estabilidade.

Faturamento de Serviços

A previsão também é de otimismo, para 62%, com destaque para o Rio de
Janeiro e Espírito Santo, que apostam mais fortemente em fechamento do ano em
alta.

Investimento em sua empresa

De modo geral, a expectativa é de que os investimentos mantenham-se
estáveis.

O destaque fica com as instituições financeiras, 49%, que devem aumentar os
investimentos ao longo do ano.

As empresas da região Nordeste e do Estado do Espírito Santo também apontam
crescimento para o final do ano.

O Rio de Janeiro e São Paulo Interior dividem-se entre crescimento e
estabilidade no fechamento do ano.

De modo geral, o preço dos insumos (indústria e serviços) e das mercadorias
(comércio) devem crescer ao longo do ano.

As regiões Norte e o Centro-Oeste dividem-se entre estabilidade e
crescimento no fechamento do semestre e estabilidade até o final do ano.

Grande São Paulo, por sua vez, também não firma tendência e fica dividida
entre crescimento e estabilidade.

5º Bloco:Modalidades de pagamento

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo hoje está na
proporção de 30% para 70% respectivamente. O comércio segue rigorosamente esta
razão.

No setor indústria, a composição das formas de pagamento varia
significativamente e trabalha com a proporção de 18% e 82%.

A composição das formas de pagamento não deve se alterar no semestre e no
fechamento do semestre, variando em torno de 1 ponto percentual.

Pesquisa segue experiência internacional consolidada

A Pesquisa de PerspectivaEmpresarial conta com avançada metodologia
desenvolvida a partir de inteligência própria e segue os fundamentos e
propósitos internacionais que justificam esta iniciativa.

A abrangência da Pesquisa de PerspectivaEmpresarial da Serasa tem o
destaque e o pioneirismo de contemplar todos os segmentos da economia –
Indústria, Comércio e Serviços – com base territorial nacional, de forma
coerente com a atividade da Serasa.

“Nos países desenvolvidos, o acompanhamento das variáveis comportamentais e
expectacionais dos agentes econômicos está agregado às convencionais análises
de mercado e às definições da política econômica. Isso se deve aos agentes
econômicos, que corroboram e respondem aos eventos sociopolíticos com
oscilações nos investimentos, poupança, consumo, volume e custo dos
empréstimos, entre outros”, afirma Elcio Anibal de Lucca, presidente da
Serasa.

Segundo Elcio Anibal de Lucca, a longa experiência de se apurar a
perspectiva empresarial, em outros países, mostra que as tendências
identificadas são importantes e consistentes referências para a compreensão e a
antevisão dos eventos econômicos e seus efeitos pragmáticos nos mercados.
Alguns exemplos de indicadores expectacionais de empresários são: nos Estados
Unidos, o Business Cycle Indicators, do Conference Board; e na União Européia o
European Enterprise Barometer.

“Diante dessa realidade, a Serasa constatou que existe uma oportunidade de
dar mais eficiência e consistência às análises e cenários socioeconômicos no
país”, conclui o presidente.

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