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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de consumidores tem alta em 2005, aponta indicador da Serasa

16/01/2006

A inadimplência dos consumidores fechou o ano em alta. Segundo o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física , em 2005 houve um
aumento de 13,5% na inadimplência da pessoa física, em relação a 2004. Em
dezembro de 2005, foi observada uma alta de 15,1% na inadimplência dos
consumidores, na comparação com o mesmo mês de 2004.

No entanto, quando comparada a novembro de 2005, a inadimplência da pessoa
física permaneceu praticamente estável. O índice apresentou uma ligeira queda
de 0,7%, revela a Serasa, maior empresa do Brasil em informações, pesquisas e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento. No décimo primeiro mês de 2005, o indicador
havia registrado alta de 6,0% ante outubro do mesmo ano.

Os técnicos da Serasa afirmam que, ao longo de 2005, houve maior
comprometimento da renda da população com parcelas do crédito consignado – cuja
evolução foi da ordem de 97,8% até novembro/2005 – e com financiamentos
oferecidos pela rede varejista, para aquisição de bens duráveis. Esse cenário
propiciou o acúmulo de compromissos que, aliado ao aumento da carga tributária
também na pessoa física e aos juros ainda elevados, exigiu criatividade do
consumidor no controle orçamentário e acabou resultando no aumento da
inadimplência em 2005.

Cabe ressaltar que o crédito para pessoas físicas deve fechar 2005 com uma
evolução da ordem de 40,0% nominais, ou 32,46% reais, descontada a inflação
medida pelo IPCA. Portanto, a inadimplência de PF cresceu acompanhando o
crédito, mas em um ritmo muito menor. A redução do desemprego, o aumento das
contrações com carteira assinada e a melhoria na massa salarial foram os
atenuantes da inadimplência do consumidor.

Representatividade

De acordo com o indicador, em 2005, as dívidas com cartões de crédito e
financeiras tiveram o maior peso na inadimplência de pessoa física, com
participação de 34,4%. O segundo maior índice na representatividade da
inadimplência de pessoa física, de janeiro a dezembro de 2005, são os cheques
sem fundos, que tiveram participação de 33,0%. Em terceiro lugar ficaram as
dívidas com bancos e financeiras, que tiveram peso de 29,9% na inadimplência
dos consumidores em 2005. Os títulos protestados representaram 2,7% da
inadimplência.

Já em dezembro de 2005, os cheques sem fundos tiveram o maior peso na
inadimplência de consumidores, com participação de 33,4%. O percentual em
dezembro de 2004 foi um pouco maior, 33,6%. O segundo maior índice na
representatividade da inadimplência de pessoas físicas, em dezembro de 2005,
são as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que tiveram participação
de 32,8%, inferior a registrada em dezembro de 2004, que foi de 34,4%. As
dívidas com bancos registraram a terceira maior participação no indicador,
30,9%, em dezembro de 2005. Em dezembro de 2004, esses registros tiveram peso
de 29,2%. Os títulos protestados tiveram participação de 2,8%, em dezembro de
2005, a mesma de 2004.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos de pessoas físicas, de
janeiro a dezembro de 2005, foi R$ 534,11. Já o valor médio de títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 756,76, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.036,11, e os
registros em outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), de R$
266,41.

Em relação ao período de janeiro a dezembro de 2004, houve um aumento de
14,6% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 18,6% no
valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de
crédito e financeiras aumentou 9,9% em relação aos doze meses de 2004, e o
valor das dívidas com os bancos apresentou alta de 7,7%.

Metodologia

 O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa
Física
, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o
comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de
múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem
fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras,
empresas de varejo, cartões de crédito e financeiras.

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