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Estudos de Inadimplência

Cheques sem fundos começam 2006 em alta, revela estudo da Serasa

13/03/2006

Janeiro de 2006 estréia com 19,0 cheques devolvidos por insuficiência de
fundos a cada mil compensados, em todo o país, contra 15,3 cheques devolvidos
em janeiro de 2005, indicando crescimento de 24,2%, revela estudo nacional da
Serasa. Já na comparação mensal, janeiro de 2006 em relação a dezembro de 2005,
que apresentou 20,1 cheques sem fundos a cada mil compensados, verificou-se uma
queda de 5,5%.

O número de cheques sem fundos em janeiro deste ano ficou acima da média
registrada em todo o ano de 2005, 18,9 cheques devolvidos a cada mil
compensados. Em março do ano passado foi verificado o recorde histórico do
indicador criado em 1991, com 20,8 devoluções a cada mil compensados.

Dos 157,4 milhões de cheques compensados em janeiro de 2006, em todo o
Brasil, 3,0 milhões foram devolvidos duas vezes por falta de fundos, de acordo
com o estudo mensal da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas,
informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e
negócios.

Para os técnicos da Serasa, o crescimento do número de cheques devolvidos
está relacionado ao maior comprometimento da renda dos consumidores com os
compromissos tradicionais de início de ano como pagamento do IPTU, IPVA,
matrícula e compra de material escolar, além do maior endividamento da
população devido a expansão do volume de crédito concedido aliado às altas
taxas de juros praticadas. Outro fator importante que contribuiu para este
comportamento foi a aceitação de cheques pré-datados sem o uso de metodologia
adequada para a análise de crédito e o gerenciamento do risco de
inadimplência.

Para reduzir o risco das operações de crédito e contribuir para uma queda
nos indicadores de inadimplência, é necessário que as empresas adotem práticas
adequadas na concessão de crédito. Entre as principais práticas, podem ser
destacadas a definição de políticas de crédito, compatíveis com a conjuntura e
o segmento de atuação da empresa, e a monitoração contínua do risco da carteira
de clientes.

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