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Grandes Indústrias Mantêm Rentabilidade Elevada

06/02/2006

Estudo da Serasa, elaborado a partir dos demonstrativos contábeis de cerca
de 10.000 indústrias de grande, médio e pequeno porte, tanto de capital aberto
como fechado, revelou que as grandes indústrias entram no terceiro ano com
lucratividade alta. 

Nas grandes indústrias, a rentabilidade das vendas situou-se acima de 10%
pelo 3° ano consecutivo, atingindo 10,8% em 2005. A valorização do real frente
ao dólar afetou negativamente o faturamento dos segmentos exportadores, mas,
por outro lado, esse efeito negativo foi atenuado pela valorização de algumas
commodities no mercado internacional, notadamente produtos
siderúrgicos, celulose, açúcar e álcool, além do benefício que as empresas com
dívidas atreladas ao dólar tiveram, pois ficaram menores em reais, com reflexos
positivos no resultado financeiro. Se desconsiderarmos tais efeitos,
constata-se que a margem líquida recua de 10,8% para 7,4% em 2005.

Os segmentos que mais se destacaram no estudo são siderurgia e papel e
celulose, cujas margens líquidas foram muito superiores à média da indústria em
geral, sendo que a siderurgia atingiu lucro equivalente a 31,9% das receitas em
setembro de 2005 e o segmento de papel e celulose 23,8%. Como contraponto, o
setor petroquímico apresentou rentabilidade de 8,3% neste período.

As pequenas e médias indústrias também apresentaram crescimento nos lucros,
que passaram a representar cerca de três vezes os resultados obtidos entre 2000
e 2002, aumentando de 3,0%, em 2003, para 4,6% em 2004. Em 2005, em virtude da
falta de espaço para repassar a elevação dos custos aos preços finais dos
produtos, a rentabilidade foi equivalente a 3,5% das vendas.

Entre as pequenas e médias, destaca-se o setor de mecânica e o setor
editorial e gráfico, com margens de 7,9% e 7,1%, respectivamente, em setembro
de 2005. Em contraponto, o setor têxtil apresentou rentabilidade negativa de
3,7%, devido a elevada concorrência com os produtos importados.

O endividamento das indústrias em geral apresentou redução. Isso se explica
porque as empresas com dívidas atreladas ao dólar optaram por antecipar
pagamentos e quitar as dívidas, beneficiando-se da apreciação cambial do real
frente à moeda norte-americana, visto que necessitam de menos reais para o
pagamento das dívidas em dólar.

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