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Estudos de Inadimplência

Inadimplência dos consumidores cai em fevereiro, revela indicador nacional da Serasa

24/03/2006

A queda foi verificada em relação a janeiro deste ano. Na comparação com
fevereiro de2005, no entanto, o índice registrou crescimento.

A inadimplência dos consumidores diminuiu em fevereiro de 2006, na
comparação com janeiro de 2006. Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência
Pessoa Física
, que contempla os registros de cheques devolvidos, títulos
protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito
e financeiras, a queda registrada no período foi de 6,8%

No entanto, em relação a fevereiro de 2005, a inadimplência dos consumidores
aumentou 12,7%. No primeiro bimestre de 2006, também houve um aumento no
indicador. Nos dois primeiros meses deste ano, a alta na inadimplência de
pessoa física foi de 13,0%, quando comparada ao mesmo período do ano passado,
aponta a Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises
econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência
mundial no segmento.

Representatividade

De acordo com o indicador, em fevereiro de 2006, os cheques sem fundos
tiveram o maior peso na inadimplência dos consumidores, com participação de
33,4%, percentual ligeiramente superior ao registrado em fevereiro de 2005, que
foi de 32,9%. O segundo maior índice na representatividade da inadimplência de
pessoa física, em fevereiro de 2006, foram as dívidas com cartões de crédito e
financeiras, que tiveram participação de 32,0%, inferior à registrada em
fevereiro de 2005, que foi de 35,4%.

As dívidas com bancos registraram a terceira maior participação no
indicador, 31,7%, em fevereiro de 2006. No mesmo mês de 2005, esses registros
tiveram peso de 29,0%. Os títulos protestados tiveram participação de 2,9%, em
fevereiro de 2006, enquanto no segundo mês de 2005, o peso dos protestos foi de
2,7%.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos de pessoa física, no
primeiro bimestre de 2006, foi de R$ 543,95. Já o valor médio de títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 764,46, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.099,10 e os
registros em outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), de R$
306,60.

Em relação ao primeiro bimestre de 2005, houve um aumento de 9,4% no valor
médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 16,8% no valor das
anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de crédito e
financeiras aumentou 26,1% em relação aos dois primeiro meses de 2005, e o
valor das dívidas com os bancos registrou um aumento de 1,5%.

Argumentação

Para os técnicos da Serasa, a continuidade no crescimento do volume de
crédito para pessoa física e a melhoria no mercado de trabalho, com expansão do
emprego formal e da renda, têm facilitado o pagamento das dívidas assumidas no
final de 2005, bem como as despesas típicas de início de ano, como IPTU, IPVA,
matrículas escolares e compra de material escolar. Essa é a razão para a queda
da inadimplência apontada pelo Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa
Física
, em relação ao mês anterior. A inadimplência de pessoa física em
fevereiro de 2006 apresentou queda de 6,8%, em relação a janeiro de 2006. Por
outro lado, o crédito para pessoa física cresceu 2,1% entre dezembro de 2005 e
janeiro de 2006, último dado disponível no Banco Central.

A comparação de 12 meses ilustra o mesmo fato. O crédito para pessoa física
está crescendo em torno de 37% na comparação janeiro de 2006 com o mesmo mês do
ano anterior. Já o crescimento da inadimplência, no mesmo período, de acordo
com o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física está no patamar de
13% (variação de 13,3%, dezembro de 2005 em relação a dezembro de 2004; 13,3%,
janeiro de 2006 em relação a janeiro de 2005; 13,0%, fevereiro de 2006
comparado a fevereiro de 2005). Dessa forma, nota-se que o crédito está
crescendo em ritmo muito maior do que a inadimplência.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente pela
aprovação do projeto de lei que trata do cadastro positivo sobre o crédito.
Essa nova legislação possibilitará o estabelecimento de políticas mais
adequadas aos diversos tomadores de crédito, o que significará maior segurança
nessas transações e, portanto, redução de custos e ampliação de recursos e
abrangência, tanto para pessoa física quanto para jurídica.

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